PAREM DE PEDIR AOS CRIATIVOS PARA TRABALHAREM DE GRAÇA

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Quando Steve Jobs estava procurando um designer para criar o logo de sua empresa pós-Apple, a NeXT, ele pediu ao designer Paul Rand que criasse algumas amostras antes de contratá-lo formalmente. Mas, ao invés de receber peças de graça, Jobs aprendeu uma lição sobre ética de trabalho do lendário designer.

Jobs recordou a resposta de Rand durante uma entrevista em 1993: “Não. Eu resolverei o seu problema. E você me pagará. E você não precisa usar a solução. Se quiser opções, vá conversar com outras pessoas. Mas eu resolverei seu problema da melhor maneira que sei fazer. E você pode usar ou não. Cabe a você decidir. Você é o cliente. Mas você me paga.”

O que Jobs pediu não é incomum. De fato, é corriqueira a prática de pedir a profissionais criativos que gastem horas criando um trabalho original personalizado de graça, antes de serem contratados.

O trabalho especulativo, também chamado de “amostra criativa”, é parte do processo de contratação de muitos projetos. É normalmente requisitado pelo governo e por grandes empresas multinacionais e casualmente requisitado em reuniões de prospecção de clientes. Mas fazer um trabalho especulativo é enormemente caro para as agências e para os artistas, que precisam separar recursos de outros clientes na esperança de conquistar um novo trabalho.

Um curta feito pela agência canadense Zulu Alpha Kilo captura o quanto é hilário e ridículo pedir uma amostra em outros contextos. Em inglês:

O vídeo de 2:33 minutos mostra entrevistas reais com vários donos de empresas de Toronto, onde a Zulu Alpha Kilo está sediada. Com mais de 1,6 milhão de visualizações no Youtube, o vídeo se tornou viral desde que foi lançado em um evento local – causando uma dor coletiva na indústria criativa mundial.

“Nós estamos fazendo isso para ajudar a indústria como um todo e para educar nossos clientes sobre como escolher o parceiro criativo certo”, diz Zak Mroueh, fundador da agência.

Mas, sem o trabalho especulativo, como os clientes escolherão a melhor agência para se trabalhar?

“Meu conselho é: retire a parte criativa da negociação. Com quem você tem a melhor química? Com quem você realmente quer trabalhar junto?”, afirma Mroueh. “Então, olhe seus portfólios e veja quem tem, consistentemente, feito um trabalho brilhante”.

Pelo menos para a empresa canadense, a decisão de não fazer trabalho especulativos trouxe resultados – ou não tem feito a diferença em termos de crescimento. Em cinco anos, a saiu de de 25 para 75 profissionais.

Organizações profissionais criativas, como o Instituto Americano de Artes Gráficas e a iniciativa No!Spec também se posicionaram contra o trabalho não pago. Eles aconselham os criativos a serem sensatos quando forem entrar em projetos pro bono, estágios não pagos, concorrências – e até quando forem participar de projetos de crowdsourcing.

O que você acha dessa história?

Matéria publicada pelo Portal Tutano Trampos em 01/12/2015

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97 respostas a PAREM DE PEDIR AOS CRIATIVOS PARA TRABALHAREM DE GRAÇA

  1. Sonia Véras disse:

    Chega a ser quase um desrespeito fazer uma proposta dessa. Criatividade é resultado de aptidão, exercitacão e ousadia. Gratuidade só para os amigos, não cabe no campo corporativo.

    • Nem para os Amigos, pelo amor de Deus, eles é que precisam valorizar ainda mais nosso trabalho…

      • Denise disse:

        Nem os amigos, os próprios criativos é quem primeiramente tem que dar valor ao seu trabalho.

        • Guilherme disse:

          Tenho o maior prazer em presentear pessoas queridas com meu trabalho, sem cobrar por isso. Nem tudo é negócio.

          • Denilson disse:

            Infelizmente é sim, vc vai até no “Boteco” e vc paga a bala ou o chiclete!
            Infelizmente “amigo” é o que nos dá mais prejuízo e raiva.

          • netty soares disse:

            Quando os “amigos” podem pagar, geralmente na maioria dos casos, contratam outras pessoas, vejo muito o tempo todo!

      • Douglas disse:

        Se você não cobra, faz de graça para os amigos, quem paga as contas no final é você. Também já fui assim, mas hoje mudei minha postura.

        Seja formatar um computador, na “camaradagem”, tem o consumo de energia, internet, seu tempo gasto que poderia usar para outra coisa mais importante para si.

        Amigo eu dou um desconto sim, mas de graça, não. E dou desconto para bons pagadores, caso contrário nem faço o serviço.

    • Jaccon disse:

      Isto também serve para a área de tecnologia

      • Fernando Oliveira disse:

        Serve muito! Hora ou outra aparece alguém solicitando “Implanta o sistema de gestão aqui pra eu ver se fico com ele”!!! Meu Deus!!!

    • Rafael disse:

      Sou fotógrafo, cansei de fazer “de graça” pra amigos e familiares, sabe qual resultado? Já me procuram esperando não pagar nada, cortei isso de uma vez só quando fiz todo book gestante e newborn para minha cunhada sem nenhum custo, pois ela dizia que estava apertada, mas no natal levou o bebe fotografar com outra pessoa para fazer lembrancinha, foi com um profissional que fazia baratinho, mal feitinho, pois quando você faz de graça você perde o valor, acho que de tanto querer ser legal eu me desvalorizei. De graça? Nunca mais!

