VENDA DE IMÓVEL EM SP CRESCEU NO PRIMEIRO SEMESTRE

Petrucci

Celso Petrucci, do Secovi-SP: lançamentos de um e dois dormitórios alavancaram vendas no primeiro semestre

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 6,7% no primeiro semestre, ante o mesmo período do ano passado, para 9.658 unidades conforme o Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. No período, os lançamentos caíram 18%, para 9.653 unidades, conforme dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), divulgados  pelo Secovi-SP.

A melhora das vendas resultou dos lançamentos de um e dois dormitórios, com uma parcela dessas unidades enquadradas em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) e nas faixas 2 e 3 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, de acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. As faixas 2 e 3 são financiadas com recursos do Fundo de  Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), fonte de recursos não afetada pelas restrições de crédito imobiliário.

As promoções de preços das unidades em estoques também contribuíram para a melhora do desempenho de vendas.

O Secovi-SP mantém a estimativa que os lançamentos terão queda de 23% a 25% neste ano, para a faixa de 25,5 mil unidades a 26,2 mil unidades, devido aos estoques das incorporadoras. A projeção para as vendas continua a ser de retração entre 15% e 20%, para o patamar de 17,3 mil a 18,4 mil unidades. “Não estamos seguros que o desempenho do primeiro semestre seja mantido”, diz Petrucci. A percepção resulta da queda da confiança do consumidor e da piora do cenário macroeconômico.

No fim de junho, o estoque da capital paulista era de 27.448 unidades, incluindo imóveis na planta, em construção e prontos, acima do consumo projetado para o ano.

O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado somou R$ 5,64 bilhões nos seis primeiros meses do ano, 18,9% abaixo da primeira metade de 2014.

No mês de junho, as vendas de unidades residenciais chegaram a 2.588 unidades, o que representa em expansão de 141,4% ante o mesmo mês do ano passado e de 20,4% em relação a maio. A comparação com junho do ano passado tem de ser relativizada devido à Copa do Mundo. Já os lançamentos tiveram queda de 15,6% ante o mesmo mês do ano passado e de 15,3% ante maio.

Em junho, o VGV comercializado foi de R$ 1,2 bilhão, 111,6% acima do mesmo mês do ano passado e 36% acima do registrado em maio. A velocidade de comercialização medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta), foi de 8,6% em junho, a maior do ano, de acordo com o Secovi-SP.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em agosto de 2015 (por Chiara Quintão)

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