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O MELHOR DA ARQUITETURA: CONHEÇA OS VENCEDORES DE 2014

25/11/2014

A hora de brindar aos vencedores: projetos que melhoram a qualidade da cidade, dos espaços onde estudamos e nos divertimos, dos prédios e das casas nos quais trabalhamos e vivemos

A 7ª edição do Prêmio O Melhor da Arquitetura aconteceu esta semana no Sesc Pompeia, em São Paulo. A cerimônia de premiação foi comandada pelo apresentador Marcelo Tas e contemplou 18 projetos, feitos pelos mais diversos escritórios de arquitetura de todo o país. Confira abaixo todos os vencedores da edição de 2014 e também acesse o site oficial do prêmio para acompanhar a cobertura completa: www.omelhordaarquitetura.com.br.

PRAÇA COLETIVA

EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM MAIS DE 2 MIL M²: Edifício Corujas, de FGMF Arquitetos. Em São Paulo, num lote de 3,5 mil m², a estrutura horizontal, separada em três eixos, cria escritórios com espaços generosos, práticos e integrados a um átrio arborizado. Graças às largas aberturas e aos brises metálicos, a luz natural clareia as salas em grande parte do dia, o que reduz o consumo de energia. A arquitetura se vale, ainda, do contraste entre a base de madeira, a estrutura pré-moldada de concreto aparente e a caixilharia de metal. Área: 6880 m²; Construção, Estrutura e Fundação: Gama Z; Instalação: TESIS; Luminotécnica: Franco e Fortes; Consultoria de Segurança: RTS; Comunicação Visual: Nitsche Associados.

LEITURA EXPANDIDA

LOJAS: Livraria Cultura, de Studio MK27. Neste projeto, num shopping da capital paulista, a premissa era criar mais do que uma área de vendas: um agradável espaço de convivência para os clientes. Por isso, o último piso emprega elementos que convidam à permanência, como a extensa arquibancada de 21 m, utilizada para leituras rápidas ou como palco de palestras e pocket shows. Prateleiras brancas, iluminadas por leds embutidos, envolvem o grande vão, que encontra na madeira do piso e do teto um trunfo para gerar a sensação de acolhimento. Quase invisível, o guarda-corpo de vidro não interfere neste cenário. Área: 2,5 mil m²; Construção: Valor Engenharia; Luminotécnica: LD Studio.

CONCRETO VERSÁTIL

BARES E RESTAURANTES: Bar Mundial, de ApiACás Arquitetos. Com pouco tempo hábil para construir, os profissionais saíram em busca de medidas rápidas e encontraram nos componentes pré-moldados a saída perfeita. Estruturadas em treliças metálicas, chapas de concreto compõem não só lajes como também paredes e painéis externos. A localização do terreno, numa badalada esquina de São Paulo, foi usada a favor da planta, que inovou com duas entradas principais – uma pela varanda, na rua lateral, e outra pela praça, na via principal. Já o desnível do lote insinuou a colocação de um mezanino entre o térreo e o pavimento superior. O arremate veio com o piso de madeira, que traz conforto e contrasta com os demais materiais. Área: 300 m²; Construção: Dja Reformas; Estrutura e Fundação: ll Estruturas; Instalação: Mitaros Engenharia; Luminotécnica: Lux Projetos.

PEQUENA NOTÁVEL

REFORMA DE CASA: Casa VRP, de FigueroA.Arq. O sobrado, construído na década de 40, em São Paulo, já havia passado por reformas. No entanto, todas mantiveram os ambientes acanhados e escuros. Por isso, a premissa da última intervenção foi abrir alas à amplitude e à luz natural, ambas conseguidas com a demolição de todas as paredes internas. O pé-direito duplo, conquista da obra, permitiu a instalação de passarelas metálicas para conectar os dois quartos no segundo pavimento. O novo projeto incorporou, ainda, um jardim vertical no pátio, antes usado como área de serviço. Área: 91 m²; Construção: Ramiltec; Estrutura e Fundação: Mario Monsalve; Instalação: Projemaster; Luminotécnica: Ana Spina; Marcenaria: Rebi do Brasil; Caixilhos e espelhos: Hiper Box Vidros.

LIBERDADE DA FORMA

CASA DE CAMPO: Casa GCP, de Bernardes Arquiteturacasa. Apesar da generosa área disponível – 5 mil m² –, havia algumas limitações à implantação da residência. Devido a uma rotatória e aos afastamentos obrigatórios em relação à rua, os profissionais tiveram de buscar saídas criativas para não perder a vista privilegiada. Chegaram, então, a uma solução simples e eficaz: dois volumes encaixados de forma perpendicular. No primeiro, de concreto, estão os quartos. O segundo, uma estrutura de madeira, abriga os espaços sociais. Elementos marcantes do projeto, os brises pivotantes de cobre oxidado foram inseridos de maneira a barrar a insolação direta na fachada e direcionar o olhar para a porção mais bela do lote. Área: 910 m²; Construção: All’e Engenharia; Instalação: Grau Engenharia; LuminotécnicA: Lightworks; Gerenciamento: Cimenge Engenharia; Marcenaria: Oficina de Marcenaria; Esquadrias: Jofebar; Brises: N. Didini.

SEM BARREIRAS

CASA DE PRAIA: Casa Xan, de Mapa Arquitetos. Inserida num condomínio fechado em Xangrilá, a 150 km de Porto Alegre, a residência de veraneio se divide em dois pavimentos. Objetivo, o programa concentra o lazer no térreo e reserva o primeiro piso para os três quartos e banheiros. Solta no terreno, uma parede de concreto faz as vezes de muro e dá privacidade à ala social, cercada de superfícies transparentes. Em contraposição à leveza do vidro, brises e esquadrias de madeira abraçam o pavimento superior e desenham a fachada. Área: 300 m²; construção: Alm Construções; Estrutura e Fundação: Tecnolinea; Instalação: Studio Horizonte.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Novembro de 2014