    • Paulo disse:

      …Estamos nós “criativos” dispostos igualmente a indemnizar quando prestarmos um mau serviço ao cliente? humm…? (até porque criativos os há…que criam mais problemas ao cliente do que resolvem..digamos que “criam” muito “pus”).
      Há também que acrescentar que no exemplo publicado…mas mal descrito (para o clube dos ressentidos que acham que ninguém dá valor à sua “obra” :) ), que quando Paul Rand foi procurado por Jobs para lhe resolver o logo da NEXT, Rand já tinha no seu portfolio soluções e experiencias de trabalho com clientes dos mais importantes na industria americana (IBM incluída)! Um bom “endorsement” para dar confiança a um cliente, a qualquer cliente não?
      …o Logo da NEXT ficou em $100,000 cobrados por Rand…em 1986?…humm…muito dinheiro.

    • josé carlos cardoso disse:

      Rasavá…Farpas :
      As empresas em Portugal e os Ditos Dr;s e Dras, estão habituados a fazer tudo tudo nas empresas menos pensar o “Marketing Markteer” tem tanto stress que só pensam em estratégia planos de mercado reuniões reuniões corre corre daqui para ali e para acolá…estão sempre com caixas de e.mail, cheias que tem que dar respostas …levam os fins de semana a fazer mapas e planos de estratégia,porque tem planos de acção para por na rua …UPSS ,UPSSSSSSSSSS…é um frenesim, fica-se escravo (a) da empresa ! a família não resiste …vai tudo para o “Galheiro” ! porque nos tornamos escravos sem tempo no templo Amor Amo …quanto mais ter tempo no templo “Criativo a Pensar ” . josé carlos cardoso abraçobeijos Farpas a estas Empresas e aos Dr,(s ) Dr,(as) de “Faz tudo ” …menos ter tempo para pensar.!!! art de opinião .19 janeiro 2016 22h 51m LisboaExpo

    • Katia disse:

      Vc ganha dinheiro dos amigos. Porque os inimigos nunca vao te procurar.

    • Ruy Eduardo Debs Franco disse:

      Não é quase. É um desrespeito e fim.

  2. Guilherme disse:

    Infelizmente precisamos de dinheiro para o pão…

  3. jose cascão disse:

    O assunto é velho, mas a gente demora para aprender… Lá atrás, na década de 90, eu publiquei um artigo no Meio & Mensagem falando sobre isso. Acho que vou tentar recuperar e publicar de novo.

    • Rodrigo Soares disse:

      Publique por favor se ainda tiver esse material. Acho bastante válido disseminar informações como essa, até que a exploração da criatividade alheia deixe de acontecer.

    • Pedro Lima disse:

      Faça isso, Cascão! Você é um profissional respeitado e competente. Eu tenho muita curiosidade de ler sua reflexão do que considero um comportamento viral em nosso meio.. Abraço.

  4. Testemunho como cliente de “Criadores”: Tenho solicitado serviços de empresas, para o desenvolvimento de instrumentos de divulgação multimidia. Não tem sido possível identificar se existe uma “quimica” entre mim e o prestador do serviço, antes de um teste concreto. Este é seguido de adaptações para que a “arte criada por ele” atenda ao “espírito” do conteúdo que desejo divulgar. Meu ramo é o de psicoterapia individual e eventos terapêuticos em grupo.

    • Amanda disse:

      Minha querida, o criativo não tem que entender o “espírito”, de nada, quem faz isso é pai de santo. Agora se busca uma solução pro teu problema, você tem que escolher um profissional competente, e isso pode ser visto através do porfolio, como dito na matéria, ou até com uma conversa/entrevista com o mesmo.

    • Amanda disse:

      É só pedir o portfólio e começar passando pequenos trabalhos para o profissional, se não gostou, não volte a contratar. É que nem uma consulta sua, o paciente paga a primeira sessão, se não gostar não volta.

    • Davi Viana disse:

      Faça como você faz com qualquer outro profissional de qualquer ramo: olhe o portfólio, os casos anteriores, converse e estabeleça um período de testes – mas remunerado. Você não paga uma refeição que come em um restaurante apenas se gostar do serviço, ou o projeto de um arquiteto apenas se for construir a obra. Com criativos (sem aspas, por favor) é do mesmo jeito.

    • Bete monta disse:

      Vc pode me atender sem compromisso para eu sentir se há química entre mim, na posição de paciente, e vc como terapeuta? O princípio é o mesmo…

    • Cacá Rabello disse:

      Você atenderia seus pacientes gratuitamente até que eles se sentissem confortáveis com vc como terapeuta? Até que batesse uma química e eles decidissem que podem ser seus pacientes?
      Vc me atenderia de graça até eu achar que estou “curada” e só então te pagar?
      E se, no meu entendimento, a terapia não estiver dando os resultados que EU espero, da forma que EU espero e no tempo que EU espero, eu não quiser te pagar pelos seus serviços, tudo ok pra você?

