ÁGUA: PAGUE O QUE USAR

A medição individualizada em prédios beneficia os moradores e o planeta. Conforme a lei, os edifícios novos são prontos para receber esse sistema. Já os antigos podem precisar de intervenções pesadas – e caras – para implantá-lo. Explicamos tudo aqui.

Sabe quanta água seu apartamento consome por mês? Se você mora num condomínio sem medição individual, será impossível responder a essa pergunta. Isso porque há um único hidrômetro, e todas as unidades rateiam a conta. Ou seja, quem vive sozinho paga o mesmo que uma família de cinco pessoas, por exemplo. “Tornar a cobrança socialmente justa se mostra uma das principais justificativas para adotar o esquema”, defende Hubert Gebara, vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Mas a redução do desperdício, especialmente na atual época de escassez, lidera a lista de prós. “O que não se mede não se controla”, argumenta Paulo Roberto de Souza, engenheiro da empresa baiana ContaGota Hidrometração e Serviços. Após implementar a tecnologia, alguns prédios baixaram a fatura até pela metade. “Ao saber o quanto gastam, os moradores começam a poupar e eliminar vazamentos”, explica Luiz Claudio Drumond, chefe do departamento de micromedição da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Isso sem falar em outras duas grandes vantagens: reduzir o volume afluente de esgotos, trazendo melhorias ecológicas, e valorizar o imóvel em até 2%.

“A água representa o segundo maior gasto do condomínio, depois só da folha de pagamento. Ter controle individual ajuda o bolso e o meio ambiente.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em junho de 2015

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