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A BUSCA POR UM BOM DESENHO E IMPACTO VISUAL

09/06/2015

O Presidente da Asbea, Eduardo Sampaio Nardelli, acha que a situação melhorou muito em relação ao passado recente. “Incorporadores agora buscam um bom desenho”, diz.

Nardelli destaca o corredor corporativo da Avenida Faria Lima como palco de obras de grande impacto visual. No edifício Pátio Malzoni, do escritório Botti Rubin, o desenho é marcante, e um “desafio bastante interessante” foi preservar a casa bandeirista no vão entre as torres. “Uma proposta ousada que quebra paradigmas.”

Na Marginal Pinheiros, Nardelli cita o Rochaverá, do escritório Aflalo & Gasperini. Além de tudo, na sua opinião, é grande exemplo de sustentabilidade.

Equívoco. Para arquiteto e urbanista Jaime Lemer, que foi prefeito de Curitiba, o setor imobiliário precisa “sair de dentro dos muros” e conviver mais com a cidade. Ele participou do Summit Imobiliário Brasil 2015, realizado neste mês pelo Estado em parceria com a Secovi.

Lerner criticou a “maneira equivocada” como o mercado imobiliário é pensado e afirmou que país subdesenvolvido é o que “ compra como maior novidade o obsoleto”. Após listar itens já comuns em condomínios-playground, varanda gourmet, sala Kids, espaço fitness -, disparou: Parem com isso.”

O incorporador Otavio Zarvos faz comparação entre São Paulo e grandes capitais do mundo. Na sua opinião, as grandes metrópoles já foram construídas faz tempo.

A diferença é que São Paulo até 40 anos atrás tinha rua de terra, “aqui mesmo na Vila Madalena”, diz Zarvos, referindo-se ao local da sede da IdeaZarvos. “São Paulo está num estágio primário.” Para ele, isso afeta a indústria imobiliária, porque muitos moradores da cidade não entendem direito como viver numa metrópole. “A gente está em fase de transição, passando de uma cidade que era uma coisa e vai ter que ser outra.” Segundo Zarvos, o mercado imobiliário também não sabe direito como oferecer produtos a essas pessoas.

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 26 de abril de 2015.