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PINTURA EM ROLO

18/03/2016

Entrevista Adriana e Carlotta

Célebres pelas pinturas que aplicam, a quatro mãos, por sobre paredes descoladas da cidade, as sócias Adriana Pedrosa e Carlotta Gasparian decidiram se associar à design digital Carolina Kowarock com vistas a um objetivo comum. “Detectamos que havia uma demanda por esse tipo de produto no mercado e achamos que era chegada a hora de ampliar o acesso à produção do ateliê”, conta Carol, que acompanhou, passo a passo, a produção dos rolos de papel adesivo que reproduzem, em duas linhas, a arte das sócias. “É a nossa pintura. Muito próxima do real. E sem sujeira nem respingos”, arremata Carlota, que, em conjunto com as sócias, falou ao Casa.

O que vocês observam no momento de “conceber” uma parede?
Adriana Pedrosa: Para começar, observamos o ambiente em todos os seus detalhes, sobretudo as condições de iluminação e cores. Criar uma parede envolve o nosso momento, o desejo do cliente e a proposta de arquitetura e um bom resultado vai depender da harmonia entre todos esses fatores. Quando temos uma área com boa visibilidade, propomos uma parede-mural para causar impacto. Uma textura de menos impacto fica bacana em locais onde queremos nos sentir no ninho. Outra regra de ouro: se temos um elemento muito em destaque em um ambiente devemos optar por pinturas mais calmas, mais lisas. No caso inverso, a parede pode ganhar destaque e diversas cores.

De onde veio a inspirações para a criação das linhas Arte em Rolo e Lambe-Lambe?
Carlota Gasparian: O ponto de partida para a Arte em Rolo foram nossas texturas de maior sucesso, como a de concreto armado. Já a Lambe-Lambe foi pensada como um grande mural, em versão pronta entrega ou customizada. Nas duas linhas, a arquitetura brasileira foi nossa principal referência.

Como foi possível preservar o aspecto artesanal das texturas em painéis digitalizados?
Carol Kowarick: No ateliê, o pensamento pictórico é sempre preponderante. Fizemos uma longa pesquisa com diferentes tipos de papel até chegar o mais próximo possível das nossas texturas. Ou seja, apesar de industrial, o processo de criação desses produtos preserva um forte componente artesanal.

Matéria publicada pelo jornalista Marcelo Lima em do O Estado de São Paulo em 21 de fevereiro de 2016