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6 BOAS IDEIAS ESTRUTURAIS DA CASA COR SÃO PAULO

04/08/2015

Para além do design de interiores, esta edição da Casa Cor São Paulo chama a atenção pela forma criativa como alguns pavilhões foram erguidos.

ELEMENTO DE TRANSIÇÃO.

O sutil jogo de luz e sombra é um dos pontos altos da intervenção de 430 m² assinada por Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, do escritório FGMF Arquitetos. A surpreendente estrutura modular de eucalipto (Rewood Madeira Laminada Colada), com corpo e articulações de aço (Dix Arte & Metal), eleva-se a 4,20 m do chão, revestido de porcelanato (Portobello).

ELEMENTO DE TRANSIÇÃO.

Ao lado das árvores na entrada do Jockey Club de São Paulo, a colmeia forma uma espécie de pergolado ora translúcido (graças às lonas de PVC da Sansuy), ora vazado. Vale destacar a instalação cenográfica de varetas metálicas. “Elas criam uma topografia artificial”, diz Fernando. As colmeias se juntam em pares e trios: os anéis de aço contam com aletas que se encaixam em rasgos nos módulos de madeira de 1 m de comprimento cada um. o travamento se dá com pinos transversais. Projeto FGMF.

POR DENTRO DA CONCHA.

Obra da arquiteta Camila Klein, a garagem de 50 m² se instala sob a grande treliça de eucalipto (Rewood Madeira Laminada Colada), chamada GridShell devido ao formato de concha. Leves, as partes da estrutura se ligam com pontos nodais, resistentes e flexíveis. As aberturas, protegidas por um toldo plástico (Sansuy), filtram a entrada de luz durante o dia.

POR DENTRO DA CONCHA.

Parafusos e porcas prendem as treliças da cúpula. A curvatura do conjunto fica estável graças ao peso de várias caixas cheias de pedras dispostas ao redor da cobertura, cada uma com cerca de 200 kg. À noite, as luminárias embutidas no piso providenciam luz indireta e minimalista. Projeto de Camila Klein.

NOVO SOBRE ANTIGO.

Diante da edificação tombada, a arquiteta Patricia Martinez buscou referências no curioso conceito de arquitetura parasita – propôs intervenções pouco invasivas em simbiose com a obra existente. “Minha influência foi a CaixaForum-Madrid, de Herzog & de Meuron”, revela. Isso aparece na entrada do espaço de 70 m²: uma espécie de hall surge no interior da caixa de vidro temperado (2,40 x 2,40 m, da Blindex), fixada com o sistema sem caixilhos batizado TG System (NSG Group) e com ferragens do tipo aranha capazes de unir as placas.

MEMÓRIA COLONIAL.

O Vale do Paraíba inspirou Roberto Migotto a incluir o pau a pique em seu espaço de 300 m². “Sou de Taubaté [SP], onde essa tradição construtiva é forte”, conta o arquiteto, que trouxe de lá a mão de obra para os 160 m² de superfície que exibem a técnica, executada por Deto França e Marco Rezende. “Seguindo as origens, ergue-se a trama de bambu, madeira ou raízes, então fechada com barro e esterco, de ambos os lados e manualmente. Aqui, no entanto, ela não desempenha função estrutural – está aplicada como revestimento do drywall”, explica Deto. As mudas de avelós-palito-de-fogo do jardim de Luiz Carlos Orsini avivam o tom terroso do conjunto. Bancada de Silestone no padrão yukon e piso de Dekton, ambos da Cosentino.

CAIXAS COLORIDAS.

Idealizada pelo arquiteto Daniel Kalil, da Decora Click, e pela designer de interiores Karinna Buchalla, esta construção ficou pronta em menos de 15 dias ao utilizar quatro contêineres de modelo-padrão HC-4O (além de um extra, dividido em dois, em que se localiza um mini-spa dotado de deck e piscina). Com 12 m de extensão cada uma, as estruturas foram soldadas umas às outras, totalizando a área de 170 m². “Para o conforto térmico interno, o forro recebeu recheio de lã feito de garrafas de pet recicladas”, diz Daniel.

CAIXAS COLORIDAS.

Idealizada pelo arquiteto Daniel Kalil, da Decora Click, e pela designer de interiores Karinna Buchalla, esta construção ficou pronta em menos de 15 dias ao utilizar quatro contêineres de modelo-padrão HC-4O (além de um extra, dividido em dois, em que se localiza um mini-spa dotado de deck e piscina). Com 12 m de extensão cada uma, as estruturas foram soldadas umas às outras, totalizando a área de 170 m². “Para o conforto térmico interno, o forro recebeu recheio de lã feito de garrafas de pet recicladas”, diz Daniel.

MOLDADA À NATUREZA.

Duas árvores frondosas viraram os elementos principais nesta casa de 120 m². Na obra do arquiteto Olegario de Sá e do designer de interiores Gilberto Cioni, o esqueleto metálico de steel frame (perfis de aço) e steel deck (laje de telha de aço com camada de concreto) acomoda os troncos em aberturas criadas tanto na cobertura quanto no piso elevado de painel wall (placas de madeira prensada com camada de cimento), coberto de porcelanato (Portoro). O telhado embute um sistema de captação da água da chuva.

matéria publicada na revista arquitetura & construção em junho de 2015 por Amanda Sequim, Camila Toledo, Silvia Gomez.