ALTAS TEXTURAS NOS REVESTIMENTOS

Entre os lançamentos de revestimentos para pisos e paredes, as superfícies surgem desgastadas, oxidadas e até incineradas, com características que se revelam ao primeiro toque

Neste ano, quem passou pela Expo Revestir notou que os tradicionais revestimentos lisos perderam definitivamente seu posto de principal opção para quem está escolhendo a nova roupa da casa. A maioria do que se viu na feira era um convite ao tato: revestimentos do tipo 3D e outros com estampa texturizada foram exibidos por boa parte das marcas presentes. As cores também tinham seu toque diferenciado, estavam com aspecto lavado, algo que parece flertar com o vintage. Seguindo essa mesma linha, os antigos cobogós também se destacaram, com formatos longe dos tradicionais, foram elevados ao posto de escultura. Outro sucesso entre o público que passou pela feira, os metais ganharam novas cores e até estilo industrial feito para a cozinha doméstica.

“É nítido que a indústria investiu no que fez sucesso com o público nos anos anteriores e apresentou peças com acabamento muito mais refinado. Percebo que existe uma preocupação em fazer com que os efeitos propostos sejam os mais realistas possíveis”, diz a arquiteta Débora Aguiar. Sendo assim, para entender a proposta real de cada um deles, é preciso observar de perto e tocá-los. “Os porcelanatos que imitam pedra são ótimo exemplo. Já não é mais preciso investir num mármore, que, além de caro, tem a manutenção complicada. E em num banheiro com metais charmosos essas peças ficam perfeitas”, indica Débora.

Para a arquiteta Carolina Whitaker, do escritório Samaia Arquitetura, os lançamentos deste ano são perfeitos para fugir do óbvio. “Os revestimentos 3D são capazes de, sozinhos, compor uma boa decoração. O segredo é fazer uma iluminação direcionada, para que a sombra do revestimento traga mais complexidade. Em um hall, por exemplo, não precisa de mais nada”, aconselha. Segundo a arquiteta, os tradicionais cobocionais cobogós não precisam mais serem usados apenas para dividir ambientes. “Ficam ótimos em uma meia parede ou mesmo arrematando a divisão entre a pia e a sala, em uma cozinha integrada. E vão muito bem quando combinados a revestimento de aspecto lavabo ou desgastado.”

Para quem gosta de texturas, a arquiteta recomenda não exagerar. “Escolha uma só parede. Ter muitos pontos de destaque dificilmente vai funcionar”, recomenda. Débora Aguiar acrescenta que as peças ricas em texturas são perfeitas para quem gosta de monocromático. “É uma opção segura para trabalhar uma mesma cor de diferentes formas”, conta. O arquiteto Marco Aurélio Viterbo destaca os porcelanatos de aparência lavada que imitam madeira. “Adoro a ideia de instalá-los em uma área molhada, o aspecto fica ainda mais real”, diz. As torneiras coloridas e de estilo industrial também chamaram sua atenção. “Quebram o aspecto estático de uma cozinha tradicional.” Quem comprar peças assinadas, pode valorizá-las criando um painel. “Funciona como um quadro. Vale também para os geométricos, ficam ótimos quando usados assim”, afirma Carolina.

Altas 1Porcelanato da coleção blackwood (20 x 120 cm) que imita madeira queimada, da decortiles.

 

 

Altas 2A iluminação ressalta a forma das peças 3D da coleção Urban Street, da Roca.

 

 

Altas 3Tijolos Eco Ibérico, da Palimanan, tem espessura de apenas 2 cm para melhor aproveitamento do espaço.

 

 

Altas 4Da coleção Street, peça texturizada (30,5 x 29,5 cm), da Roca.

 

 

Altas 5Tecla (15 x 15 cm), da Manufatti.

 

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Modelo 3D Lança (11 x 23 cm).

 

 

Altas 7Peça da coleção Urban Shapes (17 x 20 cm).

 

 

Altas 8Peça Oxy (52,7 x 105 cm) imita aço oxidado, da mesma marca.

 

 

Altas 9Azulejo da linha Letter (19 x 19 cm), da Decortiles.

 

 

Altas 10Azulejo da linha Letter (19 x 19 cm), da Decortiles.

 

 

Altas 11Na parede porcelanato acetinado em relevo (45 x 90, cm) da linha Park, da Eliane.

 

 

Altas 12Porcelanato que imita pedra (60 x 120 cm), da Lanzi.

 

 

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Altas 15Peças da linha Blu Aqcua (20 x 20 cm), da Decortiles, têm aspecto artesanal e craquelado.

 

 

Altas 16Cerâmica Moonlight (24,8 x 6,2 cm), que imita tijolos da Brick Studio.

 

 

Altas 17Cobogós assinado pela designer Calu Fontes para a Decortiles.

 

 

Altas 18Da Decortiles, peças em relevo da linha Flow (20 x 10 cm) feitas para remeterem às antigas peças de cerâmica.

 

 

Altas 19Revestimento Pietra Alpi (10 x 30 cm), que imita pedra, da Eliane.

 

 

Altas 20Peças em relevo da linha Duquesa e Arcos (45 x 90 cm), da Portinari.

 

 

Altas 21Mitra Lux (82 x 82 cm), porcelanato de aspecto desgastado, da Biancogres.

 

 

Altas 22Feita para ter rejunte mínimo de 1 mm, a série Tule, (30 x 90,2 cm), também da Roca, tem  aspecto desgastado.

 

Altas 23Porcelanato brilhante da linha Delft (30 x 60 cm), da Lanzi.

Matéria publicada pela jornalista Natália Mazzoni do, O Estado de São Paulo em  13 de março de 2016

 

 

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