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‘MAIS DO QUE ESTRATÉGICO, TEM DE SER EMPREENDEDOR’

24/08/2015

Para Stenio Souza, empresário e CEO da iTrade Smolan, é preciso ter persistência e acreditar para que um negócio tenha sucesso.

Em março, o sonho de ser presidente de uma multinacional virou realidade para Stenio Souza. Foi quando ele e o sócio, Rodrigo Rivellino, venderam 1/3 da iTrade Marketing Intelligence para o grupo Smollan, que atua há 94 anos no mercado e está presente em mais de 16 países. Desde então, Souza é CEO Brasil da iTrade Smollan.

Ele conta que seu primeiro contato com a área de vendas foi como vendedor em uma loja de surf. “Achei muito legal manter contato com o público. Depois, fui trabalhar na Nestlé, onde desenvolvi carreira como promotor de vendas. Nessa época, almejava fazer carreira na indústria e me tornar presidente multinacional.”

O empresário diz que ainda hoje, o trabalho de promotor é visto como porta de entrada no mercado de trabalho. “Não existe sonho de querer permanecer. Eu, porém, tive um encantamento pela área. Espero contribuir para transformar esse trabalho em profissão. Sempre estímulo os jovens a construir carreira no mercado de execução.”

Em 1998, após concluir a faculdade, ele fez uma viagem para estudar inglês. Na volta, passou dez meses procurando trabalho, até ser contratado pela Souza Cruz, para atuar na área de merchandasing (hoje chamada de trade). “Entrei como coordenador e pela segunda vez vivenciei uma escolha na área. Toda inteligência da companhia era voltada à execução do ponto de venda e os consumidores. Com essas informações realizam o trabalho de conversão.”

Em 2003, quando era coordenador de merchandising sênior, resolveu conhecer o outro lado e foi trabalhar na agência Aktuellmix. “Era uma empresa jovem, tinha cerca de dez funcionários. Comecei na área de atendimento. Mas, por coincidência, começou a haver muita demanda no campo de vendas e passei a gerir equipes de promotores.”

Três anos depois, ele se associou ao proprietário da agência, Rodrigo Rivellino, e montaram a iTrade, para realizar especificamente esse trabalho. “Assumi esse desafio com entusiasmo, porque cuidar do ponto de venda e lidar com gente é o que mais gosto de fazer, é a área pela qual sou apaixonado e enxergava grandes possibilidades.”

Souza diz que o negócio tinha proposta diferente das demais empresas do mercado. “Sempre nos preocupamos muito com qualidade, controle, e uso de tecnologia para garantir ao cliente que o que foi planejado realmente estava sendo implementado”, diz.

EM 2009, a empresa passou a ocupar escritório na Avenida Engenheiro Luíz Carlos Berrini. “Chegamos a 2014 com 65 colaboradores internos. Sendo que só em 2014 com 65 colaboradores internos. Sendo que só em 2014, contratamos 3,5 mil pessoas para realizar trabalho externo. Desde a fundação, sempre crescemos acima de dois dígitos”, afirma.

Segundo ele, o namoro com a Smollan começou em junho de 2014. “A empresa estava há três anos no mercado brasileiro. Ela veio prestar consultoria a uma multinacional. Em 2014, encerraram o contrato e decidiram permanecer no Brasil. A Smollan mapeou mais de 50 agências para identificar um parceiro e fazer fusão. Depois de um ano pesquisando, passamos a manter contrato de aquisição de 1/3 da empresa.”

Souza diz que a Smollan tem funcionário com até 34 anos de carreira. “É isso o que queremos trazer pra cá, vamos investir no funcionário e incentivar seu crescimento. Neste ano, nossa expectativa é dobrar o faturamento. Temos planos para os próximos dez anos, de chegar a 20 mil colaboradores no Brasil e mais de 20 mil na América Latina.”

Ele diz que para construir um negócio, “mais do que ser estratégico tem de ser empreendedor”. E acrescenta: “Além da veia empreendedora, é preciso ter persistência e acreditar. Tanto como empregado, sempre quanto como empregador, sempre olhei o trabalho com olhar de dono. Esta é a forma que achei para crescer, ser visto e lembrado. Tem de vestir a camisa e seguir adiante.”

Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 26 de julho de 2015