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BLINDAGEM ARQUITETÔNICA AVANÇA E CHEGA À CLASSE MÉDIA

17/06/2015

O mercado de blindagem arquitetônica deu um salto expressivo no Brasil nos últimos 15 anos. Com taxa de crescimento anual estimada em 35%, o setor, que antes supria exclusivamente a classe A, passou rapidamente a atrair clientes da classe média. Mas ainda tem potencial para ampliar o seu escopo de atuação, desenvolvendo projetos para casas lotéricas, agências bancárias, salas comerciais, construtoras e galpões industriais.

Os projetos de blindagem arquitetônica representam 90% dos negócios da Blindaço, que está ativa desde 2007 e tem uma operação pulverizada em vários segmentos, como casas lotéricas, residências e carros-forte ( que são equipados com vidros enquadrados na categoria blindagem arquitetônica ), o que lhe rendeu fatia de 30% do mercado, segundo Carlos Monte Serrat, diretor da empresa.

As construtoras podem contribuir para incrementar ainda mais esse mercado, já que em muitos casos os projetos de blindagem arquitetônica passaram a fazer parte do escopo das obras, funcionando como chamariz para vendas dos imóveis. Segundo Cristiano Vargas, diretor comercial da Vault, o tipo de encomenda varia conforme minha região. “Em São Paulo, a demanda é maior por porta blindada por causa da onda de arrastões a prédios. Já no Rio de Janeiro existe uma grande procura por blindagem de vidros das fachadas por causa de balas perdidas”.

Vargas calcula entre 400 e 450 o número de obras atendidas pela Vault por ano. As oportunidades são boas também nos empreendimentos logísticos pelo fato de os galpões serem alvos de assaltos e roubo de carga, mas é do atendimento direto ao consumidor pessoa física que advém a maior parte dos negócios da empresa com blindagem arquitetônica.

matéria publicada no jornal Valor em 28 de abril de 2015.