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OUTRO JEITO DE TRABALHAR

05/02/2015

Edifício comercial de escritórios com jeito de casa no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, o Corujas privilegia a integração ao espaço público graças a jardins que começam na calçada e se prolongam pelas áreas comuns

O projeto nasceu com proposta diferente: ser um corpo horizontal, de apenas 9 m de altura, composto de espaços para trabalhar cercados de jardins e agraciado com uma área coletiva capaz de promover a reunião das pessoas. "Preservamos a escala do bairro com circulações externas. Isso dá vida ao prédio, que enxerga a rua e permite a ela fazer parte do conjunto", conta Lourenço Gimenes, do escritório autor da ideia, o FGMF, constituído, ainda, por Rodrigo Marcondes Ferraz e Fernando Forte.

A construção de 5.880 m2 tem fachada frontal de 40 m e nada muros ou divisórias. Painéis de madeira certificada fazem o fechamento, e uma escadaria conduz ao acesso interno e ao átrio de uso comum. "O passeio foi alargado, agregando os 5 m de recuo obrigatórios", explica Lourenço. A incorporação e a construção são da Idea!Zarvos, e o paisagismo tem assinatura de André Paoliello.

O nome do empreendimento vem da proximidade com o Córrego das Corujas, que separa a Vila Madalena da pequena Vila Beatriz, bairro adjacente. Seu curso se viu transformado pela subprefeitura da região num parque linear em 2011, com plantas, passarelas, bancos e pista de caminhada.

Matéria publicada na revista arquitetura & construção em setembro de 2014.