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INTEGRAÇÃO ENTRE SETORES E ÁREAS DE CONVIVÊNCIA DOMINAM PROJETOS

30/10/2014

Escritórios se ajustam a práticas mais flexíveis de trabalho

A flexibilidade das relações profissionais se estende ao ambiente de trabalho.

"O que difere o escritório de hoje daquele do século passado é que as pessoas realizam várias atividades, com níveis de interação diversos, e o ambiente deve oferecer essa mobilidade", diz Claudia Andrade, arquiteta do escritório Andrade Azevedo.

A expansão do home office e do coworking (escritórios compartilhados), associado ao alto preço do metro quadrado dos espaços, são os principais estímulos a esse modelo mais maleável.

O segmento já passou por fases opostas, ora com ambientes bem compartimentados, ora com amplos espaços divididos por baias.

Hoje, o "menu" de tipologias deve ser mais variado.

"Áreas de integração, interatividade entre departamentos e curta permanência fazem parte da estrutura principal da organização de novos escritórios", diz Marcelo Breda, diretor da Informov, empresa de construção corporativa.

Com o estímulo ao trabalho em grupo, espaços coletivos, formais ou para relaxar, são mais valorizados. "Se antes 20% de um escritório era de ambientes colaborativos, hoje chega a 40%", diz o arquiteto Fernando Vidal, do escritório Rocco Vidal P+W.

Para compensar o menor número de áreas individuais, surgem as "phone booth" (cabine telefônica, na tradução livre do inglês), salas pequenas para até duas pessoas.

A tentativa é economizar e otimizar o espaço, deixando o escritório, ao mesmo tempo, amigável.

Ambientes abertos e transparentes, com salas de vidro, por exemplo, têm ganho de eficiência visual e incidência de luz natural. Por outro lado, apresentam desafios, como a acústica.

"Nem sempre é possível fazer um projeto assim. Toda essa dinâmica é muito nova, mas, no geral, estamos percebendo que novas possibilidades arquitetônicas ajudam a aumentar a produtividade da empresa", afirma o arquiteto Lula Gouveia, do SuperLimão Studio.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 26 de Outubro de 2014