APÊ DE 157 M² COM DECORAÇÃO CONTEMPORÂNEA E CORES SUAVES

Assinado pela arquiteta Érica Salgueiro, este apartamento em São Paulo aposta em tons neutros e no estilo clean para garantir ambientes elegantes e modernos

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Na hora de repaginar a decoração de casa, os moradores deste apartamento em São Paulo convidaram a arquiteta Érica Salguero para comandar a reforma. Com 157 metros quadrados, o imóvel no bairro da Mooca ganhou um projeto versátil e prático para o dia a dia.

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Para deixar o apartamento mais moderno, a profissional apostou na integração das áreas sociais que, além de otimizar a utilização do espaço, deixa o projeto mais atual e funcional, uma das exigências dos moradores. A decoração segue uma paleta de cores neutras. Os principais tons usados foram branco, bege, preto e chumbo, que imprimem elegância e deixam o décor harmônico.

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No living, o painel em laca branca fosca com pequenos frisos e porta de correr embutida (Arte Mobile) proporcionou maior amplitude ao ambiente. Projetado com quatro gavetas e duas portas de correr, o rack foi pensado especialmente para esconder os equipamentos eletrônicos quando não estivessem em uso. No outro lado, a parede recebeu um papel marrom em arabesco (Wall Covering), cortinas brancas (Uniflex Anália Franco) e um quadro que refina a decoração.

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No lugar de uma mesa de centro, Érica preferiu criar algo descontraído e com movimento, adicionando um puff com estampa geométrica em preto e bege (V.Mobili), que pode ter a mesma função de mesa, além de servir para apoiar os pés e relaxar. Atrás do sofá, o aparador (Dunelli) organiza alguns livros e objetos decorativos, além de preencher o espaço vazio entre o living e a sala de jantar.

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Integrada ao estar, a sala de jantar repete a atmosfera neutra e clean do living. O ambiente foi equipado com uma mesa (Dunelli) que comporta até oito pessoas. Para adicionar um pouco mais de cor ao espaço, as “costas” das cadeiras de cabeceira foram estampadas com o mesmo tecido geométrico em preto e branco do puff do living.

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No terraço, Érica criou um ambiente de lazer para a família com estilo mais descontraído e com uma pegada retrô. O cômodo destoa do restante do apartamento e ganha cores mais alegres e vibrantes, que marcam presença nos detalhes do mobiliário. No outro lado, um pequeno living com poltronas estofadas em linho, uma mesa de centro em madeira de demolição (Arte Mobile), e tamboretes feitos de madeira é o local perfeito para aproveitar a vista da sacada.

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No quarto do casal, o destaque fica por conta da cabeceira de cama estofada criada com camurça e papel de parede 3D (WallCovering). Destaque para os nichos de gesso na lateral, que preenchem o vazio da parede com personalidade e elegância.

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Matéria publicada por Casa Claudia em 05 de novembro de 2017

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POLTRONAS PROJETADAS POR RONALD SASSON SERÃO DESTAQUES NA ART BASEL 2017

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Agora no começo de dezembro acontece a Semana de arte e cultura de Miami, a Art Basel 2017.  E as poltronas Nin e Zózimo Jacarandá projetadas por Ronald Sasson serão destaques  na feira que é mundialmente conhecida e que vem se tornando referência entre artistas, galeristas e designers.

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A Poltrona Nin foi lançada recentemente na Art Rio, no Rio de Janeiro, e nos Estados Unidos estará exposta na galeria Espasso. Produzida pela Mekal em uma série limitada, a peça é feita em inox com primor industrial e com o DNA de arte. Suas linhas são precisas, retas e, ao mesmo tempo, curvas. Já a poltrona Zózimo Jacarandá, que estará na galeria Mercado Moderno, é uma peça única, produzida em uma série de apenas seis unidades – outras quatro em latão e uma em cobre. Com característica cubista, o exemplar de latão já conquistou o A’Design Award na categoria bronze e esteve exposta em Milão e no Rio de Janeiro.

