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CONFIGURAÇÃO DE 50 A 69M² PREDOMINA CAPITAL DE SÃO PAULO

08/05/2015

Cerca de 10 mil unidades desse produto ainda estão a venda em São Paulo, além 5,7 mil com área de 40 a 49 m².

Na capital, somando o estoque das cinco regiões, o maior número de apartamentos à venda tem área de 50 a 69m². São 10,2 mil Unidades, segundo o painel de mercado da imobiliária Lopes, que mapeou todos os lançamentos feitos de janeiro de 2012 a dezembro de 2014. Também estão esperando comprador 5,7 mil unidades de 40 a 49 m², 3,9 mil de 70 a 89 m² e 3,5 mil unidades, segundo o painel de mercado da imobiliária Lopes, que mapeou todos os lançamentos feitos de janeiro de 2012 a dezembro de 2014. Também estão esperando comprador 5,7 mil unidades de 40 a 49m², 3,9 mil de 70 a 89m² e 3,5 mil unidades de 30 a 39m.

O painel mostra que, nesse período de 36 meses, 84% dos lançamentos nas cidade, foram de imóveis de até 89m². Na outra ponta do mercado, 11% têm de 90 a 149m² e apenas 5% oferecem metragem acima de 150 m².

No estoque um dos índices mais altos (37%) é de apartamentos de 90 a 109 m². Em três aos, foram lançados 5,5 mil unidades e vendidas 3,5 mil. Ainda existem 2 mil para vender.

Lição de casa. Os estoques são altos as construtoras estão no limite e precisam vender, avalia o colunista do estadão Fábio Gallo, professor de Finanças da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

“É bom momento para comprar casa própria, desde que a pessoa faça a lição de casa e tenha decidido comprar imóvel.”

Ele comenta que não adianta nada oferecem um apartamento pela metade do valor se o comprador não tem os 50% do preço cheio. “Existem boas ofertas, mas tem de separar isso do que é jogada de marketing.” O professor diz que a conversa é sempre melhor com calculadora na mão. “E o valor do desconto tem de ser efetivo”, ensina.

Segundo Gallo, a primeira coisa é organizar sua vida e descobrir no orçamento familiar qual é a capacidade de assumir prestações do financiamento. “É preciso ter poupado para dar a entrada e cumprir gastos imediatos”, diz, citando taxas de cartório, comissões, reformas e móveis. “Não é momento de brincar com seu orçamento. A taxa de juros está no céu, o crédito está mais restritivo. 2015 e 2016 serão anos muitos difíceis.”

Gallo diz para não aceitar a primeira oferta, mesmo que pareça vantajosa. “Pesquise, compare e faça uma contraoferta que caiba no seu bolso.”

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 29 de março de 2015.