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BRASILEIRO COMPRA PÃO DE FORMA E VAI MENOS À PADARIA.

16/06/2015

O pãozinho francês saído do forno é o mais querido do brasileiro, mas os pães industrializados estão ganhando espaço com a redução da ida do consumidor aos pontos de venda e o aumento de preço do trigo. A categoria especial, que inclui grãos integrais ou ingredientes como fibras e vitaminas, é a de mais rápida expansão no país. O Nordeste é a região em que o consumo mais cresce, mas no Rio está a maior fatia de consumidores.

“Enquanto o pão industrializado cresce em volume e em valor, o consumo de pão fresco diminui devido ao aumento de preço ¬ a farinha de trigo, cotada em dólar, está mais cara ¬ e à redução da visita do consumidor às padarias”, diz Carolina Andrade, executiva de marketing da Kantar WorlPanel.

A maior parte dos lares continua consumindo os dois tipos, mas cada vez menos pessoas vão diariamente à padaria. Com isso, a categoria de pães industrializados cresce. “É prático, conveniente e complementar”, diz Claudio Zanão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados (Abimapi).

O pão artesanal está presente em 95% dos lares, mas vem perdendo espaço pelo menos desde 2011. O industrializado está em 76% das mesas brasileiras ¬ ganhou cinco pontos de participação de mercado em três anos. “O consumidor está fazendo escolhas, colocando no carrinho o produto de melhor preço, com maior durabilidade e que mais contribua para a saúde”, diz Carolina. Em participação de mercado, o leste e o interior do Rio de Janeiro são líderes em consumo de pão industrializado, mas é no Nordeste que as vendas mais cresceram no ano passado, puxadas principalmente pela marca Plus Vita, de pães especiais do grupo mexicano Bimbo.

matéria publicada no jornal Valor em 25,26 e 27 de abril de 2015