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Matéria publicada por Eye4Design em 01 de dezembro de 2017

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CONFIRA OS DESTAQUES DA MIAMI ART WEEK 2017

A semana de arte transforma a cidade no foco da arte mundial com mais de 20 feiras internacionais, centenas de galerias e milhares de artistas em exposição

Em dezembro, a Semana de Arte de Miami transforma a cidade no foco da arte mundial com mais de 20 feiras internacionais, cerca de 1.200 galerias e milhares de artistas em exposição. A Miami Art Week também inclui uma plataforma de feiras de arte online que oferece aos artistas, galerias e organizações artísticas a oportunidade de exibir e promover obras de arte para colecionadores e amantes de arte em todo o mundo. O evento acontece em paralelo com a Art Basel Miami, quando o design também toma conta da cidade.

Nesta edição, há uma estréia de uma série de projetos interessantes no miami Design District, como pop-ups por White Cube, Jeffrey Deitch e Larry Gagosian, instalações de arte de Urs Fischer, Sol LeWitt e Erwan e Ronan Bouroullec, novos projetos arquitetônicos assinados por renomados escritórios de arquitetura como Johnston Marklee, Daly Genik, FreelandBuck, Tolila + Gilliland e MOS, os novos espaços para lojas no Paradise Plaza, incluindo Creed, Gucci, Rag & Bone, Goop GIFT, Joseph e Rag & Bone.

Veja abaixo alguns dos destaques da Art Week no Miami Design District:

Exposições e pop-ups

A arte da moda por WWD

Patrocinada pela Shutterstock, a publicação WWD apresentará uma exposição com seu extenso arquivo de imagens de moda para ilustrar a evolução da moda e da arte ao longo do tempo.

Pasticceria Marchesi

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Lorenzo Bertelli, filho da icônica designer Miuccia Prada, traz outro ícone italiano para o Miami Design District: a Pasticceria Marchesi – uma das mais antigas e melhores patisseries de Milão abrirá sua primeira instalação pop-up dedicada ao sorvete italiano tradicional. Desde a sua fundação em 1824, a Pasticceria Marchesi foi considerada uma marca de excelência por sua qualidade e estilo únicos.

White Cube

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Um projeto de Ibrahim Mahama, um dos artistas mais emocionantes que emergiu do Gana nos últimos anos. Conhecido pelas suas instalações em grande escala que incorporam sacos de juta anteriormente utilizados para transportar grãos de cacau e carvão, que são costurados e cobrem estruturas arquitetônicas. O projeto contará com Non-Orientable Nkansa, uma escultura imponente composta por centenas de “caixas de sapateiro”. Esses pequenos objetos de madeira são feitos de materiais estruturais encontrados na cidade e costumavam conter ferramentas para polir e reparar sapatos, que foram obtidos pelo artista e seus colaboradores através de um processo de negociação e troca. Reunidos em uma unidade monumental, os recipientes estão abarrotados de outros itens re-propostos, como saltos, martelos e agulhas, todos os quais fazem parte da investigação em curso de Mahama sobre a vida dos materiais e seu potencial dinâmico.

Nuage por Ronan & Erwan Bouroullec

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Nuage é uma pergola orgânica projetada por Ronan & Erwan Bouroullec que traz sombra, abrigo, assentos e charme ao Paseo Ponti no Miami Design District. Como hera que cresce ao longo da rua, a Nuage envolve edifícios e fachadas, criando um relacionamento natural com a arquitetura circundante. O sol brilha através da estrutura de aço e vidro colorido que imita as aberturas das nuvens, lançando sombras gráficas que vibram com azuis e verdes como vitrais cruzados pelo sol nas catedrais. As plantas nativas envolvem Nuage, com árvores subindo pela estrutura para o céu.

Arquitetura

Paseo Ponti

O Paseo Ponti é uma espécie de calçadão com lojas, cafés e vegetação que começa no Palm Court e será prolongado para o norte até a 41ª rua, dividindo as ruas 39 e 40. O caminho, que atravessa o coração do Design District, terminará no Paradise Plaza.