    • Cátia disse:

      100% de acordo consigo Maristela.
      Uma empresa de consultoria também investe recursos em preparar propostas de colaboração – mas a empresa contrata apenas a consultora que lhe parecer 1) ir mais ao encontro do procurado e 2) fazer um melhor trabalho pelo custo que terá.

      Agora, cabe à consultora que a proposta detalhe o processo de abordagem, mas não vai dar a solução logo na proposta (até pq sem demais deve ser dificil de diagnosticar). Também o artista pode detalhar seu processo criativo, sem entregar uma solução finalizada pro cliente – essa sim deve ser paga.

    • Vinicius Moreira disse:

      Então vamos lá, não temos que entender muito o espírito de nada, afinal não estamos num centro para contatos, nem muito menos a química do trabalho afinal não trabalhamos em laboratórios.

      Mas deixo a questão para o seu pensamento. Você está sendo clara com o criativo ou apena dando idéias soltas e esperando um resultado já imaginado?

      Está aberta a coisas diferentes? Pontos de vistas até mesmo contrários aos seus? Falo isso porque as vezes você pode imaginar que algo tenha um approach bacana, porém, o criativo em suas pesquisas pode ter detectado que seu público não está aberto a tal abordagem.

      Tentou a proposta de desenhar algo e pedir para que se faça EXATAMENTE igual e deixou o criativo livre para outra ideia e no final viu qual das duas impactou melhor o seu público?

      Acho que fica aí um bom exercício, quando após muitas tentativas com pessoas diferentes nada encaixa.

    • Pedro disse:

      Cara Amanda, veja deste prisma,
      preciso da sua ajuda com um desafio pessoal, vamos imaginar que é algo de demore sem compromisso 10 sessões de 1 hora mais ou menos, porque é um percurso que vamos fazer juntos (um simples logótipo no meu trabalho pode demorar o dobro ou triplo ou mais do que isso).
      Ofereça-me… digamos… as 3 primeiras sessões só para ver se temos química. Se não tivermos não avançamos, ok?

    • Gustavo disse:

      Vc mais do que nunca, por sua profissão sabe que tudo que for feito de graça não se valoriza! Vc mesma deixa muitíssimo claro esse resultado. Vc quer criadores criativos lhe atendendo de graça e olha o que acabou de declarar:
      “Não tem sido possível identificar se existe uma “química” entre mim e o prestador de serviço, antes de um teste concreto. Vc poderia tentar está química na farmácia pedindo uma amostra de remédio para a sua dor de cabeça ou até mesmo antes de abastecer, pedir para rodar com 1 litro de combustível e dizer ao frentista que se o carro não apresentar nenhum problema vc volta e coloca mais, mas esse litro tem de ser grátis para experimentar; há também aquela situação de vc ir a um motel com o seu PA ou atual parceiro(a) e pedir uma suíte mas avisar que vc primeiro vai experimentar e ver se rola uma química. Kkkk.
      Sem ofensas nem nada Maristela, mas vc poderia me ceder algumas sessões de seu trabalho a título de experimentação? Eu nunca tive a oportunidade de fazer uma terapia ou psicanálise e como seu tratamento sempre é muito longo, uma sessão apenas não será possível para definir uma química entre paciente e analista, acho que seria justo umas 20 sessões, porque se for durar por uns 2 ou 3 anos o tratamento, 20 sessões são bem razoáveis para saber se rola uma química entre a sua prestação de serviço.
      Como disse, sem ofensas, porque como vc mesma sabe, o seu segmento anda meio concorrido não é, vc pode fazer isso a título de, bom, vamos chamar de: Teste grátis.
      Vc com certeza estudou é muito, se especializou em uma ou duas ou até mais áreas, investiu uma pequena fortuna para poder começar a atender seus pacientes e até mesmo fez atendimentos de graça, sejam eles para operadoras de planos médicos, ONG’s, associações de classes e dai vai. Só vc e o seu Deus (seja ele qual for) sabem o seu sofrimento e sua luta para estar aonde está, certo? Já imaginou se todos nós generalizássemos a sua classe? Que chato seria neh, vcs terem de atender por amostra grátis…..kkkk
      Todo negócio tem dois lados e duas visões. Se valorizar, respeitar e aceitar aos demais porque você támbem precisa de outro profissional que se dedicou pouco ou mais do que você, que luta tanto ou mais do que você para conquistar o espaço em um mercado infestado de aproveitadores finais que exigem “Amostras Grátis” como de avaliações de futuros resultados. Sabe o que um grande cara do marketing brasileiro chamado Marcos Cobra dizia? Que um negócio só é bom quando os dois lados ganham proporcionalmente igual. Quando ambos os lados valorizam o que contratam e o que prestam de resultados.
      Olha Maristela, tenho a certeza que vc não teve a intensão de generalizar o segmento de marketing num geral, como tbm não faço o papel de alienado achando que não existem oportunistas e pilantras aí por fora, mas qual o segmento que não tem? Até mesmo o seu, kkk, possue muito picareta chantagista tirando vantagem na fragilidade emocional de outra pessoal e achando que está agindo corretamente. Kkkkkk.
      O princípio é o mesmo para ambos:
      VALORIZAR-SE!
      Boa sorte e veja aí quando poderemos fazer a amostra grátis do seu atendimento…..kkkk (foi uma brincadeirinha apenas).

