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APROVEITAR ESPAÇOS.

21/05/2015

Para sugerir amplitude e imprimir uma singular leveza aos limitados 80 m² deste apartamento na Vila Nova Conceição, em São Paulo, a arquiteta Vanessa Féres optou por evitar grandes intervenções. Ela decidiu investir em modificações pontuais, mas não menos significativas.

A varanda, por exemplo, antes separada da área social, juntou-se à sala, que, por sua vez recebeu um espelho perto da porta de entrada conferindo profundidade ao espaço. Já a cozinha, também perdeu a meia parede que a dividia da sala e ganhou mais espaço, ficando completamente integrada ao living, muito em função do piso de madeira que avançou pela área e se harmonizou ao mobiliário da cozinha, de mesmo material. Os utensílios, também metálicos, enfatizaram o contraste entre a parede revestida de aço inoxidável com a madeira e com a bancada do silestone branco.

Como o proprietário do apartamento costuma receber os dois filhos nos fins de semana, uma das preocupações da arquiteta foi conceber um segundo quarto para o apartamento, que conciliasse tanto um escritório para o dono como um espaço para seus filhos. Mas sem, no entanto, aparentar algo mal planejado.

Nesse sentido, foram providenciadas duas modificações. A distribuição, por sua vez, também tentou harmonizar os dois usos, lançado mão de um armário de cada lado da escrivaninha. “Fiz de um jeito que não ficasse com cara de escritório que virou quarto, com uma mesa de um lado e os dois armários do outro”, resume Vanessa.

O esquema de cores foi igualmente planejado. Os tons neutros e o cinza que predominam no quarto reforçam a ideia de que o apartamento pertence a um homem solteiro, e foram escolhidos em conversa com o proprietário. Na sala, o branco e a madeira sugerem amplitude, enquanto nos quartos, o amarelo marca presença.

Para Vanessa, é muito importante que o mobiliário seja leve em apartamentos menores. Daí a sua enorme preocupação em valorizar os pequenos detalhes. “O sofá, por exemplo, tem um pé cromado e é elevado. Já a mesa de centro, de vidro, dá mais sensação de espaço. As cadeiras com os desenhos mais vazados. Tudo isso dá mais movimento e leveza ao projeto” explica.

Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 12 a 18 de abril de 2015.