Paradise Plaza

A Paradise Plaza será uma espécie de parque urbano com vários níveis ancorado por uma estrutura arquitetônica icônica desenhada por Johnston Marklee, atual curador da Bienal de Arquitetura de Chicago. Além de prédios assinados por Daly Genik, FreelandBuck, Tolila + Gilliland e MOS. A praça vai estrear junto com várias novas instalações de arte pública, aberturas, exposições pop-up e fachadas de edifícios renovadas como parte da fase atual de desenvolvimento.

Matéria publicada por Casa Claudia em 04 de dezembro de 2017

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IRMÃOS CAMPANA ASSINAM RELEITURA DE SANDÁLIA CLÁSSICA DA VIBRAM

Dupla brasileira apresenta a nova versão da sandália Carrarmato, lançada há 80 anos, durante a Miami Art Week 2017

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Para comemorar o aniversário de 80 anos da Vibram, a marca italiana de vestuário esportivo convidou os Irmãos Campana para criarem uma nova versão da sandália Carrarmato, lançada originalmente em 1937 por Vitale Bramani.  A dupla brasileira levou um visual mais moderno e intenso com a Tropical Carrarmato, apresentada ao público pela primeira vez durante a Miami Art Week 2017, que acontece entre os dias 5 e 10 de dezembro, em Miami.

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Na nova versão da Carrarmato, os designers trabalharam com traços marcantes que desenham todo o calçado. Os visitantes poderão comprar as peças na pop store da Vibram montada no Jungle Plaza. O evento marca ainda o retorno dos Irmãos Campana à Florida depois da dupla ganhar o prêmio de Designer do Ano durante o fórum Design Miami em 2008.

Matéria publicada por Casa Claudia em 04 de dezembro de 2017

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COBERTURA EM IPANEMA COM VOCAÇÃO PARA GALERIA DE ARTE

Neste apartamento, paredes curvas desenham um bloco escultural de madeira e telas metálicas revestem teto e paredes

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Para embutir a entrada social, o hall do elevador e o lavabo, o arquiteto Sebastian Gomez desenhou um bloco ondulado com parede dupla de filetes de freijó maciço (3,5 cm cada um, execução da RF Marcenaria). Oca por dentro, a estrutura deixa passar a tubulação.

Quando o arquiteto Sebastian Gomez ouviu as ideias do proprietário para a reforma desta cobertura, em Ipanema, no Rio de Janeiro, percebeu que o projeto a ser executado fugiria completamente dos padrões.

Pai de duas filhas pequenas, psicanalista e colecionador de arte, o dono do imóvel fez questão de deixar claro que queria algo novo, irreverente, com materiais industriais aparentes e uma configuração adaptada a sua rotina pouco convencional.

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Junto da mesa de jantar, o armário com portas de aço e acabamento no tom corten (RF Marcenaria) funciona como apoio de cozinha. Bancada de cimento feita na obra. Repare que a esquadria se encaixa na parede lateral, integrando totalmente os ambientes.

“Ele me deu carta branca para quebrar todas as paredes e redesenhar a planta. O importante era que ela fizesse sentido para o seu estilo de vida, com poucos móveis, espaços livres, integração e muita área para expor quadros”, conta Sebastian.

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Antes em L, a escada agora exibe traçado reto. O guarda-corpo foi moldado com uma camada dupla da mesma malha metálica da parede. Um trecho de vidro (laminado temperado de 20 mm, em placa de 1 x 1 m) no chão traz luz ao andar inferior. Todo o piso cimentício contínuo (Bautech) teve execução na obra e recebeu camada impermeabilizante incolor (Acquella, da Vedacit).

Dividida em dois pavimentos de 115 metros quadrados e 118 metros quadrados, a cobertura tinha a parte dos quartos no piso inferior, assim como cozinha e escritório.

Em cima, onde fica a entrada principal, o amplo ambiente ligado à área externa  deveria se tornar uma sala de estar minimalista, com jeito de galeria.

