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BRASILEIRO COMPRA PÃO E VAI MENOS À PADARIA

31/08/2015

O pãozinho francês saído do forno é o mais querido do brasileiro, mas os pães industrializados estão ganhando espaço com a redução da ida do consumidor aos pontos de venda e o aumento de preço do trigo. A categoria especial, que inclui grãos integrais ou ingredientes como fibras e vitaminas, é a de mais rápida expansão no país. O Nordeste é a região em que o consumo mais cresce, mas no Rio está a maior fatia de consumidores.

“Enquanto o pão industrializado cresce em volume e em valor, o consumo de pão fresco diminui devido ao aumento de preço ¬ a farinha de trigo, cotada em dólar, está mais cara ¬ e à redução da visita do consumidor às padarias”, diz Carolina Andrade, executiva de marketing da Kantar WorlPanel.

A maior parte dos lares continua consumindo os dois tipos, mas cada vez menos pessoas vão diariamente à padaria. Com isso, a categoria de pães industrializados cresce. “É prático, conveniente e complementar”, diz Claudio Zanão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (Abimapi).

O pão artesanal está presente em 95% dos lares, mas vem perdendo espaço pelo menos desde 2011. O industrializado está em 76% das mesas brasileiras ¬ ganhou cinco pontos de participação de mercado em três anos. “O consumidor está fazendo escolhas, colocando no carrinho o produto de melhor preço, com maior durabilidade e que mais contribua para a saúde”, diz Carolina. Em participação de mercado, o leste e o interior do Rio de Janeiro são líderes em consumo de pão industrializado, mas é no Nordeste que as vendas mais cresceram no ano passado, puxadas principalmente pela marca Plus Vita, de pães especiais do grupo mexicano Bimbo.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico (por Tatiane Bortolozi).