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O FUTURO DAS TVS E O MOBILIÁRIO

02/10/2014

Você que produz estantes para tv ou mobiliário para home theater, está preparado para esta próxima revolução? O tempo de assistir ao seu programa de TV preferido, adequando-se comodamente à frente deste aparelho, sentado no seu confortável sofá, com toda a família ao redor, está com os dias contados! As TVs de casa mudarão cada vez mais, até tornarem-se um monitor que poderá crescer no tamanho de uma inteira parede, com 130 a 160 polegadas por dois metros de diagonal. Fantasia? Não, este produto, denominado 8k, será lançado em 2020 no Japão, juntamente com os Jogos Olímpicos de Tokio.

Mas não para por aí: será arquivado também o 3D na tv, que é um grande flop, não tendo funcionado como no cinema – certas coisas não se misturam, temos que aprender! – e o futuro para o qual os engenheiros do setor estão se direcionando é aquele da plena realidade virtual, graças a revolução da imagem, da luz e das cores: as telas Uhd, ou Ultra high definition que já em 2015 serão presentes aqui na Itália com funções Hdr – High dynamic range; Hfr – High frame rate e Wcg – White colour gamut, para ampliar a gama de cores. Traduzindo: as imagens da tv serão mais reais e bonitas do que a própria realidade!!!

Mas, com o advento destas novidades, deveremos nos aproximar mais das tvs para gozar de sua melhor definição, e assim, as telas terão de ser pensadas para envolver o telespectador. E os móveis para tv neste panorama? Certamente deverão acompanhar este novo comportamento talvez até criando parcerias de desenvolvimento conjunto.

A fronteira do “social” também será contemplada: o controle remoto será obsoleto, a dialogar com o monitor será o smartphone de cada um, aliás, como já funciona aqui em casa. Nos EUA e aqui na Itália, a TV se usufrui com o tablet ou smartphone em mão, já que todos estão conexos em rede. O espectador, mesmo sozinho em casa, está imerso em um contexto que recria aquilo que acontecia no passado, quando a família se sentava de fronte a TV. E mais, com esta interação, seguramente a qualidade dos programas deverá aumentar, visto que com o smartphone o usuário poderá exprimir juízos e orientar melhor os caminhos a seguir de certos programas televisivos.

A única pergunta que faço, em tempos de apartamentos com áreas reduzidas, é de como serão atendidos os usuários que não tem espaço na suas minúsculas salas de estar para esta tela gigante. Talvez pensem bem e desenvolvam telas móveis e customizáveis, em grau de demonstrarem as mesmas capacidades técnicas de suas irmãs maiores.

O futuro já chegou nas TVs, è bom que o mercado moveleiro que depende deste nicho esteja consciente!

Matéria pulicada no blog da Fah Maioli em 02 de Setembro de 2014