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Na área externa, a mesma tela metálica aparece na parede, pensada para sustentar uma futura trepadeira. Chapas cimentícias antiderrapantes e atérmicas (1 x 1 m, linha Athermanous, da Sottile) cobrem o chão.

O primeiro passo foi definir os materiais. No segundo andar, a fim de manter o pé-direito com 2,78 m, a proposta passou por pintar a laje de preto e aplicar por cima camadas de tela metálica, disfarçando as vigas e tubulações aparentes.

“Ele adorou essa textura, de custo reduzido e efeito impactante. Acabamos repetindo a trama no guarda-corpo e no terraço”, explica Sebastian.

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Com varandas generosas nas duas extremidades, o segundo piso ganhou, na parede e no teto, tinta látex preta fosca e camadas de malha metálica sobrepostas (modelo nervurado CA -60, da Gerdau) soldadas nos pontos de cruzamento em placas de 2,45 x 6 m.

Para reforçar a veia artística do local, o arquiteto propôs um bloco curvo de madeira envolvendo a caixa do elevador e o hall de entrada, no segundo piso. Esse elemento central funciona como escultura e engloba ainda o lavabo.

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Encaixado no bloco sinuoso do segundo andar, ele tem paredes montadas com estrutura de madeira revestida de filetes de freijó por dentro e por fora. A bancada de aço acompanha a curvatura do painel.

“Desenhei no piso o formato que essa estrutura teria para ver a área a ser ocupada. É uma parede biombo, orgânica, em contraste com a frieza da tela metálica e do piso cimentado.”

Embaixo, a suíte do casal seguiu linguagem similar e ganhou um banheiro posicionado como um contêiner, caixa cercada pela mesma trama de filetes de freijó.

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Na suíte do casal, um tom de cinza (Suvinil, ref. Elefante) cobre a parede da cabeceira, cujo nicho de freijó (0,35 x 2 m) foi cavado para receber livros e objetos. Elevada na reforma, a área da ducha exibe deck de cumaru e folha fixa de vidro.

“A estética repetida em todos os ambientes traz harmonia conceitual. É um apartamento diferente, para quem aprecia arte e não busca soluções prontas. Foi um desafio e tanto, mas com resultado surpreendente”, arremata ele.

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Uma espécie de caixa dá forma ao banheiro. Ela é feita de chapas de alumínio (Alucobond) revestidas de ripas, também de freijó – e não chega até o teto. Executadas na própria obra com argamassa armada, bancada e cuba apoiam-se em uma estrutura  delgada de ferro. O piso repete o cimento queimado do restante da morada.

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Moldada em concreto e revestida com o mesmo cimento queimado do piso (Bautech), a escada ficou mais larga. Repare no complemento de madeira na beirada dos degraus centrais. “Encaixei ali um armário voltado para o primeiro pavimento”, revela o arquiteto.

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A trama de aço (Gerdau) surge aqui novamente, agora como guarda-corpo.

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Praticamente todas as paredes vieram abaixo para desenhar a nova planta. Embaixo, está concentrada a área íntima, mais cozinha e escritório. Em cima, terraço e estar se encontram totalmente integrados. Área: 233 m²; execução da obra: Alves Silva; luminotécnica: Dimlux.

Matéria publicada por Arquitetura & Construção em 30 de novembro de 2017

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ARQUITETO ITALIANO PROJETA CASA DOBRÁVEL QUE PODE SER CONSTRUÍDA EM 6 HORAS

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Um arquiteto italiano está propondo um novo modelo de habitação que, ao contrário das residências tradicionais, não consiste em um “imóvel”, mas em uma casa dobrável e transportável. Ela pode ser montada em apenas seis horas com ajuda de três pessoas.

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Não há limite para o número de módulos que podem ser montados, de forma que é possível construir casas de vários tamanhos. Para instalá-la, não é necessário nem uma base de concreto: ela pode ser colocada diretamente no chão -, desde que nivelado. Para quem deseja fixar sua residência em um lugar por longos períodos, é aconselhável construir a casa sobre estacas de fundação, disponibilizadas pela mesma companhia.

