English Version

CONCEITO DE ESCRITÓRIO COLETIVO GANHA VERSÃO PARA COZINHA EM SP

24/11/2014

Espaço serve para testar receptividade dos clientes para a comida

Estimular a colaboração entre profissionais do ramo da gastronomia e comercializar produtos a preço baixos. Essa é a aposta do empresário Wolf Menke, em São Paulo, um "coworking" (local de trabalho coletivo) para esse setor, o House of Food.

"Percebi que não havia nenhum espaço assim na cidade no ramo gastronômico e noto que há uma alta procura no mercado de "coworkings" , diz o empreendedor. Ele possui, há pouco mais de um ano, um outro espaço compartilhado de trabalho, chamado House of Work. Ele afirma que, "em dois meses teve lucro e em três meses, fila de espera".

O sucesso do primeiro negócio foi o estímulo para que ele e mais cinco sócios investissem R$ 250 mil para montar o "coworking" gastronômico, que conta com a cozinha industrial, um escritório e um local de convivência.

"Espero em 14 meses ter o retorno desse investimento."

Menke não quer que seja só um lugar para as pessoas alugarem, preparem o prato e irem embora. O objetivo é que elas compartilhem ideias, façam projetos juntas e se ajudem.

Os locatários podem comercializar seus produtos ali mesmo, o que possibilita testar a receptividade do consumidor. O empresário vende bebidas e compôs o ambiente co mesas e cadeiras para que os clientes possam ficar no local.

Apesar de não atuar no ramo gastronômico, a empresária Carolina Kato quis testar a aceitação de seus pratos. "Gosto de cozinhar, mas queria saber se seria capaz de fazer comida para bastante gente, pensando em um negócio para o futuro. Fiz um teste na hora do almoço, preparei um risoto e vendi uns 50 pratos a R$ 12" , conta.

O aluguel do espaço varia de R$ 350 a R$ 450, a diária, e R$ 2.500, por semana. Os locatários, até agora, costumam ser donos de "food trucks" e outros empreendedores do ramo que precisam de espaço para o pré-preparo de seus alimentos, estudantes de gastronomia e chefs de cozinha.

"Eu faço um evento gastronômico e procurava um lugar que tivesse cozinha, escritório e espaço para eu vender os pratos. Já aluguei por uma noite e pretendo fazer isso mais vezes" , diz o chef de cozinha Raphaela Despirite, que comercializou seus pratos ao tíquete médio de R$ 15.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 23 de Novembro de 2014 por Aline Oliveira