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CASA POPULAR TEM SELO DA CEF

01/09/2014

A adoção de práticas sustentáveis no processo construtivo de habitações populares tem ganhado força no Brasil e deve se expandir nos próximos anos. A expectativa é de Jean Benevides, gerente de sustentabilidade socioambiental da Caixa Econômica Federal, principal agente financiador de projetos para a baixa renda, como o Minha Casa, Minha Vida e programas de urbanização de favelas em grandes centros urbanos. Em 2010, a CEF lançou o Selo Casa Azul, que tem o objetivo de incentivar a adesão das construtoras em apresentar projetos habitacionais com conceitos de sustentabilidade e que ofereçam soluções eficientes na construção, uso, ocupação e manutenção dos edifícios.

São 53 requisitos, que seguem três níveis de gradação - Bronze, Prata e Ouro - divididos em seis categorias temáticas: Qualidade Urbana, Projeto e Conforto, Eficiência Energética, Conservação de Recursos Materiais, Gestão de Água e Prática Sociais. Para obter a certificação mínima, a Bronze, um projeto deve atender 19 critérios.

Segundo Benevides, o sucesso dos projetos tem demonstrado que a aplicação de conceitos sustentáveis na construção não é um privilégio de empreendimentos de alto padrão. "O processo envolve um planejamento inicial detalhado, no qual é perfeitamente possível incluir itens e soluções que dependem mais da qualidade do projeto do que dos itens em si". Como exemplo, cita, estão os pontos ligados ao desempenho térmico, que podem ser resolvidos com a construção adequada de acordo com a orientação solar da região, utilização correta no tamanho e no material de janelas e esquadrias e aplicação de cores que não provoquem desconforto térmico. O aumento do custo final é insignificante, diz. "Em dois projetos certificados, fomos informados que o aumento de custo foi de 0,98%, no caso de um programa de urbanização de favelas em Paraisópolis (SP) e no outro de 2%, em Joinville (SC)".

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 26 de Agosto de 2014 por Guilherme Meirelles