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As estruturas podem ser personalizadas com painéis solares, sistemas de tratamento de água cinza e iluminação LED. Na produção padrão, as paredes exteriores são revestidas com lâminas de madeira na cor escolhida pelo cliente, mas existem outros tipos de acabamento, como gesso, alumínio, fibra natural e filetes de mármore, por exemplo.

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A menor opção de residência dobrável tem 26 metros quadrados e custa cerca de 100 mil reais, ao passo que a versão mais cara tem cerca de 84 metros quadrados e custa, em média, 235 mil reais.
 

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Mais informações, acesse o site do projeto.

Via CicloVivo.

 

 

Matéria publicada por Arch Daily em 04 de dezembro de 2017

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SÃO PAULO TERÁ RODA GIGANTE ASSINADA POR ARQUITETOS DA LONDON EYE

A versão paulistana da atração terá 150 metros de altura e 32 cabines, cada uma com capacidade para 32 pessoas

São Paulo ganhará em breve um novo ponto turístico: uma roda gigante assinada pelo mesmo escritório de arquitetura responsável pela famosa London Eye, em Londres. A versão paulistana da atração terá 150 metros de altura e 32 cabines, cada uma com capacidade para 32 pessoas, segundo informações da coluna da Mônica Bergamo.

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O local escolhido para receber a roda gigante ainda não foi definido, mas quatro terrenos da capital estão em análise. À CASA CLAUDIA, a representante de Aroldo Camillo, um dos patrocinadores do projeto, confirmou a novidade que promete atrair muitos turistas.

A London Eye

Também conhecida como “Roda do Milênio”, a London Eye é uma das principais atrações turísticas de Londres. Com 135 metros de altura, a obra é considerada a quarta maior roda gigante do mundo e foi construída pelos arquitetos Julia Barfield, Mark Sparrowhawk, Nic Bailey, Malcolm Cook, Frank Anatole, Steve Chilton, e David Marks, falecido em outubro de 2017.

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Matéria publicada por Casa Claudia em 01 de dezembro de 2017

 

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CASA COM ESCRITÓRIO – SAM ARCHITECTS

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  • Arquitetos: sam architects
  • Localização: Borgloon, Bélgica
  • Arquiteto Responsável: Krist Michiels
  • Ano do projeto: 2017
  • Área do Terreno: 90 ares
  • Certificado de Sustentabilidade: BEN-WONING

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Um antigo celeiro murado em um terreno na borda do centro de Kerniel se transforma em uma casa contemporânea em forma de H – esta é a melhor descrição para esta casa unifamiliar. Está situada em uma paisagem projetada com características típicas da região de Hesbaye, uma área que consiste de pequenos vilarejos em uma paisagem rural com árvores frutíferas. O antigo celeiro em si não era tombado, mas era considerado um elemento de valor paisagístico pela Agentschap Onroerend Erfgoed, a organização para proteção do patrimônio arquitetônico em FlandersBélgica.

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O típico volume do celeiro com sua grande fachada e seu anexo são respeitados no processo de reconstrução. Os dois volumes mais imaginativos são ocupados: o espaço original de estar traz parte de sua função, e o volume principal recebe a garagem e espaço de armazenamento. Isso garante um reconhecimento e legibilidade claros da construção histórica do terreno. A área da casa, onde logo na entrada estão os escritórios e espaços de arquivo, respeita a mesma posição, número de pavimentos e fachada do edifício existente. O volume assume as características típicas, um volume retangular estreito com uma altura de coroamento limitada e um telhado em duas águas. A fachada possui um caráter fechado, com uma série de aberturas cujo tamanho e posição são baseados na estrutura da fachada existente, assim como a escolha de materiais.