    • Rodrigo disse:

      RELEIA:

      “…você pode usar ou não. Cabe a você decidir. Você é o cliente. Mas você me paga.”

      – Paul Rand

    • Cris Campos disse:

      Quantas sessões de terapia gratuita você oferece a seu cliente pra ele saber se gosta ou não do seu trabalho?
      Como vou saber se você vai resolver meu problema sem testar, não é mesmo? ;)

  5. Minha experiencia como profissionais “criadores”: tem sido impossível contratar serviços de criação de instrumentos multimídia, na divulgação de meus serviços, sem um teste concreto. Estabelecer previamente uma “quimica” entre nós é façanha difícil, mesmo quando o contato veio por indicação de alguém confiável. Após um teste, sempre tem sido necessário realizar diálogos para adaptações que consigam atingir em imagens o “espirito” daquilo que desejo promover ou divulgar.

    • M.A.B disse:

      Essa questão de “quimica” discordo, de duas uma, se você pega uma agência grande, vai negociar com um vendedor, que é bom em criar “quimica” mas não é ele que produz, se pegar um autônomo, as vezes ele é tímido, não sabe se expressar, mas na hora de criar sua peça, ele trará uma solução brilhante, (foi meu caso).
      Enfim, pra mim, pouco importa se existe uma química, antes de contratar meu design, contratyei vário, que me arrependi, então fiz uma seleção de 10 nomes, pedi o portfólio de cada um, entendi como foi feita a criação de cada peça, pesquisei seu nome na internet, pra ver outras peças, pois eles nunca mostram tudo, e enfim, contratei e nunca mais me arrependi.
      Mas pedir mostra gratuita, isso nunca fiz, todo trabalho tem seu preço, a forma de escolher o contratado, também.

    • Rodrigo disse:

      Diálogos para ajustar, moldar ou construir o trabalho que você julga adequado, no caso o “espírito” daquilo que deseja divulgar sempre irão ocorrer, porém não é justo que o profissional tenha desenvolver isso tudo antes de ser combinado valores, por experiência própria, muitas vezes o profissional desenvolve três ou quatro peças diferentes para o cliente ver se gosta do que o profissional faz para ai sim saber se irá contratar ou não o trabalho da pessoa, se pedirmos o mesmo para um arquiteto, um engenheiro, um médico ou mesmo um pedreiro, ele irá fazer?

      Todos os profissionais que citei irão te passar trabalhos anteriores como referência para o trabalho deles, e com base nestas referências o contratante analisa se gosta ou não do conceito do profissional, não vejo o por que de nessa área ser diferente disso, por que o profissional precisa ter duas vezes mais trabalho para receber o mesmo valor?

      Esta “química” a qual se refere, deve ser estabelecida durante a comunicação inicial, na hora da construção do briefing e no ajuste fino dos detalhes, e não antes de contratar o profissional.

    • Marco disse:

      Maristela,

      Retrabalho é comum e parte do processo criativo. Mas é exatamente o que o nome indica: Re-trabalho. Imagine-se na posição de prestar os seus serviços de graça para alguém que não necessariamente vai te pagar por eles. Só se eles funcionarem – e em cima disso, ainda tem a chance de ele nem usar o seu serviço da maneira combinada. Ou seja pegando seu trabalho, sem pagar e sem te contratar… E isso o que essa campanha ataca.

    • Luciana disse:

      Criadores ou criativos (sem aspas) com química imediata ou desenvolvimento do projeto – solução para a sua necessidade – deve ser valorizado e pago. Mesmo havendo testes e alterações, tem que haver uma consciência do trabalho inerente que é realizado e respeitá-lo.
      Do que se trata aqui é de equiparar competências e valorizá-las devidamente.

    • Bruno disse:

      Na minha opinião, se sente que precisa de realizar um teste, tudo bem. Cabe ao criativo aceitar ou não essa condição (e sou da opinião que não devia aceitar). No entanto esse “teste” deverá ser sempre pago, e é algo que sai caro, pois para um trabalho bem feito isso exige pesquisa, criação de conceito, etc. Só aí temos 75% do trabalho feito. As adaptações são inerentes a qualquer trabalho criativo, para se adaptar ao objectivo final (e muitas vezes apenas ao gosto do cliente, o que é um erro). Portanto, o que descreveu é um processo normal de um projecto.
      Portanto, a minha sugestão é a seguinte: peça um orçamento para o trabalho total, pague 75% desse orçamento por parcelas desde o início do projecto até ter o “teste” feito e se não desejar continuar a trabalhar com esse criativo/agência, cancela o projecto e não precisa de pagar mais nada. É para estas situações que se fazem contratos, que são a melhor maneira de defender tanto o cliente como o fornecedor do serviço.
      Boa sorte com os seus projectos :)

  6. Ligaram e com grande euforia a voz falava do outro lado:
    - Ymaraz estamos encantados com todos os seus trabalhos! Vc é bonequeira/contadora de histórias/ grafiteira, atriz e … Então queremos que vc venha dar umas oficinas por aqui: quantas vc quiser.
    Como já estou atenta, apenas disse : – minhas oficinas custam” x, y, e z”.
    Meu Deus! disse a mesmíssima voz, é tudo isso?
    Sabe nós queríamos divulgar o seu trabalho e depois , mais tarde, quem sabe, vc não trabalha conosco?
    Respondi com a mesma segurança de antes: – Não preciso da divulgação de vocês, como já deviam saber, afinal como vocês me encontraram?

