COPAN EM ETERNA REFORMA

Costuma haver, em média, oito unidades em transformações por mês, sem contar ao menos uma loja no térreo. Quem comanda tudo isso? Descubra a seguir.

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A edificação de 115 m de altura, 32 andares e 120 mil m² de área construída foi erguida nos anos 50. Suas formas curvas se tornaram famosas e converteram o prédio no centro de São Paulo num cartão- postal da cidade.

Há 22 anos, o piloto da nave sinuosa assinada por Oscar Niemeyer (1907-2012) é o administrador Affonso dos Prazeres. Para ele, que zela pelas 1.160 unidades e 300 vagas de garagem, a Norma de Reforma da ABNT veio confirmar a necessidade de planejamento e controle com mão de ferro, algo que a experiência já havia lhe ensinado. “Mesmo não sendo obrigatório, até para fazer uma simples pintura eu peço para ser informado e fiscalizo”, ensina. “Recentemente, durante a troca de um vaso sanitário, o pedreiro causou o entupimento da tubulação com entulho. Percebi o problema e rapidinho exigi o conserto”, exemplifica. O edifício, dividido em seis blocos e servido de 20 elevadores, funciona como uma cidade – Affonso criou, ali mesmo, serviços de marcenaria, serralheria, pintura, Hidráulica e elétrica, usados na manutenção. Logo começaremos a restauração da fachada para comemorar os 50 anos do prédio”, diz o administrador, que mora no Copan desde 1963. E ele conta: “Eu mudei quando ainda estavam finalizando a construção, dois anos antes da inauguração oficial”.

“Hoje, 67% dos moradores são proprietários, o que aumenta o número de reformas complexas. Acompanho de perto todas elas”.

Affonso dos Prazeres, síndico do edifício Copan.

matéria publicada na revista arquitetura & construção em junho de 2015.

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