Mudança de hábito

Marcos Modiano, dono do Armazém do Café, uma das primeiras cafeterias gourmets do Rio, de 1997, não quer franquear seu negócio. “É difícil crescer muito sem perder qualidade”, diz. Ainda assim, se prepara para abrir a oitava loja na cidade, no shopping Village Mall, entre novembro e dezembro, quando o complexo de luxo na Barra da Tijuca deve ser inaugurado. “Estou no limite da minha irresponsabilidade gerencial”, brinca. Difícil foi abrir a primeira unidade, na rua Maria Quitéria, em Ipanema. Se os cariocas ainda não são ávidos consumidores de café especial, há 15 anos, ele lembra, o ritual era praticamente exclusivo dos homens – que só tomavam bebida de má qualidade, de pé, no balcão do boteco. A segunda loja, na Visconde de Pirajá, veio sete meses depois da primeira e, incidentalmente – um ponto irrecusável no Leblon, uma cafeteria concorrente que estava fechando -, a rede foi crescendo. As unidades de maior movimento chegam a servir hoje entre 500 e 600 xícaras por dia. Modiano fez carreira no mercado financeiro, mas começou a trabalhar com café cedo, aos 16 anos, no grupo Ouro Fino, empresa do tio, Umberto, e uma das grandes exportadoras do produto até os anos 70.

Matéria originalmente publicada na: Valor Econômico 11/07/2012

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