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A expansão destes dois volumes possui desenho contrastante. Um retângulo é implantado paralelamente ao volume reconstruído. Neste volume, estão os espaços de estar e o quarto. Esta unidade é implantada 60 cm abaixo no lado esquerdo do terreno, e como consequência, esta unidade residencial não é visível a partir da rua, e a implantação segue a inclinação natural do terreno, numa ancoragem em harmonia com a paisagem. Os volumes são apenas conectados por uma circulação. Visto de cima, a casa possui uma forma de H. Isso garante uma separação espacial clara, e boa legibilidade dos novos volumes. Já o novo volume, auxiliado pela diferença de nível, é elevado da paisagem, projetado para se destacar dela, uma escolha que estabelece claramente uma diferença em como os volumes se relacionam com o terreno. As superfícies abertas e fechadas oferecem uma bela vista de um vale de Haspengouw e se estendem para a parte de trás do terreno.

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No interior da casa, um número limitado de materiais são combinados. Tal estratégia visa permitir que as diferentes áreas criem sua própria atmosfera dentro de uma unidade coerente. Para os escritórios, a cor predominante branca e os demais acabamentos compõem com o piso em parquet de carvalho. O revestimento cerâmico é levado para o espaço de estar, a marcenaria foi acabada com carvalho escurecido. Na área de dormir, o parquet de carvalho e as esquadrias brancas também são utilizados. O banheiro tem sua atmosfera específica, com um mosaico instalado em degradê do claro a escuro. A casa é um projeto integral com uma referência clara ao edifício existente.

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Matéria publicada por Arch Daily em 30 de novembro de 2017

 

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8 BANHEIROS COM DECORAÇÃO EM PRETO E BRANCO PARA SE INSPIRAR

A combinação nunca fica velha é pedida certa para conquistar décor autêntico e elegante. Inspire-se com ideias da Casa Claudia!

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Banheiro com piso preto, em casa de campo de 650 m² em projeto do arquiteto Otto Felix

decoração em preto e branco é um clássico atemporal. Hit na moda e no décor, a dupla continua se modernizando e marcando presença em quartossalas e até banheiros. Quando bem utilizada, a combinação é capaz de criar ambientes cheios de estilo e elegância, podendo ser utilizada sem muitas restrições.

Não importa se o seu estilo é clássico, contemporâneo ou mais casual: a decoração em preto e branco também serve como base perfeita para combinar com outras cores e texturas mais fortes. Se você está pensando em adotar o estilo no seu banheiro, inspire-se com nossas ideias:

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Banheiro de 12 m² em projeto dos arquitetos Marcelo Nunes, Thais Aquini e Luis Bernardi, do DT Estúdio, com revestimento de placas de cerâmica, boxe com dois níveis, sendo que um deles com banheira.

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Banheiro da casa Letícia Nobell, um sobrado de vila construído em 1928 num agitado bairro da cidade

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Toilette, criação da arquiteta Juliana Korman, para a Casa Cor Paraná 2006.

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Banheiro revestido de mármore calacata.

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Banheiro de 5,80 m2 assinado pela arquiteta Cris Negreiro, do Estúdio On. Porcelanato Statuario Venato, Portinari; Nichos de granito preto absoluto, Mosarte; vidros, Antovan e louças, Deca.

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Lavabo com espelho veneziano Sônia Antiguidades e papel de parede listrado, no apartamento do arquiteto Marlon Gama.

Ban 7

 

Banheiro projetado pela arquiteta Mari Ani Oglouyan, com barras de segurança e porta-xampú à 80 cm de altura, em matéria sobre como ter uma casa acessível para idosos e pessoas com deficiência, da revista Casa Claudia.

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Banheiro com piso preto, em casa de campo de 650 m² em projeto do arquiteto Otto Felix.

Matéria publicada por Casa Claudia em 30 de novembro de 2017

 

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COMO (E POR QUE) INTEGRAR TERRA E BAMBU EM UM PROJETO DE ARQUITETURA

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Ao conhecer e analisar as múltiplas possibilidades construtivas e arquitetônicas do bambu, é natural que surjam as seguintes perguntas: Como aproveitar suas qualidades e potencializar seu uso em climas mais frios, que requerem necessariamente uma espessura que possibilite o isolamento de paredes, pisos e coberturas? O que ocorre se mesclarmos com materiais que complementares?

