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UMA SELEÇÃO DE PRODUTOS INCRÍVEIS DAS LOJAS DE MUSEUS PAULISTANOS

11/06/2015

Vale a pena visitar os museus paulistanos: além das belas obras do acervo e mostras que vêm agitando a cidade, eles têm lojas cheias de opções incríveis.

Na foto, a fruteira Sushi Boxes (2 403 reais), dos irmãos Campana.

O mix de produtos é vasto.

Na prateleira do alto, da esq.para a dir., veem-se as esculturas Árvore Irmã (374 reais), de Eleonora Hoshino, Palhaço (136 reais), da Hocdie Design, e Beija--Flor (270 reais) e Gaivota (458 reais), ambas de André Wagner.

Na foto, Carrossel de madeira (1 232 reais).

“Busco desenho criativo e originalidade. O público desse tipo de lugar costuma ser bastante exigente”, diz Mônica Cullen, produtora de objetos e dona da MAB Store, instalada no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (MAB-Faap), em Higienópolis. Com aproximadamente 200 itens, o portfólioda loja conta com muitos importados, a exemplo da recém-lançada coleção inspirada na Índia, composta de bolsas bordadas no Rajastão, joias de prata, lenços e louças. Outro destaque são objetos decorativos e utensílios desenvolvidos por alunos e ex-alunos da instituição.

Desenhada por Ana Morelli, a cadeira estampada sai por 5,3 mil reais.

Com motivos caninos, a coleção Slim agrada os dog lovers. Os pesos de porta custam 138 reais, cada um; os copos, 28 reais, cada um; e as xícaras com pires, 48 reais, cada uma. Já cada moringa tem preço de 98 reais, e os pratos variam entre 38 reais e 48 reais, a unidade.

Na foto, estátua da icônica Pantera Cor-de-Rosa, por 49,90 reais.

Nos últimos anos, o Museu da Imagem e do Som (MIS) ficou marcado pelas imensas filas que se formaram por interessados em ver exposições como a do cantor David Bowie e a do programa de TV Castelo Rá-Tim-Bum. O caráter cult dos eventos se estende ao conteúdo da lojinha. “Os artigos remetem a música, fotografia e cinema” conta, o proprietário, Diógenes de Jesus Dileu. Entre os achados estão almofadas, canecas, pôsteres e esculturas, além do grande acervo de filmes – ótima oportunidade para abastecer a videoteca particular. O espaço ainda se propõe a ser um ambiente de estar, onde é possível passar agradáveis momentos lendo ou degustando um café.

Produzidas artesanalmente, as almofadas da Sereníssima exibem estampas de personalidades como Amy Winehouse (1983-2011), Woody Allen e Frida Kahlo. Preço: 69,90 reais, cada uma. As canecas de porcelana (29,90 reais, cada uma) homenageiam filmes supercultuados, como Pulp Fiction e O Iluminado.

Também estão à venda por aqui produtos exclusivos, como o catálogo das mostras em cartaz.

Na foto, anjo de madeira (322 reais) confeccionado pelo artista Costinha.

A agitação característica das ruas da zona central fica para trás quando se entra no sossegado prédio do Mosteiroda Luz. E, terminada a visita, é possível levar a lembrança dessa atmosfera tranquila para casa. “Os artistas que trabalham conosco criam esculturas, caixas, objetos decorativos e joias inspirados na coleção do Museude Arte Sacra de São Paulo, localizado aqui dentro, que reúne um dos mais importantes acervos do país no que se refere a esse tipo de patrimônio”, explica Jorge Brandão, o responsável pela loja. Além disso, o lugar disponibiliza para a compra uma rica seleção de livros sobre história da arte, arquitetura, arte sacra, barroco e rococó.

Relógios e itens de papelaria também ocupam as prateleiras.

A imagem do Divino Espírito Santo (na parede) assinada por Naninho vale 700 reais. No alto da estante, outro Espírito Santo (230 reais), este vindo de Tiradentes, MG. Abaixo, colar de madeira e ágata (250 reais) e figuras de boi-bumbá (260 reais, cada uma).

Na foto, o volume sobre a obra do pintor paulista Almeida Júnior (1850-1899) sai por 70 reais.

Como muitas lojas de museus mundo afora, a da Pinacotecado Estado complementa o conteúdo visto nas galerias: os produtos se referem às exposições do momento, ao edifício histórico que ela ocupa e ao relevante acervo de arte nacional. A própria instituição edita os catálogos e produz muitos itens com a logomarca da entidade. Aqui, o visitante encontra, ainda, joias, quebra-cabeças, baralhos, cartões-postais e roupas cujas estampas dialogam com telas e esculturas expostas no prédio. Focada em preservar e divulgar a cultura brasileira, a Pinacoteca seleciona sazonalmente trabalhos artesanais, a exemplo da recente coleção feita pela comunidade indígena do Pico do Jaraguá.

Entre outras publicações editadas pela equipe do museu está o catálogo das exposições Roberto Burle Marx: Uma Vontade de Beleza (50 reais), Leonilson: Truth, Fiction (90 reais) e Teoria da Cor – Miguel Rio Branco (60 reais).

Durante o passeio, reserve alguns minutos a fim de separar bons exemplares para incrementar os títulos de arte que você possui em casa.

Na foto, integrante da linha Avesso, e concebida pela Ota Design, a obra intitulada Coelho na Gaiola leva cerâmica, cobre e ferro. Preço: 780 reais.

Idealizada pela designer Marisa Ota e, atualmente, sob ocomando de sua filha, Nara, a loja IT, no Instituto Tomie Ohtake, investe num criterioso processo de curadoria. Originalidade, inovação e qualidade constituem as principais características que um produto deve apresentar para constar no catálogo. “Damos atenção especial a novos designers e não restringimos estilos. As criações podem ser feitas artesanalmente ou em série, mas seguimos a premissa de sempre valorizar o autor”, explica Nara. As estrelas da vitrine são as joias, muitas das quais combinam ouro e prata com madeira, papel e tecido. Há também roupas e cerâmicas, tudo com viés inovador.

A designer argentina Marina Massone assina esta coleção de joias com traço arrojado, feita de bronze com banho de ouro ou prata. O belo colar curvilíneo sai por 2,9 mil reais, e os brincos e anéis variam entre 300 e 450 reais cada um.

Além de peças para a casa, a IT sugere ao público artigos de joalheria e roupas exclusivas.

Na foto, a peça de porcelana paleteada da artista Máyy Kofflervale 2 mil reais.

O charmoso prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) São Paulo costuma entrar no roteiro de quem aprecia passear a pé pelo centro histórico da metrópole. Trata-se de um lugar com arquitetura impressionante e agenda cultural recheada de boas atrações gratuitas, como a exposição Picasso e a Modernidade Espanhola, em cartaz até 8 de junho. Além do agradável café no térreo, outra atração é a lojinha, capitaneada por Sandra Della Nina. “Nossas atendentes são especializadas em história da arte contemporânea”, conta, orgulhosa. Aqui, destacam-se peças de artistas como Jaime Prades, Kimi Nii, Cris Conde e Máyy Koffer. O espaço ainda vende o catálogo das mostras e livros de arte.

A curadora preza pela originalidade nos produtos que escolhe para a loja do CCBB. Entre eles está o prato verde de parede (220 reais) assinado por Cris Conde; o palhaço sentado (370 reais) de Guilherme Pires; a luminária Robô (290 reais), do Estúdio LG; e a cerâmica clara Donguri (700 reais), de Kimi Nii.

As prateleiras também oferecem acessórios de moda, como bolsas e joias.

Matéria publicada na revista Casa Claudia em abril de 2015