English Version

A CONFIANÇA DA GERAÇÃO Y SOBRE O FUTURO DA SUA CARREIRA

15/09/2016

“Os resultados globais são, de fato, surpreendentes”

Esse foi mais um dos estereótipos demolidos pela pesquisa do ManpowerGroup sobre os millennials, a respeito da qual comecei a mostrar resultados no artigo anterior. Na pesquisa feita com 19.000 jovens em 25 países, entre os quais o Brasil, os jovens pesquisados responderam, positivamente, na faixa dos 60 a 69%, sobre o quão otimistas estavam sobre o futuro de sua carreira, mesmo sendo filhos de pais que perderam seus empregos em virtude da recessão global.

Apenas os millennials do Japão é que mostraram menos certeza quanto as suas perspectivas futuras (nível de confiança entre 30 e 39%). E, Grécia e Itália têm um fator também mais baixo, entre 40 e 49%. Isso pode ser explicado em virtude de condições econômicas, sociais e políticas nesses países, menos favoráveis que em outros.

Os resultados globais são, de fato, surpreendentes. Dois terços são otimistas sobre suas perspectivas imediatas de emprego. 62% acreditam que se eles perderem a sua principal fonte de renda poderão encontrar um trabalho tão bom ou até melhor em três meses. A qualificação simplista de preguiçosos também cai por terra com outra constatação: eles trabalham duro, sim! O relatório mostra que 73% trabalham mais de 40 horas por semana, e quase um quarto trabalha mais de 50 horas. Os indianos têm a mais longa semana de trabalho (52 horas) e os australianos a mais curta (41 horas). E, 26%, em nível mundial, trabalham em dois ou mais empregos, remunerados.

No artigo passado comentei sobre o conceito de segurança no emprego para os millennials. Explicando melhor o que isso significa nessa pesquisa: um bom trabalho é aquele que aumenta sua empregabilidade no longo prazo, e, fazem planejamento para isso. Entendem que é necessário desenvolver continuamente suas habilidades para permanecerem empregáveis. 93% deles estão dispostos a gastar seu tempo e seus recursos em formação continuada. 22% deles pretendem fazer pausas sabáticas para adquirirem novas habilidades e qualificações.

E, o que faz com que permaneçam em uma organização? Em primeiro lugar, a oferta de bônus de reconhecimento, em segundo lugar, desafios. E, equilíbrio entre vida e carreira vai ficar apenas em um terceiro. Mais um clichê derrubado!

Matéria publicada por, O Estado de São Paulo em 07/08/2016

FOTO. Elisabete Adami Pereira dos Santos, professora da PUC.