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A OUTRA MARGEM DO RIO

22/06/2015

Ao conectar as bordas do rio Pinheiros na confluência com o canal Represa da Guarapiranga, a ponte paulista – assinala pelo escritório Loeb Capote e vencedora em 2014 da categoria Intervenção Urbana – estendeu em 2,80 km uma ciclovia próxima e abreviou a travessia a pé de 40 para nove minutos. Destacamos três pontos da proposta.

Na zona sul de São Paulo, a estrutura se apoia nos círculos Metálicos Fíxados em Tubulões de concreto, duas faixas organizam o fluxo de pedestre e bikes.

1-Solução replicável.

A passarela une trechos apartados da metrópole e reafirma a importância de transpor barreiras como linhas férreas e cursos de água para melhorar a fluidez na cidade – questão cara ao urbanismo. Com peças pré-moldadas de aço, foi montada em dez dia e poderia ser implantada em outros trechos do rio.

2-Ilhas verdes.

Além de lembrarem a vitória-régia, planta aquática típica da Amazônia, os dois círculos metálicos, de 18 m de diâmetro, suportam uma camada de 5 cm de substrato, onde crescem espécies encontradas no entorno. A pesquisa e o plantio couberam à Sky Garden.

3-Navegação livre.

Com 90 m de comprimento, a nova conexão precisava dar passagem às chatas, embarcações que promovem a limpeza e o desassoreamento das margens. Entravam em cena, então, dois braços móveis no trecho central: movidos por motores elétricos potentes, eles abrem quando necessário.

matéria publicada na revista arquitetura & construção em maio de 2015.