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COMECE PELO PISO

04/05/2015

É grande o legue de opções, mas a escolha deve considerar o efeito desejado considerar o efeito desejado.

Antes de pensar em móveis e objetos para decorar a sua casa, olhe para decorar a sua casa, olhe para o chão. Literalmente. A escolha do piso é capaz de alterar por completo a aparência de qualquer ambiente, seja ele rústico ou moderno. Madeira, porcelanato, laminados. O leque de opções é vasto e hoje, tudo depende muito mais do efeito que se pretender criar do que do tipo de ambiente em questão. Conheça as sugestões de profissionais para cada espaço da casa:

Cozinha com piso cerâmico, em projeto de Erika Salgueiro.

Cozinha.

A unanimidade entre os profissionais são os revestimentos cerâmicos ou os porcelanatos. A vantagem desta última opção é a possibilidade de rejuntas mais finos, uma vez que, após a aplicação, as peças quase se encostam, gerando menos sujeira entre elas e, consequentemente, incomodando menos.

Segundo o arquiteto Gustavo Calazans, uma outra alternativa, embora mais cara, é o granito. “O porcelanato quase não absorve, não há problema se cair gordura, por exemplo. O granito, se for claro, pode manchar”, diz.

No caso da cozinha integrada à sala, os cenários são diferentes. É possível utilizar piso de madeira, mas com algumas ressalvas. “Se houver um vazamento, a madeira empena”, diz Calazans. Ele cita o porcelanato que imita madeira como uma opção viável.

Nos dois casos, porém, a limpeza do piso deve ser feita com um pano úmido ou produto natural. Esqueça a tradição de jogar água em toda a extensão da área. A ideia é ultrapassada e não é ultrapassada e não recomendável para manter o chão limpo. “A pessoa lava na tentativa de limpar mas acaba deixando o rejunte sujo. Ele absorve água, não seca a pessoa já lava de novo”, diz Calazans.

Piso de madeira com acabamento de alto brilho em projeto de Cristiane Schiavoni.

Sala.

Ao contrário da cozinha, que apresenta mais restrições, na sala o que deve prevalecer é o gosto do cliente. O favorito entre os profissionais é o piso de madeira. Gustavo aponta que o material é o que tem a melhor qualidade térmica e acústica, com uma temperatura constante. Ou seja: mesmo em épocas frias, não provoca sensação incômoda na hora de pisar descalço.

Professor do curso de arquitetura da Faap, Roberto Fialho considera que o piso deva variar em função do tipo de ambiente que o proprietário quiser criar. “Geralmente é um piso mais quente. O frio é para uma sala mais despojada, como em uma casa de praia. No apartamento, o ideal é usar madeira ou laminado”.

Quarto com piso laminado que imita madeira em quarto assinado pela a arquiteta Patricia Duarte.

Quarto.

Área mais íntima da casa, por aqui o que deve predominar é o bem-estar do proprietário. Por isso mesmo, não precisa, necessariamente, ter o mesmo piso da sala. Os mais recomendados são os pisos de madeira ou laminado, mas desde que atendam aos desejos do morador. O porcelanato, por exemplo, pode agradar em lugares mais quentes, mas não em cidades onde a temperatura cai mais.

Banheiro com pisos e paredes de mármore de Cristiane Schiavoni.

Banheiro.

Entre os pisos, o porcelanato parece ser o que menos ressalvas apresenta em relação ambiente úmido. Para evitar sujeiras entre as peças, pode-se optar pelo rejunte de epóxi, que quase não mancha e é resistente. O mármore é outra opção. Apesar de ser um piso sensível, ele costuma funcionar bem em ambientes mais sofisticados. Por fim, uma recomendação para quem quiser usar pastilhas: elas não devem ser aplicadas no box, uma vez que o rejunte é prejudicado pelo excesso de água.

Em projeto de arquiteta Erika Salgueiro, varanda revestida com porcelanato.

Varanda.

Para quem tem uma varanda fechada, ela pode ter o mesmo piso da sala, como madeira, por exemplo. Varandas que sofrem com interferências externas já seguem outras recomendações: o ideal é que o piso seja de cor mais escura, uma vez que a área pode sujar bastante. O porcelanato retorna como opção indicada para local.

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 5 a 11 de abril de 2015.