  7. Juscelino K disse:

    PAREM DE SE CHAMAR DE CRIATIVOS

  8. Mário Martins disse:

    Amigos, sou da criação, trabalhei em editoras, criando capas de revistas,livros, diagramando jornais,revistas,livros,criando capas de discos,logomarcas,catálagos,embalagens, caixa de papelão,campanhas publicitárias etc, trabalhei em multinacionais em Marketing e comunicação,sou repórter-fotográfico, posso falar de cadeira apresentar um trabalho sem garantias minimas para tal é complicado. muitos usam da boa fé do criador,chupa a criação e leva para outro finalizar o trabalho. QUERO FALAR CRIAÇÃO TEM PREÇO E PAGUEM POR ELA. PESSOAS ACHAM QUE TEM O DIREITO DE AVALIAR O PROFISSIONAL COM ESTAS TÁTICAS EXPLORATÓRIAS. ( Vai a restaurante e coma,beba e fala que esta experimentando o restaurante e não pague. Polícia na certa).

  9. Excelente a iniciativa! Tenho feito isto, por que a Angela mulher, é amiga, mas a Designer, é profissional, e preciso ser respeitada! Imaginem, pagam 35 reais para sobrancelhas, pagam 70 para as unhas, mas querem Dicas do meu trabalho? Então comecei a postar:
    Design de Interiores, é uma PROFISSÃO, que não dá DICAS.
    O nome deste tipo de prestação de serviços, é CONSULTORIA.
    Façam seus orçamentos!!!
    Angela Camolese

  10. Amauri Alves disse:

    Acho que as pessoas gastam relativamente pouco tempo procurando um profissional. Sou trautor. Não adianta só olhar meu nome num site, ligar pra mim e pedir uma amostra, uma parte de um texto que você queira traduzir.

    Que tal marcar uma conversa, ao vivo, ou por Skype/WhatsApp (quando as possibilidades geográficas não permitirem um encontro)? Um café ou um almoço, e eu mando minhas amostras, de trabalhos bem-sucedidos, de acordo com a sua área e a sua indústria, e vamos conversando?

    Só assim pode rolar a tal química.

    Esta “química” nunca vai rolar se você procurar profissionais para resolver seu problema como pessoas procuram “carne” no Tinder ou no Grindr.

    • Laura disse:

      Concordo… Já me safei de trabalhar com pessoas que ia dar problema na certa precisamente por causa disso. Tem que encontrar olho no olho, para ver se vai dar ou não para trabalhar com a pessoa. Nisso acho que empresas grandes me perdem, precisamente por essa questão.

  11. Guilherme disse:

    Maristela,
    Estou precisando de uma psicóloga, quem sabe você me dá umas 5 sessões gratuitas e depois eu decido se te pagou ou não. Que tal?
    A questão é que fazer trabalho de amostra, é trabalho, custa tempo e dinheiro dos profissionais e empresas de criação. Também é seu direito como consumidora, recusar o trabalho mal feito, pedir alterações no que você acha que não representa o “espírito” daquilo que você deseja promover. O trabalho criativo é uma sinergia entre o cliente e o criador, se você quiser um logotipo e não dá nenhuma especificação do dito “espírito” do que você quer, o resultado nunca será o esperado.

  12. Claudio Spenz disse:

    Concordo, pedir “amostra grátis” é péssimo… mas agora eu pergunto. Levar um prêmio pela criação é justo? O cliente quem paga todos os custos de criacao, mas quem leva o prêmio é a agência e depois fica utilizando o título para poder se valorizar… é uma pergunta interessante.

    • igor ventura disse:

      óbvio que é justo. compare com a medicina: quando as pessoas enaltecem um médico pelo seu bom trabalho prestado, o paciente do dito médico não leva nenhum louro, mesmo tendo sido ele que forneceu a doença e pagou pelo tratamento. mesmo princípio.

    • Sandro disse:

      Evidentemente que é justo. O cliente paga pela criação que beneficiará a sua empresa e não pela formação, atualização, dedicação entre outros… O prêmio é um reconhecimento ao talento do criador. Por acaso a bola de ouro deveria ser dada ao clube ao invés de ser dada jogador?

  13. Claudia disse:

    Do mesmo jeito que os criativos estudam para entender o que querem seus clientes, os clientes deveriam estudar as pessoas que querem contratar para o trabalho criativo. Está tudo ali no portfólio. Não rolou a “química”, passa pra outro. E o criativo que não consegue clientes bons é pq algo está fazendo errado.

