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ESTUDO TRAÇA PERFIL DO COMPRADOR DE IMÓVEIS

13/04/2015

Em São Paulo, consumidor potencial tem em média 33 anos e prioriza localização a espaço.
Os compradores de imóveis residenciais novos residenciais novos na região metropolitana de São Paulo são cada vez mais jovens, têm alto grau de escolaridade, são solteiros e têm filhos. Segundo estudo realizado pela área de Inteligência de Mercado da Lopes, maior grupo imobiliário do País, o comprador potencial tem idade média de 33 anos, desafiando incorporadoras a oferecer produtos compactos, funcionais e que prezem por mobilidade.

Perspectivas para o mercado imobiliário e tendências em urbanismo, mobilidade e sustentabilidade serão alguns dos temas abordados no 1º Summit Imobiliário Brasil 2015, evento promovido pelo estado e pelo Sindicato da Habitação de São Paulo, com os maiores líderes do setor.

Um dos desafios das incorporadoras é se adequar a esse novo perfil ingressante no mercado imobiliário. “Antes, o comprador médio estava na faixa dos 40 anos e pertencia à classe média alta”, diz Mirella Parpinelle, diretora de atendimento da Lopes. “Esse cliente de 33 anos entrou no mercado depois da ascensão econômica, comprando imóvel específico que oferecemos para ele: pequeno, compacto e bem localizado.”

De acordo com a pesquisa, 76% dos compradores paulistas possuem alto grau de escolaridade, 56% são solteiros e 52% têm filhos. A renda média mensal é de 8.390, sendo que 41% ganham acima de 10 mil. O imóvel novo é financiado por 89% dos compradores, que por sua vez comprometem 31% de sua renda.

A localização é primordial na decisão de compra para 43% da amostra de paulistanos. “Ele aceita se movimentar para perto do trabalho ou regiões de fácil acesso, mesmo eu tenha de ir para uma metragem menor por causa disso”, diz Mirella.

Ela aponta também que há um descasamento entre o tipo de imóvel que o comprador almeja e o que de fato compra. Esse jovem sai, em média, de um imóvel de 90 metros quadrados, sendo que 42% moram com pais ou familiares, para um imóvel de 62 metros quadrados – embora almejasse uma área de 72 metros quadrados em média, segundo dados da Lopes de março deste ano. A busca por um imóvel dura em média 4 meses.

Compactos Para acomodar viu o aumento da demanda de imóveis menores e funcionais. “Em 2013, quando o mercado começou a ficar mais difícil – e os preços vinham subindo nos anos anteriores -, começou o crescimento dos compactos: de 20,30 e 40 metros quadrados”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. “É um conceito de comodidade, mais de serviço e menos de área. Esse produto caiu no bolso da juventude.”

Os números reforçam esse cenário. De 2004 a 2014, a média de oferta de apartamentos de 1 dormitório na capital paulista foi de 12%. No ano passado, no entanto, a oferta desse produto atingiu 34% dos lançamentos.

Já tomando como base os negócios fechados, 11% das vendas dos últimos dez anos foram de imóveis com esse perfil. Em 2014, porém, os compactos abocanharam 28% das vendas. “O contraponto é o imóvel de 4 dormitórios, que chegou a ter 30% das vendas em 2007, mas representou 5% 3m 2014”, diz Petrucci. “A aderência do produto compacto é muito grande, pois vai muito além do conceito de localização – trata de mobilidade.”

matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 28 de março de 2015.