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TUDO CONECTADO DEPOIS DA REFORMA

14/08/2015

Casal fez questão de levar para o novo apartamento lembranças de outras moradas.

O ladrilho Hidráulico no piso delimitada a área da cozinha, totalmente aberta. A mesa Saarinem com tampo de mármore já era dos moradores e os armários foram desenhados pela arquiteta.

Este apartamento em Moema, na zona sul de São Paulo, foi reformando para receber um casal que fez questão de encher o novo lar de lembranças. “Eles são mineiros, ter uma coisa de ter casa aconchegante, com memórias”, diz a arquiteta Nara Grossi. Ela e as sócias, Priscila Almeida e Joseana Costa, se dividem entre São Paulo e Belo Horizonte com o escritório Gema Arquitetura, que acaba de assumir um tarefa muito cara os paulistanos: a restauração do Teatro Oficina.

No projeto desta reforma, concluída em três meses, as áreas molhadas merecem atenção especial. A cozinha virou o centro das atenções, aberta; e o antigo banheiro foi dividido em dois, pois os moradores faziam questão de ter cada um seu espaço de banho. Um dos três dormitórios virou sala de TV, com uma porta de correr no lugar da parede para ser usado também como quarto de hóspedes.

“O cômodo ficaria sem uso se não fosse feita essa mudança. A reforma criou um espaço fluido, onde tudo se conecta e é bem aproveitado pelos moradores no dia a dia”, afirma Nara. Conhecer o modo de vida dos proprietários, diz ela, é importante na hora de iniciar um projeto como este, que integrou ambientes. “têm de saber para quem esse estilo funciona. O arquiteto – os moradores – têm de levar isso em consideração. Com a cozinha aberta, por exemplo, o cuidado com a bagunça na bancada maior.”

Aqui tudo foi planejado conjuntamente, desde antes da compra do imóvel – a arquiteta até acompanhou os moradores na busca por um apartamento, ajudando a identificar características que fariam a compra valer a pena. No escolhido, o fato de haver apenas nas paredes externas facilitou a obra garantiu a fluidez buscada pela arquiteta. Os tacos de madeira, um dos pontos contaram a favor na decisão, foram mantidos na sala e nos quartos. A nova cozinha ganhou revestimento de ladrilho hidráulico, material que cria um efeito interessante na passagem para a área de serviço, avançado pela parede.

Com o orçamento limitado, Nara fez opções econômicas, como a bancada de concreto na cozinha, em vez de pedra, e painel de pinus em uma das paredes do espaço. Os móveis foram praticamente todos reaproveitados , como a atemporal mesa Saarinem com tampo de mármore, o sofá e as cadeiras Bertoia. “Dá para perceber o cuidado dos moradores com a casa e como eles gostam de estar nela.”

A reforma derrubou a parede que separava a cozinha da sala transformou um dos quartos em sala de TV. O agora bem iluminado living tem móveis que já eram dos moradores, como o sofá as cadeiras Bertoia.

Os tacos de madeiras originais do apartamento foram mantidos no piso. O trilho com iluminação já era dos proprietários.

Detalhe do quarto do casal, com banco de metal servido de criado-mudo.

Detalhe da bancada de concreto da cozinha e do azulejo da linha Liverpool, da Portobello.

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 05 a 11 de julho de 2015.