  14. Thiago disse:

    Eu tenho a seguinte ideia: eu trabalho por dinheiro. Sim, amo o que faço e só por isso decidi trabalhar com design e tirar dele meu sustento. Cliente que não quer pagar ou que já chega com essa ideia de barganha logo no primeiro contato não merece meu respeito e não merece ser meu cliente. De todas as experiências que já tive com vários tipos de clientes, normalmente esses são os que só vão te dar dor de cabeça e te fazer querer desistir da profissão. Não pegando esse tipo de cliente me fez elevar a qualidade do meu design e nunca fiquei sem trabalho por recusar cliente mala. Valorizem-se! Trabalhar de graça? Não, obrigado.

    • Murilo Motta disse:

      Bem isso ai! O cliente que já vem com essa ideia de amostra grátis só vai encontrar os piores profissionais que se sujeitam a esse tipo de prática.

  15. Albert Kiss disse:

    Resolvo seu problema em 20 minutos… Por isso estudei 8 anos…

  16. sergio disse:

    E a profissional acima tbm dá amostras grátis do seu trabalho para o cliente ver se há uma química ou não?

  17. Marcelo Concilio disse:

    Ao ler o artigo me lembrei imediatamente da crônica que dá nome ao livro de João Ubaldo Ribeiro: “O conselheiro come”, uma alusão às pessoas que iam até Ruy Barbosa lhe pedir conselhos. Este por sua vez, os dava sem cobrar nada. Numa certa ocasião sua esposa, cansada de ver o marido ajudar a todos sem receber nada por isso, proferiu a frase que dá nome ao livro.

  18. Roberto Marques disse:

    pessoal, estou completamente de acordo. No segmento que atuo é a mesma coisa – todos perguntam, sem nenhum pudor e pedem “dicas”, orientações e tudo o mais que parte integrante do meu trabalho. Estudei, investi tempo e dinheiro. Entendo que esta relação – independente de ser com criativos, terapeutas, advogados, ou qualquer outro segmento de atuação é fundamentalmente uma relação comercial. Eu entrego o trabalho, o cliente entrega o dinheiro – e só. A tal química vai acontecer naturalmente, sobretudo se o cliente souber explicar o que pretende, e os profissionais souberem tirar isso dele. Mas trabalhar de graça, definitivamente não.

  19. Rosemberg disse:

    É estar cada vez mais difícil fechar uma venda, as pessoas querem ver seu negocio da certo
    querendo uma boa apresentação visual sem pagar por elas, e ainda pensando que é simples
    por isso as vezes nos da nojo caminhar pelas ruas do Brasil e ver essa poluição visual
    sem sentido fora do contexto dos objetivos, que leva a um bom resultado de trabalhos.
    conselho: galinha que segue o pato morre afogado.

  20. Paulo Bonci disse:

    Não que esteja esbanjando mas pague primeiro.

  21. Alexandre disse:

    De graça nem relógio trabalha. Não vou mentir que cheguei a trabalhar de graça no começo e obviamente, saí no prejuízo com clientes espertos. Hoje não crio sem receber, tive que levar trambique para aprender isso, além do mais, um cliente de boa qualidade não faz uma proposta dessa qualidade. Um bom cliente tem a consciência do quanto custa as horas de um profissional.

  22. Alexandre disse:

    Publicitário/criativo/profissional de comunicação não é carro pra fazer testdrive ou academia pra fazer aula grátis. Além de que existem muitos clientes que pedem pra desenvolver o material no risco e depois não fecham o acordo e pedem para um sobrinho do Corel ou outra agência antiética copie o material criado por um preço mais baixo.

  23. Aprendi uma coisa com meus amigos judeus. Um trabalho de graça te traz apenas uma certeza. Outro pedido de trabalho de graça. Então desisti. Trabalho só pago. Alias por isso mesmo defendo outra teoria completamente contraria a “onda” ou ao bom senso. Trabalhe em uma coisa que voce detesta! Só assim não exitará em cobrar toda vez que te chamarem.
    Se forem usar minha teoria entrem em contato …..ela tem contra indicações e uma bula para usar corretamente.

    Em tempo.
    Atualmente pessoas tem usado fotos que fiz em seus comentarios ou peças sem dar créditos. Tambem mais de uma vez tive que protestar no Youtube contra a utilização de vídeos do meu canal sem permissão ou pagamento.

  24. Regina Fonseca disse:

    E também tem a famosa permuta : vocês não querem apresentar um numero de dança de sua escola e a mesma sera divulgada? e por ai a fora ….

    sem mais…..

  25. Sandro disse:

    Esta prática é um “cancer” impregnado na cultura de negociação na área de criação. E grande parte dessa culpa é sem dúvida das empresas de criação, freelancer, etc… que aceitam primeiro desenvolver o layout de um projeto inteiro na tentativa de “amarrar” o cliente. Isso é irritante, desumano com o nosso próprio ofício. E o pior de tudo isso, é que quando finalmente é dado o valor, o cliente, em posse de sua criação procura outra empresa e negocia tudo por um preço menor. Trabalho no ramo de comunicação visual para fachadas comerciais e isso é rotina neste meio.

  26. Paulo Rícoli disse:

    Concordo em partes. Sou o criativo de várias campanhas e peças de publicidade e comunicação. A minha dúvida e logo uma indagação, é que seguindo essa máxima, como se coloca no mercado o novo profissional criativo, aquele que não tem um portfólio ainda?
    Um abraço aos interessados em bons debates!

