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PLANTA BAIXA

13/07/2016

Casa de campo premiada em concurso internacional enfatiza a economia de formas, linhas e materiais

A vista para o amplo jardim, ainda em formação, em um terreno de 3.500 m², e para o entorno repleto de verde ditou as regras para este projeto da arquiteta Fernanda Marques em um condomínio no interior de São Paulo. Combinando ferro, concreto, vidro e madeira, ela concebeu um imóvel de 700 m³ para um casal que queria desfrutar ali os dias de descanso – sempre que possível, na companhia dos filhos, já adultos.

“O projeto não tem muitos detalhes de acabamento. Investi na estrutura metálica esbelta – queria manter tudo horizontalizado -, no piso cimentício, em paredes de concreto aparente e no vidro. Para aquecer, usei madeira no forro”, diz Fernanda, que acaba de ser contemplada com o prêmio internacional A’Design pelo projeto da residência.

A construção se destaca, mas mantém a leveza, graças aos muitos pontos de transparência na fachada. Para evitar interferências visuais desnecessárias, a arquiteta usou discretos guarda-corpos de vidro, como nas portas de correr do piso superior e perto da piscina na escada que leva à área de serviço.

A construção é marcada por dois volumes: o principal, onde fica a área social, a cozinha, o espaço gourmet e a suíte do casal, no segundo pavimento; e o de hóspedes, com quatro dormitórios e uma pequena copa. Entre os dois blocos, um espaço de estar com as laterais abertas funciona como ponto de encontro e reúne a família e as visitas nos dias de mais calor. Se a temperatura cair, uma lareira serve tanto à sala quanto à varanda.

“Os proprietários têm várias opções de lazer. Além desse espaço intermediário, há a varanda da piscina e área gourmet, que, pelo que eu soube, faz parte da rotina do casal”, conta Fernanda. Instalado em uma das extremidades da casa, sob uma varanda com pé-direito de cerca de 6 metros, o espaço pode ser preservado da farta incidência de luz natural por toldos. “Para montar essa cozinha externa, usei a mesma estrutura de ferro do resto da casa, que recebeu tratamento para ficar com aparência de aço corten.”

Para a arquiteta, a casa atingiu uma linguagem própria, que a diferencia não só por suas linhas contemporâneas, mas também por atender perfeitamente às demandas dos proprietários. “A divisão interna muito bem pensada aliada à beleza arquitetônica fez dela uma casa única”, acredita.

Matéria publicada pela jornalista: Marina Pauliquevis do, O Estado de São Paulo em 15 de maio de 2016

2° FOTO. Vista noturna da casa em um condomínio no interior de São Paulo.

3° FOTO. A fachada do imóvel, que se volta para a área verde. O uso da estrutura metálica contribuiu para criar a horizontalidade buscada pela arquiteta.

4° FOTO. Detalhe da mistura de ferro e madeira da construção.

5° FOTO. A área gourmet, instalada na varanda com pé-direito de 6 m, é protegida por toldos nos horários mais ensolarados.

6° FOTO. Abertura para uma árvore no estar entre os dois volumes da casa – o principal, com área social, espaço gourmet e suíte do casal, e o de hóspedes, com quatro dormitórios.

7° FOTO. Uma das laterais da casa.

8° FOTO. A parede de vidro mantém iluminado o corredor mo módulo para as visitas.