TRIBUNAL ORAL-PENAL EM PÁTZCUARO / TALLER DE ARQUITECTURA MAURICIO ROCHA + GABRIELA CARRILLO

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Arquitetos: Taller de Arquitectura Mauricio Rocha + Gabriela Carrillo

Localização: Pátzcuaro, Michoacán, México

Projeto: Mauricio Rocha, Gabriela Carrillo

Colaboradores: Daniel Huerta, Juan Carlos Montiel, Giordana Rojas.

Área: 1631.0 m²

Fotografias: Rafael Gamo

Fabricantes: Novaceramic

Construção: Contrucciones Electromecánicas Industriales S.A de C.V.

Engenharia Estrutural: GRUPo SAI (Gerson Huerta)

Instalações Hidrosanitárias: ZUMA

Instalações Ar Condicionado: Instalación y Confort

Projeto Luminotécnico: DCE (Diseño Y Construciona Eléctricas)

Mobiliário: Ricardo Casas

Cliente: Governo do Estado de Michoacán de Ocampo

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Em 2010 surgiu a necessidade, no Estado de Michoacán no México, de começar a planejar a criação de uma nova infraestrutura para seus espaços de tribunais. O sistema de julgamentos tradicionais começaria a migrar a um sistema de oralidade que implicava não apenas num esquema completamente renovado na implementação da justiça no país, mas além disso a necessidade de criar novos espaços que permitam a correta operação deste novo sistema.

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Estes primeiros espaços de transição cumprem uma função dupla: por um lado, entender as necessidades atuais, já sem hierarquias e espaços de confinamento, e por outro lado, a criação de espaços flexíveis que com poucas adequações, pudessem se adaptar às novas necessidades.

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Para o desenho dos novos tribunais, o primeiro passo foi entender que estes operam como um sistema. Agrupar o panorama de necessidades a partir dos diferentes usos: serviços, atendimento, áreas comuns, espaços privados e públicos.

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Estes espaços teriam a obrigação de cumprir com uma série de elementos em paralelo: a funcionalidade, a nova operação, os fluxos de pedestres e a qualidade lumínica, térmica e acústica para as novas salas, mas também era preciso expressar transparência, igualdade, democracia, justiça e dignidade; por último, um sentimento de pertencimento ao local, a uma cultura e sociedade da qual fazem parte.

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Enquanto a arquitetura carcerária ainda precise ser revista, a nova representação deve ser um sistema aparente, aberto à democracia e à cidadania, com percursos de luz e sombra, vento e silêncio. A proposta do projeto foi criar espaços abertos ao interior do edifício, através do qual uma parede curvilínea que contém uma circulação atua como uma grande muralha, o que permite que dentro dela sejam gerados uma série de jardins. A muralha, construída de pedra vulcânica natural do lugar, oscila entre 5 e 8 metros de altura.

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O projeto se desenvolve em apenas um nível térreo, em um terreno com desníveis que se divide em 4 plataformas que contém 5 pavilhões. O edifício conta com 2 salas de tribunais, assim como os escritórios administrativos e serviços necessários. Possui duas tipologias de edifício: pavilhões de escritórios e serviços com lajes inclinadas; colunas e vigas metálicas, e lajes de concreto. Salas de tribunais com estrutura metálica formada por colunas, com armadura aberta e cobertura de espuma leve.

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Matéria publicada por Arch Daily em 09 de outubro de 2017

 

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