  27. Junio Macedo disse:

    No inicio da Aeromac criávamos projetos de pinturas e já vimos trabalhos nossos sendo reproduzido por outros artistas, sem receber pela criação. Em pouco tempo deixamos de criar, só executamos trabalhos previamente criados antes, cliente resmunga mas aceita. Sempre indicamos a busca por profissionais do design.

  28. José Braz disse:

    …Dou ou ofereço a quem quero. É explícita falta de Educação abordagens do tipo: “Pode fazer-me um exemplo para ter uma ideia do produto final?” ou depois de receber uma oferta, “Pode fazer um para a minha amiga…, (pai, mãe, tia, gato, pardal, lagartixa)?” RESPECT…

  29. Se formos os primeiros a desvalorizar o nosso trabalho, se uzarmos software pirata, se não valorizarmos o trabalho dos outros e que muitas vezes é a base do nosso trabalho, não resolveremos nada, temos de entender que o trabalho é o motor da economia, não o dinheiro. Se ninguém trabalhar de graça ninguém ganhará dinheiro à custa dos outros. O dinheiro custa trabalho, o trabalho custa tempo e tempo é o que não podemos gastar uma vez que só temos uma vida e essa tem um tempo limitado.

  30. Pingback: Parem de pedir aos criativos para trabalharem de graça | Deyse Melo

  31. Carlos Alvino disse:

    O principal engano nessa situação, que foi bem colocada no artigo, é que o excelente profissional na área de criatividade tenta a “meter-se” também a ser um excelente profissional na área comercial (publicidade, marketing e vendas) de seus próprios serviços.

    Se o problema tem de fato as proporções que o artigo diz ter, então os criativos simplesmente podem não se ter preparado adequadamente para gerirem o lado financeiro e comercial de seu próprio negócio. É simples assim.

    Talvez a criatividade seja um talento inato, tal como o talento para a arte das vendas talvez seja, mas a habilidade para organizar o processo todo de desenvolvimento das ofertas de serviços, marketing e vendas é algo que se aprende e como todo o tipo de trabalho, demanda muito mais que talento, mas também requer muito esforço de aprendizado, experiência que só se consegue com o tempo de serviço no próprio serviço, e muita dedicação na compreensão da arte de vender.

    Se os criativos estão provendo serviços de graça, isso indica para mim uma coisa só: incompetência para vender. A solução é ou aprenderem a como fazer, ou contratarem um profissional comercial que organize o processo todo de vendas e dediquem-se apenas a engrandecer a sua arte criativa, e toda essa situação esdrúxula acabará.

  32. Sou designer, graduado em 97 e atuo na área há pelo menos 25 anos. TODAS as vezes que recebi propostas indecentes do tipo RISCO me decepcionei. Se a pessoa não confia no seu trabalho e seu portfolio não é suficiente para convencer esta pessoa, caia fora dela! É golpe mal intencionado!
    Investi muito em minha carreira e, a partir do momento que coloco minhas idéias criativas no papel, elas podem ser roubadas por um tipinho assim… mal intencionado e querendo levar a melhor. Se você é um bom profissional, é criativo, tem iniciativa e bons resultados, com certeza você terá sempre mercado! Deixe os riscos para os sobrinhos da tia do cachorro da vizinha que tem uma leve quedinha para o desenho e foque no seu mercado, clientes bons existem! Basta se valorizar enquanto profissional.

  33. Luis Melo disse:

    Como Criativo, sei exactamente o que vem se tornando uma prática recorrente nos nossos dias…
    A juntar a este verdadeiro desrespeito pelo trabalho dos outros, exitem ainda as pessoas que se intitulam de “criativos” que por necessidade ou por total estupidez se vendem, praticando preços verdadeiramente escandalosos que apenas denigrem e desqualificam os verdadeiros profissionais.
    Achei extremamente oportuno este vosso artigo – PAEABÉNS!!!!!
    Obrigado pela denuncia e pela inicicativa
    Luis Melo

  34. Permaneço a disposição dos interessados por minhas criações.
    Cobro por uma consulta inicial e se aprovada, um valor pre estabelecido para a arte final
    e a veiculação da peça por tempo e inserções preestabelecidas em Contrato de Utilização de Uso da Imagem.
    Felizmente possuo uma pequena renda de alugueis de imoveis pois caso contrario estaria passando fome.

  35. Luiz Cesar disse:

    Tem que cobrar sim, a criativida é também resultado de anos estudos e capacitação e isso não é de graça.

  36. Quando estudei na Panamericana de Artes, Manoel Victor Filho diretor da mesma e meu professor – um dos maiores ilustradores deste país – aconselhou-me a pôr um escrito no estúdio:”Não me peça de graça, a única coisa que tenho pra vender”.

  37. julio disse:

    O que acham de numa outra situação em que se faz um concurso, para um monumento público, por exemplo.
    Há vários criadores, mas no fim só um ganhador.
    Não seria justo que uma verba adicional fosse destinada a cada participante?

