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GRUPO ALEMÃO DA ÁREA MOVELEIRA PLANEJA CONSTRUIR NO BRASIL A SUA MAIOR FÁBRICA

14/07/2014

A Interprint, companhia alemã que produz revestimentos decorativos para móveis e pisos laminados, escolheu o Brasil para construir a sua oitava fábrica, a primeira na América Latina.
A empresa concluiu a terraplenagem de uma área de 70 mil metros quadrados em São José dos Pinhais (PR), na região de Curitiba, onde a planta deverá entrar em operação até o final deste ano.
De início, a unidade terá uma área construída de 11 mil m², com um investimento de € 30 milhões (aproximadamente R$ 90 milhões).
Os aportes, no entanto, deverão ser maiores, pois a companhia já tem um projeto para elevar a ocupação do local para cerca de 27 mil m².
"Com essa área total, a unidade será a maior do grupo em nível de capacidade", afirma Lourdes Manzanares, principal dirigente da empresa na América do Sul.
O ritmo da expansão dependerá do retorno do mercado, diz a executiva. A implantação no Brasil será feita com recursos próprios, ainda segundo Manzanares.
A empresa abriu um escritório no Brasil há cerca de três anos. Hoje, os produtos vendidos no país são importados de fábricas na Alemanha, na Polônia e nos EUA.
A escolha da região de Curitiba para a nova unidade ocorreu por causa da proximidade com os clientes, sobretudo fabricantes de móveis e de painéis de madeira.
A Interprint também usará a planta para exportar aos países vizinhos, já atendidos pelo escritório brasileiro.
"Estaremos perto de dois bons portos, de Paranaguá [PR] e São Francisco do Sul [SC]", diz Onei Marques, que comanda a área de vendas.
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CAFÉ AMPLIADO
A multinacional holandesa de cafés e chás D.E Master Blenders 1753 investirá cerca de R$ 30 milhões para ampliar a participação de mercado do Café Pilão em todos os Estados.
Hoje, a marca tem maior penetração em São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo Ricardo Souza, diretor da companhia no Brasil.
"Queremos rever a nossa malha de distribuição, para atuar com mais força em todas as regiões, e investir na reformulação da marca, com ações promocionais e mais pontos de vendas."
A distribuição é feita em supermercados com mais de cinco caixas, mas segundo Souza, ainda não chega aos 340 mil pontos de vendas existentes no país.
A companhia detém ainda as marcas Senseo, Café do Ponto, Caboclo, Café Moka, Palheta, Damasco e L'Or Espresso. "Decidimos nacionalizar o Pilão porque é a nossa marca mais forte."
"O Caboclo, por exemplo, é mais conhecido no interior do Sul e de São Paulo, enquanto a Damasco tem presença maior no Paraná."
Matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 13 de Julho de 2014.