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VAREJO OFF-LINE

13/11/2014

Redes de varejo ainda resistem à venda na internet; para especialistas, e-commerce será indispensável no longo prazo

Apesar de ser quase uma obrigatoriedade hoje em dia, a presença das redes de varejo na internet ainda não é bem explorada por muitas empresas do segmento.

Lojas como Leroy Merlin, Riachuelo e C&A apresentam os produtos em seus sites, mas não possibilitam a compra diretamente pelo canal, por exemplo.

Entre as razões para não aderir de vez ao e-commerce estão desde mercadorias que necessitam de orientação para o uso até custos com logística e manutenção dos sites, que empresas preferem cortar do orçamento, segundo especialistas do setor.

"Em alguns casos, atuar com vendas pela internet ainda não é o foco da empresa. No longo prazo, entretanto, essa opção poderá se tornar inviável", diz Silvio Laban, coordenador de cursos de MBA do Insper.

O segmento de vestuário é um dos casos citados por Laban para exemplificar essa necessidade.

"Há cinco anos, a maioria das lojas de roupas não vendiam pela internet por ser um tipo de compra que pede experiências presenciais. Com a entrada da Dafiti, houve um movimento no setor."

A grande maioria das empresas de varejo não é familiarizada com o ambiente virtual, afirma Luiz Antonio Joia, professor da FGV.

"Também existe uma dificuldade em conciliar os canais físico e on-line dentro da própria organização. É comum o cliente comprar algo pela internet, ir na loja física fazer a troca e o atendente não saber o que fazer."

"Como as margens são mais estreitas, algumas companhias preferem cortar custos adicionais."

A coluna procurou as empresas citadas no texto, mas não obteve respostas.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 12 de Outubro de 2014