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SALA SÃO PAULO – 2 OÁSIS REDESENHADO

27/11/2015

Concebido para ser a luxuosa sala de espera dos viajantes de primeira classe, o enorme pátio foi o ponto central da transformação, graças às medidas ideias para abrigar uma sala de concertos

No contexto de década de 30 – comprometendo os mesmos gestos de grandeza que ela ajudara a erguer – o espaço de base retangular originalmente pensando como um grande hall para a estação ferroviária Sorocabana terminava os dias inacabados e sem cobertura, aproveitando como um jardim interno pelos usuários dos trens. Até que o corpo de especialistas convocado para encontrar uma sede para a Osesp deparou com o majestoso vazio de 52 x 25 x 26 m, proporções perfeitas para a qualidade sonora que uma sala de concertos requer, sólido para o devido isolamento e livre de obstáculos para a execução de uma inédita solução acústica no teto. O estilo Luis 16 modernizado do edifício somou pontos extras ao agradar os americanos que integravam o grupo de notáveis, deixando para trás alternativas como Teatro Sérgio Cardoso e o auditório do Memorial da América Latina. Decisão tomada, o que veio a seguir foi a obra extensa e delicada, comandada pelo arquiteto Nelson Dupré (cujo projeto foi escolhido entre outros concorrentes) e que envolveu uma equipe técnica de primeira linha. Foram meses de restauro e readequação, amparados em milhares de decisões e desenhos, até o termino do último movimento, em 199 – ano da inauguração do complexo cultural, postado silenciosamente ao lado de trilhos e trens ainda em operação.

“Como um maestro diante de outros músicos, o arquiteto rege a equipe técnica, os engenheiros. O processo e o resultado têm de ser harmônicos.” Nelson Dupré, arquiteto

Matéria publicada por Arquitetura e Construção em novembro de 2015