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MASISA É CONECTAR A CADEIA PRODUTIVA

05/12/2014

Plano de ação da Masisa envolve vários públicos que se relacionam com a empresa e tem foco na capacitação de profissionais e no crescimento do setor moveleiro

EM MEADOS DE 2013, A SUBSIDIÁRIA BRASILEIRA da chilena Masisa, uma das líderes em produção e comercialização de painéis de madeira na América Latina, resolveu olhar para sua cadeia de relacionamentos e identificar os gargalos da empresa e do setor. A análise trouxe à tona problemas conhecidos do segmento moveleiro, mas revelou também algumas questões que nunca haviam sido trabalhadas em profundidade pelo setor. A avaliação deu origem a um projeto que culminou na criação de seis frentes de trabalho - uma para cada público, como funcionários, clientes e fornecedores - e recebeu o nome de Cadeia da Prosperidade. "O objetivo é conectar toda a cadeia e fazê-la andar na mesma direção e velocidade para que todos cresçam de forma sustentável" , afirma Marise Barroso, presidente da Masisa na Brasil.

Uma ação que ilustra bem esse conceito é a parceria que a empresa firmou com o Senai do Rio Grande do Sul, do Paraná e de São Paulo para a criação e a ampliação de cursos gratuitos para marceneiros. Cerca de 1 500 pessoas foram capacitadas em 2013 e outras 2 000 serão formadas neste ano. A meta é atingir um total de 6 000 novos profissionais até 2015. "A falta de mão de obra qualificada é um dos principais gargalos do setor. Muito tempo atrás, a indústria automobilística fez a mesma coisa com os mecânicos e hoje não tem mais esse problema" , diz Marise. Os cursos também dão noções de finanças e gestão de negócios. Com isso, ajudam os formandos que queiram abrir a própria marcenaria. "Criamos uma rede que beneficia vários agentes da cadeia, especialmente os fabricantes de móveis e as pessoas que buscam novas perspectivas profissionais" , afirma Marise. Em 2014, a novidade foi a criação de um curso de marcenaria exclusivo para mulheres, com material didático específico e novas disciplinas, como cidadania e autoestima. O próximo passo é ambicioso. Executivos da matriz, no Chile, estão trabalhando na criação de uma metodologia para calcular os impactos socioambientais da empresa. "Queremos saber qual é o custo dos impactos de nossas ações" , diz Marise.

Matéria publicada na revista Exame em Novembro de 2014