English Version

CASA COR ABRE AS PORTAS EM SÃO PAULO

27/05/2015

Fachada do espaço projetado por Roberto Migotto.

Vista geral do ambiente de Roberto Migotto, a partir da cozinha.

Brasilidade, compartilhar e ‘menos é melhor’ são temas em discussão na mostra que começa esta semana.

Casas e apartamentos onde a relação com o meio externo é mais do que nunca enfatizada. Ambientes concebidos como espaços interativos, capazes de assumir diferentes configurações ao longo do dia. A casa e suas múltiplas metamorfoses são assuntos da Casa Cor 2015, mostra que ocupa parte das dependências do Jockey Club de São Paulo, da próxima terça-feira até 12 de julho.

A rigor, a mostra começa antes mesmo de sua entrada. Criada pelo paisagista Benedito Abbud, uma calçada exclusiva, propondo um percuso interativo, dará as boas-vindas aos visitantes. Com sistema próprio de captação de água, estrutura para abrigar exposições itinerantes, além de diversos recantos de convivência, o espaço antecipa as novidades desta edição. “A missão da Casa Cor é estar afinada com seu tempo e, claro, surpreender seus visitantes”, diz a presidente da mostra, Lívia Pedreira, que inicia sua gestão com um enfoque mais sustentável.

Além de iluminação 100% LED em todos os ambientes e áreas comuns, a meta é trabalhar para uma montagem mais limpa, com menos desperdício e maior reaproveitamento de materiais. Tudo com vistas a obter para a mostra, em um prazo de cinco anos, a certificação internacional de sustentável.

Além de iluminação 100% LED em todos os ambientes e áreas comuns, meta é trabalhar para uma montagem mais limpa, com menos desperdício e maior reaproveitamento de materiais. Tudo com vistas a obter para a mostra, em um prazo de cinco anos, a certificação internacional de sustentabilidade. “Estamos convencidos de que operar com menos é melhor. E isso tem se refletido em todas a nossas decisões, inclusive em com um número mais reduzido de participantes”, explica.

Assim, mais enxuta, a mostra apresenta cerca de 70 ambientes, distribuídos em três núcleos: área de entrada, que concentra uma pequena vila e uma alameda que remete a um condomínio; uma área central, com jardins, lofts e instalações especiais; e, por fim, um único edifício sede, ocupado por ambientes independentes. Entre eles, dois apartamentos: um equipado com um quarto de menino e o outro, com um de bebê.

“Em se tratando de dormitórios, as propostas apontam para uma maior interiorização”, salienta Cristina Ferraz, diretora de relacionamento da mostra, que acompanha de perto o dia a dia da montagem. Segundo ela, o ambiente mais íntimo da casa continua, por definição, ligado a ideia do sono. Mas também, cada vez mais, à de recolhimento. “Percebo que a leitura é um hábito que volta a ser incorporado aos projeto. Em que quase todos os quartos que visitei encontrei estantes para acomodar livros”, diz.

Por outro lado, enquanto os dormitórios perseguem um ideal de privacidade, ao que tudo indica, salas e demais áreas de uso social querem mais é ganhar destaque. Tanto aos olhos dos moradores de casa quanto de terceiros.

“A sala é um dos espaços da casa onde a ideia de compartilhar se manifesta com maior intensidade”, considera Lívia, pontuando outro dos conceitos em discussão.

Presente até mesmo no desenho dos jardins que, de uma forma ou de outra, parecem querer compartilhar o espaço doméstico. Ora como o oásis, ora como um respiro em meio a espaços reduzidos, ora como uma opção de entretenimento para quem cultiva hortas e flores. Na cozinha e até mesmo no banheiro. Confira nesta edição do Casa um pouco de nossa visita á mostra.

Vista geral, a partir da entrada, do projeto de Roberto Migotto. Ao fundo, divisória de madeira desenhada pelo arquiteto.

Entrada do projeto de Roberto Migotto, com vista para o jardim e parede de pau pique.

Detalhe do ambiente de Roberto Migotto.

Telas de Vik Muniz e tapete feito por artesões de aldeia de Nepal, com desenho de Roberto Migotto, no projeto do arquiteto.

Ambiente de estar na casa de Roberto Migotto, com poltrona Chifruda, de Sergio Rodrigues.

A cozinha no espaço assinado por Roberto Migotto. O jardim de inverno tem paredes de pau pique.

O jardim tropical Gilberto Elkis cerca o projeto de David Bastos.

Um dos ambientes do Haras Espelho d’Água, projetado Ana Maria Vieira dos Santos.

No Haras projetado por Ana Maria Vieira dos Santos, parede com troféus originais do museu do Jockey Club São Paulo.

Plantas tropicais na ambientação do haras de Ana Maria Vieira Santos

Detalhe de cozinha do haras assinado pela Arquiteta Ana Maria Vieira Santos

No projeto de Ana Maria Vieira dos Santos, da área de jantar se tem vista completa de espelho d’água, da área externa.

Área externa do projeto de Ana Maria Vieira dos Santos, com espelho e queda d’água e área para refeições.

No espaço de refeições do projeto Guilherme Torres, mesa de banquete do século 19 que pertenceu a um castelo francês a cadeiras Cantu, de Sergio Rodrigues.

Vista da mesa de banquete no Projeto Guilherme Torres.

Estante repleta de livros separa o living do dormitório na casa projetada por Guilherme Torres.

No mesmo espaço, projetado por Fabio Morozini, estar cozinha.

Vista da lareira e do canto adega no projeto de Fabio Morozini.

Tonalidades rebaixadas e materiais naturais são destaque nos interiores decorados por Esther Giobbi.

Vista na sala projeto Esther Giobbi.

O quarto do projeto de Esther Giobbi.

Vista do quarto no espaço projetado por Esther Giobbi.

Vista da cozinha no projeto de Myrna Porcaro.

Muitos tons de verde e azul das telas do ambiente de Myrna Porcaro.

Living decorado para se viver em Miami, por Myrna Porcaro .

Quarto e banheiro com projeto de Myrna Porcaro.

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 24 a 30 de maio de 2015.