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COZINHAS: BANCADAS À SUA MODA

23/02/2016

Faz tempo que elas deixaram de ser mera superfície de preparo. De cores e materiais variados, essas bases sólidas estão prontas para roubar a cena na cozinha e arrebentar os convidados

1. Claridade absoluta

Após reforma, este ambiente ficou mais iluminado e ganhou uma área de trabalho charmosa, para nunca faltar inspiração aos gourmets. A arquiteta carioca Gisele Taranto escolheu o Corian (DuPont, cor glacier White linha), produto fabricado de resina acrílica e minerais naturais que o tornam resistente e fácil de limpar. “Só não encoste objetos quentes nele, sob pena de deformá-lo”, diz Gisele. Armários da Ornare e cerâmicas com letras da RJ PAZ.

2. Colorido de impacto

Com a integração de cozinha e copa, o espaço passou a merecer uma bancada marcante. O Corian (DuPont) amarelo, eleito pelo escritório MeyerCortez Arquitetura & Design, de São Paulo, trouxe a tonalidade e o toque de modernidade desejados pelos moradores. “Uma vantagem desse material é viabilizar cuba e bancada sem emendas nem rejuntes aparentes”, afirma a arquiteta Danielle Cortez. “Em contrapartida, custa 30% mais se comparado com os compostos de quartzo”, compara a designer de interiores Natália Meyer. Na execução, o Stúdio Vitty previu frisos metálicos na lateral do cooktop para apoiar panelas saídas do fogo. Armários de laminado cinza da Elgin Mobili & Design.

3. Metálica e contemporânea

Em busca de uma linguagem atual para esta cozinha paulistana, a arquiteta Marí Aní Oglouyan elegeu o inox (Mekal), opção conhecida pela ação bactericida. “Ele ainda permite integração visual com filtro, lixeira, misturadores e outros utensílios metálicos”, diz. “Também suporta vasilhas em altas temperaturas sem prejuízo de seu visual”, continua. Marcenaria da Leicht.

4. O charme sutil do concreto

Mais do que combinar com o jeito despojado deste ambiente em São Paulo, a bancada (5 cm de espessura) executada na obra pelo empreiteiro tem o baixo custo solicitado à arquitetura Nara Grossi. “Trata-se de um concreto comum com pedriscos, feito com armações superior e inferior”, explica. “Apesar da proteção com resina, ele é poroso, por isso deve-se limpar rapidamente líquidos como vinho e refrigerante”, alerta. Ladrilhos da Vianarte e armários da R&M Marcenaria.

5. Vantagens naturais

Emendadas na largura, as duas pranchas de peroba-do-campo contribuíram para a integração visual entre a cozinha e a lavanderia. A segunda peça, aliás, configura uma tampa articulada que esconde o tanque. Além disso, a escolha da madeira possibilitou uma bancada estreita (58 cm). “Ela pode acomodar uma cuba quase na mesma largura ao contrário das pedras, que requerem mais folga”, explica a arquiteta Renata Miron, autora do projeto com Tiago Souza, ambos de São Paulo. Segundo a dupla, não se deve cortar alimentos diretamente sobre o material e é indispensável impermeabilizar o tampo, que aqui recebeu selante à base d’água para piso (Primma), fácil de aplicar e retocar, se necessário.

6. Por uma aparência uniforme

Ponto de atração do ambiente, a pia de 4,67 m vai de uma ponta a outra da janela. Em contraste com o amarelo do armário (Rutra Marcenaria), as arquitetas Clara Reynaldo e Cecília Reichstul, da CR2 Arquitetura, de São Paulo, adotaram o Caesarstone concrete (execução da PedraCor), composto de até 93% de quartzo. “Além de absorção quase nula, ele é resistente e tem aspecto mais homogêneo que o granito”, diz Clara. A lixeira embutida (Tramontina) deixa o visual clean.

7. Praticidade em tons de marrom

Eletrodomésticos poderosos e acessórios à mão era o que desejavam os donos desta casa, amantes de gastronomia. Durável e simples de manter, o granito café imperial mostrou-se a segundo a arquiteta Cristina Xavier, de São Paulo. Ele ainda combina com o restante da moradia, levemente rústica.

8. Vibração e ousadia

Aberto para a sala, este espaço de linhas minimalistas e cores fortes acompanha a paleta da área social. Em oposição ao azul do armário laqueado, o arquiteto paulistano Orlando Denardi usou na bancada o Caesarstone tequila Sunrise (executada pela Granipedras), eleito pela aparência uniforme e a alta durabilidade. “Uma das vantagens desse sintético de quartzo é a variedade de tons”, afirma. “Porém, como vem de fora, seu preço supera o do granito”, pondera.

Matéria publicada pela jornalista Dan Brunini da Arquitetura e Construção em dezembro de 2015