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PROJETANDO PARA O MAR

26/06/2014

Para difundir a educação e a cultura por meio de trabalhos artísticos e científicos sobre os ambientes marinho e extraterrestre, a Fundação Jacques Rougerie, criada na França em 2009, lançou o Concurso Internacional Fundação Jacques Rougerie.

Uma competição que desafia arquitetos, designers e engenheiros a desenvolver inovadores projetos sustentáveis que tenham forte impacto na vida humana, proponham soluções inteligentes e tecnológicas para problemas urbanos atuais, e estejam relacionados com o mundo do mar ou do espaço.

Além dos vencedores, que levam 10 mil euros, o júri indica os destaques da premiação. Na edição de 2013, entre os 529 inscritos de 76 nacionalidades, o ouro da categoria “Inovação e Arquitetura para o Mar” foi o projeto “Arctic Harvester”, dos arquitetos da Escola Nacional de Arquitetura Paris-Malaquais, Meriem Chabani, Maeva Leneveu, Etienne Chobaux e John Edom.

Trata-se de uma infraestrutura agrícola itinerante que flutua sobre as correntes marítimas entre a Groenlândia e o Canadá, onde as águas derretidas de icebergs são ricas em nutrientes para produção hidropônica. O espaço funciona também como uma comunidade, onde os 800 trabalhadores habitantes têm todos os recursos necessários para sobrevivência.

A proposta foi criada como uma saída para a dependência agrícola da gelada Groenlândia, que importa praticamente todas as frutas e vegetais, podendo transformar o local em uma ilha exportadora. É a arquitetura do futuro projetando economia sustentável e propondo novos estilos de viver.
Matéria publicada pelo portal Living Design em 05 de Junho de 2014.