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CHARME INDUSTRIAL

30/11/2015

Em apartamento com planta flexível, jovem moradora apostou em decoração que foge de tons suaves

Para que este apartamento na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, ficasse na medida para a jovem moradora, não foi preciso quebrar paredes. Sua planta de 70 m² é livre, ou seja, cada morador decide o tamanho e a disposição dos espaços.

Aqui, boa parte da metragem foi reservada para a área social, dividida entre salas de TV e de jantar e cozinha. “Sobrou espaço até para um banco para junto da janela da área de serviço; é mais um espaço para ocupar”, conta Patricia de Palma, do SP Estúdio, arquiteta responsável pelo projeto.

Um dos pedidos da moradora foi que a decoração tivesse estilo industrial, longe de temas e cores ditos “femininos”. “A estrutura do apartamento colaborou para que a gente alcançasse esse objetivo, já que o piso é de cimento queimado e o teto tem concreto aparente”, diz.

Para tirar proveito desses elementos e trazer ainda mais a identidade industrial ao projeto, a arquiteta instalou as luzes em uma eletrocalha que percorre todo o imóvel. “Não queria rebaixar o teto para colocar luminárias, não caberia na nossa proposta. Colocamos spots no instalado a 15 cm de distância do teto, que podem ser ajustados em várias direções, de acordo com o clima que a moradora quer criar”, explica Patricia.

No lavabo, a pia deu lugar a um tonel de ferro pintado de azul – mais um elemento pensado para que o apartamento tivesse cara de loft Industrial, assim como as paredes de tijolinhos aparentes e as portas de correr usadas em quase todos os cômodos.

Outra preocupação do projeto foi criar o máximo possível de espaços de armazenamento. “Fizemos um móvel baixo que percorre toda a lateral do jantar e sala a TV, com alguns nichos abertos e outros fechados. Na cozinha, investimos em grandes gavetas e prateleiras. Na suíte, o guarda-roupa vai de parede a parede”, comenta. Na discreta área de serviço, uma extensão da cozinha, não se veem os utensílios, todos acomodados em armários de madeira – até mesmo a máquina de lavar.

Nos móveis, acessórios e revestimentos, preto, cinza e amarelo são as cores predominantes, aparecendo no sofá, nas cadeiras de diferentes modelos do jantar, na roupa de cama e nas bancadas da cozinha. “Como os revestimentos e a iluminação têm linguagem marcante não era preciso muito mais.”

Matéria publicada pela jornalista: Natália Mazzoni do Estado de São Paulo em 15 de novembro de 2015