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CRISTALEIRA: CONFIRA MODELOS ANTIGOS E REPAGINADOS DESSA PEÇA

13/01/2015

Para uns ela é paixão antiga. Para outros, um desejo recém-descoberto. Pronto para exibir as melhores louças e taças dos moradores, o móvel retorna à casa em modelos originais repaginados ou projetos feitos sob medida.

A vitrine de farmácia ganha releitura do século 21

Os móveis pesadões de madeira escura característicos das boticas de outros tempos serviram de inspiração para o designer Fernando Jaeger criar a vitrine Loft. Mas ele projetou uma versão leve, que nem de longe lembra a sisudez dos armários de remédios de antigamente. De medidas enxutas (1 m x 45 cm x 1,60 m*), a peça exibe tonalidade clara, pés fininhos e, nas portas, moldura de metal pintada de branco.

O que fazer com o velho móvel- bar que saiu de moda no século passado? Se ele for uma fofura – como esta peça da década de 1950 garimpada por Karina Vargas, dona do Estudio Gloria –, bem que merece uma reabilitação. O modelo de caviúna (1,10 m x 46 cm x 1,45 m*) foi repaginado com bambu nas portas, gavetas tingidas de tons adocicados e puxadores de louça. Por dentro, o azul realça a prateleira em meia-lua – embaixo dela ficavam as garrafas.

Taças e jogos de louça, separados por tipo e milimetricamente ordenados, preenchem a cristaleira transparente (Inovar t) que o arqui teto Diego Revollo desenhou para a sala de almoço de um casal. “Eles recebem muita gente e usam tudo”, conta. Prateleiras de carvalho-americano (3 cm de espessura) escondem ferragens para sustentar o peso da coleção de utensílios. Nas portas de vidro, os requadros são off-white. “Bem finos, eles conferem ar atual à peça.”

A madeira escura pintada de preto, com seu desgastado natural, revela que a peça com portas de vidro tem história. “Ela pertenceu ao sogro da minha irmã, um dono de jornal que a usava como livreiro”, diz o arquiteto Ricardo Caminada, da Díptico Design de Interiores. Sob a guarda do schnauzer Victor Hugo, o móvel serve de ponto de apoio no living. “Deixo uma bandeja com função de bar em outro canto e, aqui, guardo cristais e caixas de vinho fechadas.”

A madeira escura pintada de preto, com seu desgastado natural, revela que a peça com por tas de vidro tem história. “Ela pertenceu ao sogro da minha irmã, um dono de jornal que a usava como livreiro”, diz o arquiteto Ricardo Caminada, da Díptico Design de Interiores. Sob a guarda do schnauzer Victor Hugo, o móvel serve de ponto de apoio no living. “Deixo uma bandeja com função de bar em outro canto e, aqui, guardo cristais e caixas de vinho fechadas.”

Matéria publicada na revista Casa Claudia em outubro de 2014 por Olivia Canato e Flávia F. Pinho.