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APARTAMENTO GRANDE EM TONS DE ROSA E COM DECORAÇÃO SUPER FEMININA

11/08/2015

Sofia, Julia e Stella, as três filhas da designer Alexandra Tobler, fazem do primeiro pavimento do dúplex o cenário perfeito para suas brincadeiras. Já a mãe ficou com o piso de cima, onde trabalha e recebe amigos.

As irmãs Sofia (em pé), de 7 anos, Stella (na escada), de 4, e Julia, de 6, dividem este quarto de atmosfera campestre. “As arvorezinhas da estampa (Papel de Parede dos Anos 70) e a grade em forma de cerca trazemo clima de jardim”, diz a mãe, que planejou o ambiente.

O andar de cima do dúplex de 240 m2 é inteiro da designer Alexandra Tobler. É lá que ela trabalha e recebe amigos. A decoração é super feminina e abusa dos tons de rosa.

Hoje os gavetões de pínus do móvel sob a janela abrigam brinquedos; no futuro, podem receber livros e objetos. Com 45 cm de altura, a peça também faz as vezes de banco. Tapete da Phenicia Concept.

A maioria dos pais destina um cômodo ou dois da casa à diversão dos filhos. Alexandra Tobler preferiu reservar praticamente um andar inteiro deste dúplex de 240 m², no bairro paulistano do Morumbi, para as brincadeiras de Sofia, Julia e Stella. “Aproveitei a divisão do apartamento em dois andares e deixei as meninas ocuparem o piso de baixo”, diz a designer, fundadora e diretora de estilo no Brasil da Westwing, loja virtual especializada em móveis e objetos. Aqui ficam não apenas o quarto, o banheiro e a sala de estudo das pequenas mas também um living integrado à cozinha. Com exceção da suíte de Alexandra e da lavanderia, o restante do pavimento é território das crianças – inclusive a área de estar, na qual assistem TV, curtem a companhia da mãe e organizam chás de boneca e outros passatempos. “Junto os amigos lá em cima”, fala a moradora ao se referir à cobertura. “Embaixo, os ambientes funcionam quase como um clubinho exclusivo para os momentos em família.”

As banquetas de madeira, pintadas pela mãe, acomodam as garotas na cozinha. Balcão de teca (SCA) e comtampo metálico (Mekal).

O grafismo do revestimento (Papel de Parede dos Anos 70) complementa o toque retrô obtido com a cômoda herdada da avó paterna da moradora.

Cinza e tons de rosa variados, como o do sofá (Westwing) assinado pela moradora, predominam neste pavimento. As poltronas que pertenciam à avó materna dela foram renovadas com tecido adamascado (JRJ).

Estilo pessoal no piso dos adultos.

Formada em arquitetura, Alexandra cuidou da reforma do dúplex, fechado havia quatro anos. “A construtora entregou o prédio sem ter vendido esta unidade”, lembra. Além de integrar ambientes e escolher acabamentos, a proprietária transformou a área externa neste living com home office e cozinha gourmet. “O condomínio já oferece boa estrutura de lazer, por isso eliminei a piscina e cobri parte do terraço a fim de ganhar espaço aqui dentro”, explica. Para a decoração, também de sua autoria, ela apostou num mix de peças de design assinado, itens herdados de família e lembranças de viagens. “Sou assim na vida – não sigo tendências. Prefiro elementos que contam histórias”, afirma. O toque personalizado se traduz em cores femininas associadas com a rusticidade da madeira de demolição, do cimento queimado e dos tijolos à vista. Isso sem esquecer o lustre de cristal pairando acima da mesa de jantar. “A combinação parece não fazer sentido, eu sei”, diz, aos risos. “Mas deu certo porque tem minha cara.”

Uma coleção de castiçais enfeita a mesa de centro.

Alexandra posa sentada numa de suas recentes aquisições: este tapete de patchwork turco.

A paleta suave do estar se repete no quarto da designer, com mesa lateral comprada em antiquário e cabeceira de ripas (Indusparquet).

O desnível de 45 cm entre a cozinha gourmet e a sala, provocado por uma viga que não pode ser removida, virou nicho para vinhos e utensílios. A mesa de madeira de demolição veio do Depósito Santa Fé, e as cadeiras– desenhadas por Harry Bertoia (1915-1978) para a Knoll em 1952 – foram compradas quando a designer viviaem Milão, na Itália. “A estilista Coco Chanel dizia que a moda passa, mas o estilo permanece. Sigo essa filosofia”, Alexandra Tobler, moradora.

Embora necessitasse do terraço para ampliar a área interna, Alexandra manteve este trecho descoberto. “Preciso de luz e horizonte”, diz ela, que adora ficar aqui acompanhada das filhas e de livros. Compor o espaço não deu trabalho: pedriscos forram o contrapiso, enquanto placas de fibra de coco presas na parede sustentam chifres-de-veado (Platicerium bifurcatum) e rípsales (Rhipsalis baccifera), entre outras plantas. Sofá plástico Bubble Club, de Philippe Starck (Kartell), e cadeira da Oppa (com tecido Acquablock, da Karsten).

matéria publicada na revista Casa Claudia em maio de 2015.