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19/03/2015

Enviar aos amigos fotos e comentários por meio das redes sociais Se tornou ato corriqueiro e faz muita gente refletir: Por que tantos encontros no espaço virtual e tão pouco contato verdadeiro? Pois o jogo está virando as pessoas antenadas com essa tendência querem olho no olho, criar junto e sair á rua para viver a cidade.

“Um mundo tolerante e menos crítico está emergindo, em que as divisões culturais e geográficas se diluem as pessoas começam a se mover coletivamente nesse contexto, a casa do futuro será um lugar mais fluido e aberto, um confortável porto seguro”

Estamos resgatando o senso de cidade como a casa construída para todos. O hábito de compartilhar fragmentos do cotidiano por meio da internet inspira movimentos para ocupar áreas públicas e contaminar os moradores das metrópoles com ideias criativas. O espanhol Joan Clos, diretor executivo da Habitat, braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para temas urbanos, diz que “a espinha dorsal da cidade é o bom espaço público, no qual os cidadãos interagem e as atividades econômicas são misturadas e se multiplicam”. Ações coletivas buscam melhorar a qualidade de vida nos grandes centros urbanos. “A economia colaborativa envolve a noção de doar, lugar, trocar emprestar ou dividir bens, serviços, conhecimento e habilidades”, comenta a dinamarquesa Anne Lise Kjaer, diretora da empresa de estudos de tendências Kjaer Global.

“Queremos ter acesso ás coisas, não exatamente possuí-las” O desejo de se conectar ao outro é a característica marcante do novo século. Um exemplo disso é o site Couchsurfing, Presente em mais de 100 mil cidades ao redor do mundo. Com 7 milhões de membros, ele põe em contato turistas que topam acolher os visitantes, estimulando assim a troca cultural e a confiança entre estranhos. O ato de receber a vocação do lar como ambiente de encontro.

O apartamento paulistano do designer gaúcho André Bastos (de camiseta clara) é palco de encontros festivos entre os amigos.

1- Espaço de convívio criado por Paola Lenti

2- Cavaletes e tampo de madeira viram uma descolada mesa de trabalho e bolas de pilates ocupam o lugar de cadeiras no apartamento de Kalina Juzwiak e marcos korody.

3- Colagem de Ana Strumpf e fruteiras de Bruno Jahara, montadas com peças de plástico.

4- As festas começam e terminam na cozinha assinada por Cristiano Sá Motta e Ricardo Gruner.

5- Na decoração da escritora Danuza Leão, peças de design convivem com itens de lojas populares

6- Nuances vibrantes no tapete de lã Happy Triangle (Rug Rev).

7- A regra é colorir nesta casa projetada por Daniel Fromer.

8- Composição de vasos em tons azuis na morada da artista plástica Calu Fontes.

9- Bicicletas formam um inesperado arranjo de parede na área social.

10 e 11 - Neste projeto de Adriana Yazbek, tons marcantes acendem a decoração. Sobre a parede rosa, esculturas de luz feitas pela arquiteta e designer. No sofá (Fernando Jaeger), Almofadas da Art Maison.

LÚ.DI.CO

Brincar é uma forma de relaxamento, de conquistar bem-estar e felicidade cotidiana. Para afastar o estresse, adultos viram criança, jogam videogame, colecionam toy art, pintam, bordam e tricotam. “Objetos lúdicos trazem uma alma afetiva aos ambientes e, por isso, estão em alta nos dias atuais. O movimento do faça você mesmo também segue essa sintonia, já que possibilita customizar a decoração”, diz Sabina Deweik, sócia do instituto italiano de pesquisas de tendências Future Concept Lab.

A cozinha em tons vivos anima as conversas em torno da mesa coberta e toalha floral (Roupa de Mesa). Reforma projetada por Adriana Yazbek.

Matéria publicada por anuário de Tendências Casa Claudia 2015