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LUZ TOTAL

29/06/2016

Conheça as regras para garantir a segurança e o conforto de uma cobertura de vidro

Deixar a claridade entrar livremente pelo teto requer-alguns cuidados. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) determinada por meio da NBR 7 199: acima de nossas cabeças, o certo é colocar vidros do tipo laminado ou aramado. O temperado, apesar de também ser considerado de segurança, pode apresentar riscos. A diferença entre eles diz respeito a como cada um se comporta na quebra. Composto de duas ou mais chapas unidas por uma película de polivinil butiral (PVB), material muito difícil de rasgar, o laminado acena com a garantia de que seus pedaços se manterão unidos ao miolo, sem se desprender ou cair. O aramado tem característica semelhante, porém o que segura seus cacos é uma tela metálica inserida na massa vítrea. O perigo do temperado reside no rompimento em fragmentos pequenos porém afiados, razão de sua proibição nessa situação.

Além desse aspecto, o projeto de uma cobertura envidraçada precisa levar em conta que ela ficará constantemente exposta à radiação solar (mais do que uma fachada, por exemplo). Os raios ultravioleta, embora não irradiem calor nem luz, devem ser evitados porque alteram e degradam a cor do revestimentos; os infravermelhos transmitem calor; já a luz visível garante a claridade natural do ambiente, mas seu excesso pode causar cansaço, enquanto a deficiência favorece a depressão.

Com um bom planejamento, é possível regular essas radiações por meio da escolha correta tanto do vidro quanto da estrutura e ainda proporcionar conforto termoacústico e controle de luminosidade, itens que variam em cada local da casa e também nas regiões do país.

Antes de decidir a compra, pondere ainda que cada vidro possui características próprias. O laminado aceita tratamento refletivo em uma das folhas (com várias gradações de cor e metalização), além do PVB barrar mais de 90% dos raios UV e agir como eficiente barreira acústica. O aramado, por sua vez, permite luz difusa, mas não segura o calor excessivo.

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em março de 2016