CASA EM SP SUBSTITUI CARRO NA GARAGEM POR HORTA COMUNITÁRIA

O resultado são alimentos frescos e sem agrotóxicos a poucos metros da cozinha

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O casal de arquitetos Clara Reynaldo, sócia do CR2 Arquitetura, e Lourenço Gimenez, do FGMF Arquitetos, projetou a casa onde mora em São Paulo há cerca de oito anos. O imóvel ocupa um terreno de 4 x 30 metros, que propôs à dupla um desafio: transformar o lote compacto em uma casa completa.

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A proposta arquitetônica encerra uma lógica pouco alinhada ao espaço convencional para o estereótipo da família de classe média paulistana: lança mão de espaços integrados e elimina outros considerados “obrigatórios”. “A resposta, apesar de o objeto ser aparentemente simples, veio através de muita pesquisa. Das minúsculas casas japonesas e holandesas, emprestamos mais do que a certeza de que seria possível aproveitar o pouco espaço de maneira criativa”, afirma o casal.

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Desse modo, seguiu-se a intenção de alterar os limites do jardim com portas de vidro retráteis, integrando a sala ao espaço externo. Neste ponto, a sala abre-se para o jardim, enquanto a cozinha fica voltada à fachada. Na decoração, o painel de ladrilhos compõe com o piso de resina de poliuretano em um ambiente predominantemente branco.

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“A obsessão pelo branco não é puramente forma. É, antes de tudo, uma estratégia para refletir a luz internamente, levando-a a todos os cômodos da casa”, explica Clara.

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Totalmente aberta, a garagem ganhou posição de destaque no projeto. Os moradores optaram por dar uma nova utilidade ao espaço, transformando-o em uma horta comunitária. Em vez de carro, a entrada da casa abriga ervas e verduras. Com paisagismo de Gabriella Ornaghi, o resultado são alimentos frescos e sem agrotóxicos a poucos metros da cozinha.

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A mudança no uso do espaço se deu a partir do entendimento do casal de que uma arquitetura segura é aquela que é permeável, sem muros ou grades. “Com o carro sempre estacionado na rua, a área de 2,70x5m era destinada à moto de Lourenço, o que começou a nos incomodar”, explica a arquiteta.

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Daí surgiu a ideia de criar uma horta para a família, mas que também é compartilhada por quem passa pela rua. A pequena plantação se dá em módulos vazados de concreto, os mesmos por onde cresce a grama.

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Um deck faz a transição entre a calçada e o interior, separado pela porta de painel melamínico preto. O sistema automático de irrigação molha as verduras e ervas duas vezes por dia. Entre elas, há as chamadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs), como taioba e azedinha.

Matéria publicada por Casa Claudia em 12 de dezembro de 2017

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