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TEMPO DE CELEBRAR

21/06/2016

Entevista: Livia Pedreira

Em 30 anos de Casa Cor, o que considera que de mais significativo mudou no desenho da casa?

Sem dúvida as casas estão mais fluidas, com menos paredes e mais espaços multiuso. A questão da sustentabilidade, um aspecto quase ausente nas primeiras edições do evento, entrou definitivamente na pauta dos arquitetos. Seja nas soluções de projeto, na opção pelos sistemas construtivos ou na escolha de materiais. Por fim, vivemos tempos de brasilidade. A arte e o mobiliário brasileiro voltaram a compor nossas casas, e isso é muito bom.

A mostra este ano ocupa um único edifício. O que o formato mais compacto acrescenta ao evento?

Este ano vamos ocupar o prédio do ambulatório. Os demais edifícios, ocupados em edições anteriores, estão em processo de restauro e, como este, devem ser entregues ao Jockey Club no ano que vem restaurados. Além do prédio, temos quatro casas construídas e uma alameda de lojas. Será uma edição mais contida, com 69 ambientes, mas, nem por isso, menos inspiradora.

O que o visitante pode esperar da edição 2016?

Comemoramos 30 anos e pretendemos surpreender nosso visitante não só com o trabalho de alguns pesos pesados da decoração, mas também com muitos estreantes. Jovens profissionais que imprimem frescor e ousadia a seus projetos, ainda que em espaços mais compactos. Com um pé no presente – e outro no passado –, a Casa Cor mira o futuro e traz para o visitante a proposta de uma vida mais saudável. Por isso, uma das grandes atrações será a Casa Acqua, projetada por Rodrigo Loeb e Caio Totto. Um sistema construtivo que chega pronto à obra e é erguido rapidamente, sem desperdícios. Outra surpresa é um velho vagão de trem da Fepasa, que será reciclado para abrigar um espaço projetado por Leo Shehtman. Não é um belo destino para tantos vagões de trem que estão por aí abandonados?

Matéria publicada pelo jornalista: Marcelo Lima do, O Estado de São Paulo em 08 de maio de 2016