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MINIMALISMO À ITALIANA

22/04/2015

Surgindo na década de 1950, em consonância com o advento da arquitetura modernista, o estilo minimalista, aplicado á decoração de interiores ganhou novo impulso a partir da segunda metade da década de 1990. Muito em função, diga-se, da atuação de alguns arquitetos e de designers italianos do período.

Fascinados pela simplificação máxima do desenho dos móveis e interiores mas sem o rigores da escola japonesa, presente na obra do designer Shiro Kuramata, para a nova geração minimalista, representada por arquitetos como Piero Lisoni e Antonio Citterio, interessava sim redesenhar a casa. Mas, desta vez tendo como pano de fundo sua adequação a espaços cada vez menores.

Desprovida de detalhes desnecessários, na decoração imaginada por eles, como por seus antecessores modernistas, a estética deve estar sempre alinhada à funcionalidade. Poucos móveis e objetos, às vezes até nenhum, merecem compor os ambiente. Ainda assim, cada peça deve ser escolhida tendo em vista ocupar os interiores domésticos da forma mais desprovida possível.

Abajures, cortinas e tapetes devem ser abolidos, ou preferencialmente reservados ao quarto ou banho. Ao contrário dos minimalista radicais, para os italianos, cores são bem-vindas. Desde que primárias e claro, sem excessos.

Matéria publicada no jornal o Estado de S.Paulo em 29 de março a 4 de abril de 2015.