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VIDA NOVA, SALA NOVA!

14/04/2016

Para receber mais um morador, o monótono estar de 10,75 m² deste apê paulistano ganhou uma reforma e tanto. Agora alegria não falta por aqui!

“Minha sala era chata: havia muito marrom e pouca luz”, lembra o diretor de arte Nelson Rico, que decidiu mudar completamente o ambiente para receber em grande estilo seu companheiro, o piloto Carlos Simões. Do antigo espaço, não restou quase nada. Os móveis foram trocados por peças mais leves, a disposição foi repensada, a iluminação se modernizou e a decoração ficou mais jovem. “Eu sempre quis este estilo geek e colorido. Fiz tudo com a ajuda dos meus pais e, quando o Carlos chegou, só mudou alguns objetos de lugar, incluiu os aviões dele e as almofadas divertidas. Assim, tudo ficou com a nossa cara”, conta.

Uma inversão mudou tudo

O sofá, que antes ficava embaixo da janela, foi reposicionado e passou a delimitar a nova configuração – repare que surgiu um corredor a partir da porta de entrada, formando um hall com direito a minibar.

“O estofado foi escolhido pensando no conforto. Os assentos se abrem como chaises”, afirma Nelson. O pouco espaço para as visitas é compensado pelo conjunto ao lado, com uma duplinha de cadeiras. “Encontrei sem querer a mesa amarela e achei que cairia como uma luva nesse cantinho, que já é o preferido para o bate-papo”, explica o diretor de arte.

A nova paleta de cores é mais suave e marcada pelo cinza. “A base neutra é perfeita para carregar os objetos de nuances fortes e vibrantes. Isso sem contar que teremos muita liberdade para mexer na decoração se cansarmos dos tons escolhidos”, justifica Nelson.

Visual leve, à prova do tempo

O painel de madeira escuro e antigo deu lugar à moderna pintura cinza. Deixando o clima ainda mais brando, rack e prateleiras são brancos. “Para dar vida, preenchemos tudo com as nossas coleções e peças bem descoladas”, completa Nelson.

A iluminação era outro ponto fraco do projeto original. Então o morador apostou em um reforço: “Mandei fazer uma sanca de gesso que apenas contorna o teto, não é inteiriça. Essa solução me agradou e acrescentou muitos focos de luz pela sala”, comenta. Como não há forro completo, a passagem da fiação elétrica para a sanca ficou mais difícil, mas o problema foi resolvido com o uso de uma eletrofita – trata-se de um condutor elétrico em forma de fita adesiva que reposiciona os pontos, deslocando as ligações. “Colamos a fita na laje, conectamos no ponto de luz e transferimos para onde eu precisava da energia. Para finalizar, passamos massa fina e pintura por cima. Funciona muito bem e não há nenhuma marca aparente”, comemora.

Seguindo a proposta de leveza, o piso foi trocado: “Procurei um laminado mais claro para garantir a sensação de amplitude”, diz.

Matéria publicada pela jornalista: Daniella Grinbergas do, portal Minha Casa em 11 de abril de 2016