Conversamos com Penny Livingston-Stark, arquiteta e professora de permacultura que tem trabalhado durante 25 anos no campo dos projetos regenerativos com base em materiais naturais não-tóxicos, para aprofundar as oportunidades na junção entre terra e bambu.

Terra e bambu são extremamente compatíveis. Oferecem diferentes capacidades. Complementam-se maravilhosamente. Ambas requerem condições similares, como a transpiração.

Livingston-Stark insiste na compatibilidade destes dois materiais. Suas semelhanças e diferenças contribuem significativamente para sua integração, aumentando suas possibilidades arquitetônicas com base em soluções completamente regenerativas, que permitem satisfazer as necessidades e regenerar os ecossistemas ao mesmo tempo. “Terra e bambu não são compatíveis com barreiras de vapor de plástico ou com tintas sintéticas, por exemplo. Considero-os materiais vivos que precisam respirar”, acrescenta.

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Ambos os materiais estão disponíveis em todo o planeta e não são tóxicos, têm um baixo impacto no meio ambiente e podem ajudar a regenerar os ecossistemas através da coleta. Por exemplo, podemos criar lagoas, zonas húmidas ou estruturas de retenção de água no lugar onde coletamos o material. E o bambu captura uma grande quantidade de CO2 atmosférico do ar, absorvendo-o em suas hastes, raízes e folhas.

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Bambu como estrutura + Terra como isolamento

O bambu oferece resistência estrutural à tração e compressão e pode ser usado para suportar o peso em comprimentos grandes. As paredes de terra oferecem massa térmica ou isolamento, dependendo da técnica utilizada. A terra se mescla bem com todos os pastos, e praticamente não há desperdício durante o processo de construção.

De acordo com Livingston, o bambu confere certos valores adicionais à construção tradicional com terra, como a resistência à tração e a capacidade em suportar cargas em longos vãos como telhados, portas largas e janelas. Mas, além disso, expande as capacidades de algumas técnicas estruturais com a terra existente, como, por exemplo, as chamadas “Pajareke”, “Light Straw Clay” e “Wood Chip Clay”.

A incorporação do bambu às técnicas tradicionais foi testada durante o último curso BambooU, realizado em novembro de 2017 em Bali, Indonésia.

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Para o experimento com “Pajareke”, os alunos construíram uma parede misturando solo argiloso e água para criar um barro com uma consistência semelhante à de um mousse de chocolate. Então, fibras longas de palha foram aderidas à mistura, construindo a parede entre pilares verticais de bambu embutidos na base do edifício e amarrados no topo. A pedido do cliente, cilindros de bambu também foram incorporados para criar um fluxo de ar constante através da parede, em um padrão que simulava bolhas em movimento.

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Ao testar a técnica “Light Straw Clay”, levantou-se uma parede leve de terra e palha, misturando palha com argila e água até obter uma consistência semelhante à pintura espessa. A mistura foi compactada entre placas e pilaretes de bambu, para depois serem removidas as placas e aplique emplastro de terra ou cal, material que também é muito compatível e funciona bem com ambos.

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A técnica “Wood Chip Clay” é semelhante à anterior, mas a mistura é feita incorporando  barro e serragem de bambu. Neste caso, as tábuas que contêm a mistura são feitas de lâminas que permanecem instaladas e então devem ser rebocadas.

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Como sugestões básicas para integrar esses dois materiais, é importante conhecer a textura do solo e fazer amostras de várias misturas. Além disso, é importante pensar sobre as conexões entre os materiais para que estejam corretamente ligados. Você também deve considerar a proteção contra água e umidade, sem que percam a capacidade de respirar.

Confira mais detalhes do trabalho de Penny Livingston-Stark e do Regenerative Design Institute, aqui.

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Dois de nossos editores,  Eduardo Souza e José Tomás Franco, foram convidados por BambooU e pela empresa de projetos em bambu IBUKU para fazer parte desta experiência incrível, organizada pela The Kul Kul Farm na Green School em Bali, na Indonésia. Confira mais informações sobre os próximos cursos aqui ou através do instagram.

Matéria publicada por Arch Daily em 30 de novembro de 2017

 

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