CASA VILA RICA – BLOCO ARQUITETOS

Casa 1

Arquitetos: BLOCO Arquitetos

Localização: Brasília, Brasil

Autores: Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco

Colaboração: Victor Machado, Marina Lira

Área: 400.0 m²

Ano do projeto: 2017

Fotografias: Haruo Mikami

Fabricantes: Marmoraria Alvorada, Talentus Esquadrias

Projeto de Estrutura: André Torres

Instalações: Victor Silvério

Paisagismo: Mariana Siqueira e Jardins do Cerrado

Obra: Gilmar Guimarães

Casa 2

O projeto está localizado em uma área rural a 40km de distância do centro da cidade de Brasília. A topografia apresenta um leve declive em relação aos fundos do lote, para onde há vista livre em direção a um vale vegetação nativa.

Casa 3

O programa da casa foi distribuído em dois pavilhões que foram posicionados ligeiramente suspensos do piso e desnivelados um em relação ao outro. A elevação dos pavilhões em relação ao terreno tem dois motivos principais: previnir a entrada de pequenos insetos e animais silvestres à casa e minimizar a movimentação de terra na obra. A piscina localiza-se em um terceiro nível, o mais baixo da construção. O primeiro pavilhão abriga a sala, varanda, garagem e demais serviços. O segundo pavilhão, o mais próximo à piscina, abriga os quartos. O clima ameno da região permitiu que a conexão entre os pavilhões se desse através de passarelas cobertas que não possuem paredes ou esquadrias de fechamento. A ideia foi maximizar o contato direto com as condições naturais do terreno no uso diário da casa.

Casa 5

Casa 6

A escolha dos materiais de construção foi baseada em duas premissas: eles deveriam envelhecer bem sob a ação das intempéries sem a necessidade de manutenção constante e eles não deveriam esconder sua aparência natural. Sendo assim, o concreto aparente foi adotado para toda a estrutura e partes do mobiliário fixo tais como mesa de jantar, estantes, bancos e o forno e fogão à lenha. Um piso em cimento queimado foi utilizado nos pisos internos. Somente um tipo de granito lixado foi utilizado em todos os pisos externos, bancadas, áreas molhadas e no interior da piscina. Um tipo de compensado naval foi utilizado em todo o mobiliário, algumas vezes em combinação com peças de serralheria. Um tipo de tijolo cerâmico com espessura final de 12cm foi utilizado para construir todas as alvenarias, portanto toda a estrutura de pilares da casa fica aparente e funciona de forma independente das paredes.

Casa 7

Casa 8

A mão-de-obra disponível possuía experiência prévia na execução de paredes de tijolo maciço que foram usadas na casa, porém a equipe não tinha experiência na execução da estrutura em concreto aparente. Sendo assim, ao invés de buscar a qualidade fina de acabamento do concreto nós decidimos assumir as imperfeições inerentes à sua execução. Desenhamos a paginação de fôrmas e acompanhamos todo o processo da definição do traço do concreto a ser utilizado, porém deixamos aparentes os pequenos defeitos de concretagem.

Casa 9

Casa 10

Os banheiros possuem aberturas zenitais sobre jardins internos que promovem ventilação e iluminação naturais. A torre de caixas d´água possui dois níveis internos e abriga também o boiler e equipamentos de ar-condicionado. Ela é coberta por uma parede vazada composta de tijolos maciços que foram assentados de modo a deixar pequenos espaços para a ventilação.

Casa 11

Casa 12

O projeto de paisagismo procurou recuperar espécies nativas do cerrado. Sua primeira fase já foi implantada.

Casa 13

Matéria publicada por Archdaily em 19 de setembro de 2017

 

 

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