ATERRO SANITÁRIO SERÁ TRANSFORMADO EM “BIOPARQUE” NA ARGENTINA

Organizado pela Sociedade Central de Arquitetos, o “Concurso Nacional de Ideias Plan Maestro Bioparque Metropolitano CEAMSE – Villa Domínico” teve como objetivo principal a revitalização de um antigo aterro sanitário de quase 400 hectares localizado entre às margens do Rio da Prata e a rodovia Buenos Aires - La Plata. O projeto deveria propor novos critérios de revalorização da área, procurando transformaá-la em um verdadeiro parque público de interesse regional e um exemplo de projeto de recuperação de aterros.

O juri outorgou o primeiro prêmio aos arquitetos Raúl Allegrotti, Roberto Luis Colombo, Luciano Dimaio, seus parceiros Manuela Garcia Faure (Paisagismo), Fernando Néstor Murillo (Urbanismo) e os colaboradores Javier Deyheralde, Victoria Cuadrado, Gabriel Safranchik, Fabián Dejtiar, Agustin Passerini, Delfina Colombo, Noelia Belén Sera, Florencia Bellocchio e Sabina Tiemroth.  Saiba mais sobre o projeto a seguir.

Descrição fornecida pelos autores. Procuramos valorizar e dar sentido ao novo parque ao invés de privilegiar uma intervenção drástica na paisagem existente; buscamos valorizar os ecosistemas originais de modo a fortalecer a flora e a fauna das margens do Rio da Prata. Através disso pretendemos resgatar a memória do lugar e promover uma maior consciência ambiental; fundamentalmente, a ideia foi criar um espaço que seja atrativo para a população local, que promova a inclusão da população em um processo participativo de implantação.

1° ETAPA:

Sentido e referência. O parque funciona como um espaço de reflexão, que recupera e põe em evidência sua natureza original, transformada por diversas intervenções antrópicas, propondo assim uma visão crítica sobre nosso atual estilo de vida e ainda promovendo consciência ambiental.

A intervenção se apossa do terreno, propondo novos pontos de referência nos cumes dos aterros que se conectam a partir de uma série de caminhos. Estes pontos são responsáveis por dar sentido ao parque, procurando conscientizar a população a partir de diversos temas específicos.

2° ETAPA:

Reflexão e participação. Um anel verde perimetral será implantado em um processo participativo que deve recompor os ecossistemas nativos da região – a mata ciliar e o talar -, proporcionando uma reflexão profunda sobre a flora e fauna local.

Entre estes dois ecossistemas estará implantado o percurso principal do parque, o qual está conectado aos caminhos secundários que conduzem aos pontos de referência anteriormente citados.

3° ETAPA

Difundir e integrar. Propõe-se um processo de difusão do parque através de seu entorno imediato, no qual as áreas perimetrais são beneficiadas pela aparição de novos espaços verdes, proporcionando uma integração com ambos os lados da rodovia Buenos Aires – La Plata e ainda expandindo-se sobre as margens do rio.

A difusão se materializa através de “pontes verdes” que atravessam a autoestrada e avançam pelo entorno inserindo espécies autóctones ao longo das ruas e avenidas.

Matéria publicada por Arch Daily em 22 de dezembro de 2017

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