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BAIRROS PARA MORAR

11/02/2015

Bairros com lançamentos mais caros em SP podem ter alternativa atraente na mesma região

Os altos preços dos imóveis em São Paulo competem com o desejo de morar em um determinado bairro, mas a procura do mercado por novos terrenos desconcentra cada vez mais os lançamentos e o endereço caro pode ter um vizinho de perfil semelhante e menor valor.

Para apontar alternativas nas cinco regiões da cidade, analistas do setor compararam opções de unidades lançadas nos últimos dois anos com as preferências mais comuns de quem quer comprar um apartamento. Segundo eles, ainda que o cliente busque o imóvel primeiro no bairro "mais querido", vale a pena olhar o que está próximo.

ZONA OESTE

O Itaim tem o metro quadrado mais caro para lançamentos entre 2012 e 2014 em São Paulo. Polo de restaurantes finos e com diversas opções de lazer, o bairro teve apenas imóveis novos de altíssimo padrão, acima de R$ 2,5 milhões. Por ficar na divisa entre regiões, o Itaim perde moradores para o Brooklin, na zona sul, que possui perfil semelhante e m² um pouco mais barato. Para quem sonha em morar na zona oeste, as construtoras apontam Pinheiros como uma alternativa para compactos: de 33 m² a unidades com 120 m².

CENTRO

Apenas um dos trinta empreendimentos lançados na região central nos últimos dois anos tem quatro dormitórios. Para o mercado, o perfil do morador geralmente solteiro e que trabalha fora-combina com o do centro, que tem infraestrutura consolidada e é prático para quem quer viver perto do trabalho e com metrô na porta. Mas apesar de ter atraído diversos lançamentos residenciais recentemente, a região ainda enfrenta o desafio de tornar mais atraentes ruas quase que exclusivamente dedicadas ao comércio. Por aliar praticidade e ter mais "cara de bairro" que a maioria dos vizinhos, a Consolação é queridinha de quem busca lançamentos.

ZONA SUL

Morar perto do parque mais querido de São Paulo pode sair caro. Com poucos lançamentos nos últimos anos, a região do Ibirapuera tem ofertas de dois e quatro dormitórios. Lá, uma unidade de 57 m², prevista para ser entregue em agosto, custa pouco mais de R$ 1 milhão. Para quem busca imóveis de perfil semelhante, mantendo a comodidade de ter comércio próximo e ruas residenciais com condomínios de alto padrão, Moema tem opções que devem ficar prontas a partir deste ano e tende a se valorizar ainda mais com a chegada do metrô, prevista para 2016.

ZONA NORTE

Alguns fatores explicam a predileção por Santana quando se pensa na zona norte. Tradicional, o bairro é servido pelo metrô e alia ruas mais comerciais com áreas residenciais de boa infraestrutura. Por ser bem atendido pelo transporte público e pela facilidade de locomoção ao

lado da marginal Tietê, a Casa Verde é uma alternativa para quem escolhe morar lá. Segundo as incorporadoras, os moradores típicos da região são jovens casais que optam por continuar vivendo na zona norte, perto do bairro onde passaram a infância.

ZONA LESTE

É no leste da cidade que se concentra o maior número de lançamentos residenciais por valores mais baixos. Mas se engana quem pensa que a região só chama a atenção dos clientes pelos preços. No Alto da Mooca, que tem o metro quadrado mais caro da zona leste, é possível encontrar um lançamento com dois dormitórios por R$ 808 mil. Ainda a ser descoberta, a parte mais antiga da Mooca tem algumas ruas estreitas e com infraestrutura precária, mas a proximidade com o centro e o metrô atraem cada vez mais famílias jovens em busca de boas ofertas e praticidade.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 04 de janeiro de 2015 por Douglas Gavras.