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NOVA YORK LANÇA MICROAPARTAMENTOS PRÉ-FABRICADOS

17/04/2015

Para permitir a construção, a prefeitura alterou regras de zoneamento e de densidade que limitavam tamanho do imóvel a espaço não inferior a 37 m².

Para muitos nova-iorquinos solteiros, a tirania de viver num espaço pequeno, ou pior, compartilhado, é muito familiar. E com número de solteiros aumentando, a demanda por esses espaços é inevitável.

Entre no My Micro NY, o primeiro conjunto de microapartamentos na 27th Stret,335, com 55 unidades de 24 m² a 33,4 m². Os estúdios começarão a ser alugados neste verão por valores em torno de US$ 2.000 a US$ 3.000 mensais . MY Micro NY são unidades modulares pré-fabricadas erigidas no Brooklyn Navy Yard e estarão prontas nesta primavera. Os apartamentos se compõe de quitinete, banheiro acessível a cadeira de rodas, pé direito de mais 2,5 metros e janelas. E para a vida se torna mais palatável num espaço pequeno, os locatários terão acesso a uma unidade que pode ser usada como depósito e espaços comuns espalhados por todo o prédio.

Para permitir a construção do conjunto, a prefeitura teve de rever as atuais regras de zoneamento e de densidade que limitavam os apartamentos a um espaço não inferior a 37 metros quadrados.

O projeto está sendo observados pelos interesses pelos incorporadores e pelos incorporadores e pelos defensores de uma política habitacional, e não só por causa da construção modular. Para estes últimos, a construção de mais microapartamentos pode abrir espaço para habitações preços mais razoáveis. E um número cada vez maior de unidades dedicadas a pessoas solteiras pode contribuir para abaixar os preços dos alugáveis na cidade, ao passo que apartamentos de dois a quatro quartos ficariam disponíveis para as famílias. Os solteiros que procuram apartamentos maiores para dividir com outras pessoas podem ter ajudado a inflar o mercado de locações, uma vez que a renda combinada dos companheiros de apartamento se trona maior do que a de uma família.

Alguns incorporados têm uma ideia semelhante, das “microssuítes”, que são apartamentos um pouco maiores do que o limite legal, digamos com uma área de cerca de 46 metros quadrados - mas que abrigaria dois ou três indivíduos solteiros em quartos separados, minúsculos.

Se os nova-iorquinos conseguirão viver (e felizes) em um espaço menor do que 37 metros quadrados não está em questão muitos – já vivem assim. Microapartamentos foram construídos antes de aprovados as leis sobre zoneamento em 1987 na cidade. Existem cerca de três mil com metragem inferior a 37 m² só em Manhattan, segundo Jonathan J.Miller, presidente da Miller Samuel, empresa de consultoria e avaliação imobiliário.

Kelli Okuji, 27 anos, estudante da universidade Columbia, vive em um deles, um apartamento recém formado de 29 m² no Greystone, um antigo hotel construído em 1923 no Upper West Side que transformou seus quartos em unidades de aluguel. Okuji ocupa uma das 26 unidades, cada uma com acabamentos e instalações de luxo, uma cama Murphy embutida na parede e acesso a uma ampla variedade de comodidades, incluindo uma academia de ginástica e um longe de cobertura. “O que me atraiu foi o fato de viver sozinha” disse Okuji que é de Aptos, Califórnia. “Morava num apartamento com três outros jovens e como vivi ali durante oito anos desde eu entrei na faculdade, queria ter meu próprio espaço.” O aluguel é de US$ 2.600 por mês, portanto Kelli sabia que não iria economizar muito para comprar a privacidade que necessita para concluir seu mestrado em administração e assuntos internacionais.

Ela também foi atraída pelo design do apartamento. “Fiquei realmente o espaço”, disse ela.

Os aparelhos domésticos miniatura atendem ás necessidades de uma pessoa. “A lavadora de pratos parece uma gaveta normal e o mini-fogão pode ser usado como micro-ondas. O único inconveniente é o tamanho do banheiro: a banheira é minúscula. Mas ter as comodidades que o prédio oferece é uma vantagem a mais.”

De fato, as comunidades podem ser chave para o sucesso destes ser chave para o sucesso destes minúsculos apartamentos. “Elas se tornaram muito mais importantes para as pessoas, á medida que os apartamentos ficaram menores,” disse Cliff Finn, vice-presidente executivo de novas incorporações na Douglas Elliman, agente de locações para o Greystone. “São uma extensão da habitação. As pessoas estão dispostas a sacrificar o espaço se tiverem outros lugares para ir.”

Muitas das novas torres que surgiram em Brooklin e Queens também atraem os locatários com opcionais extra e espaços comuns: A empresa que projetou o My Micro NY, a nAarchitects, inseriu espaços para guardar bicicletas e objetos pessoais que não está sendo construído pela Monadnock Development e a Lower East Side People’ s Mutual Housing Association.

Matéria publicada no jornal o estado de s.paulo em 22 de março de 2015.