  38. Edson Alves disse:

    Sou ator e aqui no Brasil é quase uma lei o ator trabalhar de graça! O cenário é tão miserável que quando você ganha ou coloca a questão do pagamento como prioridade, parece que você está sendo um vilão ou não tem amor pelo ofício ou ainda, como já vivi anteriormente, tem que pagar um outro preço que pode ser muito mais alto do que trabalhar de graça: ter isso esfregado na sua cara sempre, como se os míseros reais pagos correspondessem a milhões de dólares dos atores hollywoodianos! É ridículo!!! Canseira!!!! Falei uma vez para minha terapeuta que a arte do ator(de teatro principalmente) ser considerado um sacerdócio, as pessoas acham qua não precisam remunerar. E foi aí que ela me desancou: o terapeuta, o médico, o advogado, o professor etc, também exercem profissões consideradas sacerdócio e são, ao menos no caso das duas ou três primeiras citadas, muito bem pagas!!! E por que o ator não seria? hehehe
    JOgo no ar e o que vento ESPALHE!!!

  39. Edson Alves disse:

    com as devidas correções! rsrsrs

    No caso do ator isso acontece sempre! Aqui no Brasil é quase uma lei o ator trabalhar de graça! O cenário é tão miserável que quando você ganha ou coloca a questão do pagamento como prioridade, parece que você está sendo um vilão ou não tem amor pelo ofício ou ainda, como já viví anteriormente, tem que pagar um outro preço que pode ser muito mais alto do que trabalhar de graça: ter isso esfregado na sua cara sempre, como se os míseros reais pagos correspondessem a milhões de dólares dos atores hollywoodianos! É ridículo!!! Canseira!!!! Falei uma vez para minha terapeuta que a arte do ator, (de teatro principalmente), por ser considerada um sacerdócio, as pessoas acham que não precisam remunerar. E foi aí que ela me desancou: o terapeuta, o médico, o advogado, o professor etc, também exercem profissões consideradas sacerdócio e são, ao menos no caso das duas ou três primeiras citadas, muito bem pagas!!! E por que o ator não seria?

    Jogo no ar e que o vento ESPALHE!!! he-he-heeee

    • André Luis Moura disse:

      Muito interessante a sua colocação Edson. Minha área é outra, sou cirurgião buco facial, mas tb já fui músico profissional e sei muito bem o quanto o artista é desvalorizado. E ouço muito essa questão de que tal profissão é um sacerdócio…

      O problema é que as pessoas não entendem o que isso significa!
      Significa que o profissional deve se dedicar muito ao seu trabalho, assim como um sacerdote se dedica integralmente a sua diocese, seu rebanho.
      Pq um padre ganha salário como qualquer um, tendo plano de carreira e tudo mais!

      Na minha área tb ocorre muito a tal “olhadinha sem custo”: olha meu rx? olha minha tomografia? olha meu dente? Isso quando não fazem isso em uma festa… ainda bem que não sou proctologista, imagina se me pedem pra dar um olhadinha???

  40. Lu Fernandez disse:

    Minha tia sabia cortar cabelos. Então sua vizinha sempre ia até ela e dizia: Maria, estou sem dinheiro para ir ao salão, você pode cortar o cabelo da minha filha? Ela sempre atendia ao pedido sem nada receber. Quando tinha dinheiro a vizinha levava a filha ao salão. Até que um dia Maria se cansou de ser desvalorizada…

  41. O cara que trabalha de graça não, nunca foi, e talvêz nunca será um profissional, nesta vida nada é de graça, pois se você faz um trabalho de graça para alguém, saiba que quem está pagando por este trabalho é você!
    mercenáriobilionário

  42. Maycon disse:

    Esse post é fantástico e nunca foi tão atual, hoje vivemos um tempo que as pessoas tende a não valorizar o trabalho, serviço e o tempo do profissionais. Mas cabe a cada mostrar o seu valor e se for caso usar a frase de Rand “Não. Eu resolverei o seu problema. E você me pagará. E você não precisa usar a solução. Se quiser opções, vá conversar com outras pessoas. Mas eu resolverei seu problema da melhor maneira que sei fazer. E você pode usar ou não. Cabe a você decidir. Você é o cliente. Mas você me paga.”

    Só um sugestão para o site design forum, coloca um botão para compartilhar esse conteúdo, se tem eu não percebi, desconsidera!

  43. Maycon disse:

    Esse post é fantástico e nunca foi tão atual, hoje vivemos um tempo que as pessoas tende a não valorizar o trabalho, serviço e o tempo do profissionais. Mas cabe a cada mostrar o seu valor e se for caso usar a frase de Rand “Não. Eu resolverei o seu problema. E você me pagará. E você não precisa usar a solução. Se quiser opções, vá conversar com outras pessoas. Mas eu resolverei seu problema da melhor maneira que sei fazer. E você pode usar ou não. Cabe a você decidir. Você é o cliente. Mas você me paga.”

    Só um sugestão para o site design forum, coloca um botão para compartilhar esse conteúdo, se tem e eu não percebi, desconsidera!

  44. António Branco disse:

    como médico, o pedido de amigos, vizinhos, conhecidos é diário. mas todos acham que o meu tempo é como o dos criativos… muitos “desconhecidos” acham o mesmo: porque a vida humana não tem preço e porque só trabalha na saúde quem é altruísta e sei lá que mais… em que ficamos?

  45. marcos roberto da silva disse:

    Não existe amostra grátis. São apenas sobras que o outro cliente pagou ou pagará.

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